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Parceria Dorival Discos e Esquina Cultural
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Esquina Cultural oferece livros didáticos e paradidáticos com descontos de até 70%
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Mangás
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Coleção Clássicos Abril
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A História do Repórter Esso (Livro)
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Sebo João Batista
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Direito + Didático = Desconto
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Quatrocentos Contra Um – A História do Comando Vermelho
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Quadrinhos de Super-heróis
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Guido Crepax – A História de “O”

Parceria Dorival Discos e Esquina Cultural

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Com um enorme acervo de Lps, Cds, DVDs e compactos, o Espaço Esquina Cultural Dorival Discos pretende se tornar o ponto de encontro perfeito para os fãs de música, com diversidade de títulos, nos mais variados estilos e a preços módicos.

Localizado no coração de São Paulo – entre a praça da Sé e o Fórum João Mendes – o sebo Esquina Cultural já se tornou um ponto tradicional e visita obrigatória para os colecionadores de livros, quadrinhos e discos que passeiam pelo centro. Sempre de olho na melhor forma de atender, oferecer comodidade e conforto aos seus clientes, a livraria inova com uma nova proposta: o Espaço Esquina Cultural Dorival Discos.

Localizado nos fundos da loja, o espaço é uma parceria do sebo com a loja Dorival discos. Trata-se um espaço de convivência aberto aos freqüentadores da loja e voltado, principalmente ao público consumidor de musica. Contando com um acervo de 20 mil LPs, 10 mil compactos e 10 mil CDs, o Espaço Esquina Cultural oferecerá discos, CDs e DVDs, dos mais variados estilos e artistas, alguns raros, inclusive, a preços módicos, a partir de 3 reais.

Como a ideia central é tornar o espaço um ponto de encontro para aficionados e cultores da boa musica, literatura, o anexo é equipado com um pequeno bar, onde os freqüentadores poderão comprar bebidas, tomar um café e acessar a internet, pois a loja está equipada Wi-fi livre para seus clientes.

Mais que uma loja de discos o Espaço Esquina Cultural Dorival Discos pretende se tornar um ambiente social confortável, onde seus freqüentadores possam se sentir à vontade, promovendo, assim, o encontro entre pessoas com afinidades.

 

Serviço:

Espaço Esquina Cultural Dorival Discos

Endereço: Rua Quintino Bocaiuva, 309 – Sé

São Paulo – SP

Tel.: (11) 3101-8811

Esquina Cultural oferece livros didáticos e paradidáticos com descontos de até 70%

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Esquina Cultural oferece livros didáticos e paradidáticos com descontos de até 70%

Localizada no Centro de São Paulo, a livraria possui acervo e diversidade de títulos a preços acessíveis a pais e alunos, além de oferecer a opção de troca.

 

O ano começa e com ele vem as listas de livros e materiais escolares que esquentam as cabeças de pais e alunos de todo o país. Em tempos de crise, com os altos preços das livrarias que vendem livros novos, a opção por comprar livros usados pode garantir uma grande economia no orçamento familiar.

Sabendo disso, a livraria Esquina Cultural representa uma das mais vantajosas e econômicas opções no segmento.

Com um acervo de cerca de 4 milhões de livros didáticos e paradidáticos atuais e em bom estado de conservação, numa ampla variedade de títulos, disciplinas e áreas de conhecimento, a livraria é garantia de encontrar a livro que o cliente busca por um preço justo, com descontos de até 70%.

São obras pedidas no currículo escolar brasileiro de todas as disciplinas, incluindo português, inglês, matemática, história do Brasil e história universal, literatura, geografia, ciências e demais temas, além de séries como Coleção Conect, Moderna Plus.

Além de contar com todos os clássicos da literatura e universal, na área de paradidáticos, é possível encontrar volumes das coleções Série Vagalume, Reencontro, Para Gostar de ler, Diário de Um Banana, além dos títulos da Penguin Readers para o ensino de Inglês.

Além de descontos e preços acessíveis, a Esquina Cultural também oferece a opção de troca.

Estando localizada num ponto de fácil acesso na cidade de São Paulo, ao lado da praça da Sé e contar com uma incrível variedade de títulos, a preços justos e em grande quantidade, a Esquina Cultural pode ser a primeira e mais acertada opção para pais e alunos em busca de economizar nas despesas escolares na abertura do ano letivo. Faça uma visita.

 

Serviço:

 

Esquina Cultural

Endereço Rua Quintino Bocaiúva, 309 – Sé

São Paulo – SP

CEP 01004-010

Tel.: (11) 3101-8811

 

 

Mangás

http://megaleitores.com.br/assuntos/livros/quadrinhos

Com mais de 50 mil títulos disponíveis em seu acervo, o sebo Esquina Cultural é o verdadeiro Paraíso dos fãs de mangás a preços acessíveis.

Nome dado ao estilo japonês de produzir quadrinho, o mangá é bem mais antigo do que muita gente pensa, se sairmos em busca de suas origens teremos de voltar ao Japão do período feudal, onde encontraremos a tradição, ainda viva, do Teatro das Sombras (Oricom Shohatsu).

Tipo de espetáculo teatral com marionetes, muito comuns em feiras e festividades populares, suas tramas e narrativas recontavam lendas ancestrais e jornadas heroicas. Essas mesmas lendas passariam a ser difundidas, a partir do século 18, em rolos de pinturas com histórias em sequência.

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A palavra mangá teria sido utilizada pela primeira pelo artista Rakuten Kitazawa (1876-1955) e passaria a ser difundida entre o final do século 18 e início do 19, com a publicação de obras como Shiji no yukikai (1798) de Santō Kyōden, e em obras como Manga Hyakujo de Aikawa Minwa (1814) e os célebres livros Hokusai Manga (1814-1834) contendo desenhos variados a partir de esboços do famoso artista de ukiyo-e Katsushika Hokusai.

De lá pra cá, as histórias, com um traço característico do desenho japonês e em sequências de páginas lidas de trás para a frente, conquistaram os corações e mentes de crianças e adultos em seu país de origem e, cada vez mais, tornam-se febre entre os aficionados do ocidente.

No Brasil os mangás japoneses possui um verdadeiro exército de seguidores e adeptos, desde que por aqui aportaram as versões anime dos clássicos de Osamu Tesuka – considerado o Walt Disney japonês –, em meados dos anos sessenta. Mas foi a dedicação e profissionalismo de editoras como a Conrad, que lançaram por aqui personagens populares como Cavaleiros do Zodíaco, Dragon Ball, Yu-Gi-Yo e outros, que o gênero realmente explodiu.

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Com um acervo de mais de cinquenta mil títulos disponíveis, incluindo séries completas e números raros de Evangelion, Slam Dunk, Angry, Vagabond e Yuki, além de personagens populares como Dragon Ball Z, Cavaleiros do Zodíaco, Yu-Gi-Yo e Pokemón, além dos demais citados acima, a livraria Esquina Cultural é o paraíso para os fãs e admiradores do mangá, a preços acessíveis.

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Serviço:

Acervo Mangás – Esquina Cultural
Endereço Rua Quintino Bocaiúva, 309 – Sé
São Paulo – SP
CEP 01004-010
Tel.: (11) 3101-8811

Coleção Clássicos Abril

http://megaleitores.com.br/assuntos/livros/literatura-estrangeira

Composta de 80 títulos, em três formatos com capa dura, a coleção Clássicos Abril foi editada no Brasil durante os anos 70, reunindo os maiores clássicos da literatura universal.

Em meados dos anos 70, o mercado editorial brasileiro foi agraciado com uma das mais belas e importantes coleções de livros: Clássicos Abril. Na época, o empresário e um dos nomes mais importantes para o mercado editorial brasileiro vinha surfando no sucesso de sua editora e, ao mesmo tempo, tendo problemas com a disputa pela direção dos segmentos editoriais por seus filhos e, mesmo assim teve tempo para assumir a responsabilidade, como editor, para pôr em andamento um dos mais ousados projetos de sua história.

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A ideia era lançar, a preços acessíveis, obras consagradas e verdadeiros clássicos da literatura brasileira, como Grande Sertão Veredas, de Guimarães Rosa, e internacional, como Oliver Twist, de Mark Twain, Ulisses e Retrato do Artista Quando Jovem, de James Joyce, entre outros, em belas edições, traduzidos por nomes de peso, com qualidade editorial impecável, com capa dura, títulos em relevo dourado e em quatro formatos distintos: 17,5 x 25,5 cm, 16,5 x 23 cm, 13,5 x 20,5 cm e 12,5 x 17,5 cm.

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Verdadeiro sucesso na época de seu lançamento, a coleção Clássicos ainda hoje é cobiçada como item de colecionador não só por seu valor cultural – a coleção foi além da publicação de clássicos obrigatórios como a Odisséia de Homero ou o Dom Quixote de Servantes, mas também da poesia com títulos como As Flores do Mal de Charles Baudelaire; e o teatro, como a tradução de Um Bonde Chamado Desejorealizada por Flávio Rangel –, mas também por seu valor estético.

Composta de 80 volumes, os livros que formam a coleção enriquecem mais do que o intelecto e a sensibilidade de seus leitores, devido a seu conteúdo, mas também o senso visual, devido à beleza de seu acabamento, que faz com que cada volume seja muito disputado como objeto cênico para filmes e peças de teatro ou objeto decorativo para uma estante.

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O sebo Esquina Cultura possui em seu acervo o série completa dos livros lançados pela coleção que fez história, sendo passagem obrigatória para quem busca aquele desejado volume que falta a sua coleção ou mesmo a coleção completa, inclusive, o raro volume Oliver Twist.

 

Serviço:

 

Esquina Cultural

Endereço Rua Quintino Bocaiúva, 309 – Sé

São Paulo – SP

CEP 01004-010

Tel.: (11) 3101-8811

A História do Repórter Esso (Livro)

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https://megaleitores.com.br/assuntos/livros/comunicacao

 

Testemunha ocular da história

 

Síntese noticiosa que revolucionou o jornalismo de rádio, O Repórter Esso completa 70 anos desde sua primeira transmissão no Brasil. Para comemorar a data, sua trajetória é revista em livro

Por César Alves

 

Considerado um marco no processo evolutivo do radiojornalismo mundial, O Repórter Esso estreou no Brasil há mais de 70 anos, em 28 de agosto de 1941, com transmissão da Rádio Nacional do Rio de Janeiro. Para registrar a data, a ediPUCRS (editora da PUC, do Rio Grande do Sul) – em coedição com a Editora Age – lançou o livro O Repórter Esso – A Síntese Radiofônica Mundial que Fez História, de Luciano Klockner, que relata os 27 anos em que o programa foi ao ar no País. Acompanhado de um CD de áudio com as principais edições do noticioso, a publicação faz uma análise do papel da mídia e sua influência política e social durante alguns dos momentos mais emblemáticos do Brasil no século 20.

Surgido nos Estados Unidos em 1935, o Esso foi criado pela Standard Oil, também conhecida como Esso ou Exxon, como misto de serviço de utilidade pública e instrumento de marketing, visando divulgar seus produtos e aproximar a empresa de seus consumidores. No Brasil, chegou a reboque como parte da “Política de Boa Vizinhança”, campanha encabeçada pelo governo americano para seduzir corações e mentes, pouco depois de sua entrada na Segunda Guerra Mundial.

O programa praticamente moldou o jornalismo radiofônico produzido no País a partir de então. Antes, a divulgação de notícias pelo rádio limitava-se à leitura de manchetes de jornais. A novidade ganhou reconhecimento imediato e, em pouco tempo, o programa passou a ser reproduzido quase em rede nacional.

Com a entrada do Brasil na Segunda Guerra, o público ansiava por notícias que eram trazidas direto do front, poupando as pessoas da espera até o dia seguinte para ler os fatos nos jornais. Apesar do bordão “testemunha ocular da história”, poucas vezes o “repórter” esteve in loco – uma das raras exceções foi a transmissão ao vivo direto de Brasília no dia do lançamento do programa. Todo o conteúdo era fornecido por agências de notícias.

Seja como for, a credibilidade do programa era imbatível. Entre as inovações, está o fato de ter sido o primeiro a editar um manual de redação.

Em 1957, a campanha massiva contra a estatização do petróleo brasileiro acabou por gerar uma investigação, que revelou um esquema de tráfico de influência envolvendo a Esso e a Shell, colocando em descrédito o noticiário. O evento marcou a fase de declínio do programa. Com a chegada da TV, o programa teve de se adaptar. Assim, foi parar na mídia televisiva. Mas o golpe de 1964 representou o canto do cisne para o programa. Em um dos primeiros atos de censura, o Esso foi impedido pela primeira vez de ir ao ar no dia 1o de abril daquele ano. Tentou resistir, mas o tiro de misericórdia foi dado com a instauração do AI-5. No último dia de 1968, o Esso fez sua derradeira transmissão – na TV, seus boletins ainda foram veiculados até 1970.

O noticiário chegou ao fim após uma campanha da Esso e demais petrolíferas multinacionais contra o programa do governo O Petróleo é Nosso, na década anterior. Uma CPI descobriu somas de dinheiro pagas pelos departamentos de marketing das entidades em troca do apoio de jornais. A condenação da companhia atingiu o programa, abalando sua credibilidade. Após o golpe, a marcação cerrada dos órgãos do governo no controle da informação tornou ainda mais difícil a continuidade dos boletins veiculados pelo programa.

 

Publicada originalmente na revista Brasileiros

Direito + Didático = Desconto

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https://megaleitores.com.br/assuntos/livros/didaticos

Direito + Didático = Desconto

 

Promoção do sebo Esquina Cultural une bons títulos da área do Direito e livros Didáticos com preços acessíveis.

 

 

A imensa variedade de títulos e preços nas áreas do Direito Jurídico e Livros Didáticos dos sebos de São Paulo é indiscutível.

Por outro lado, nem sempre é possível combinar bons títulos com bom preço.

Localizada nas imediações da praça da Sé, pertinho do campus da Universidade São Francisco e quase em frente ao Fórum João Mendes, o sebo Esquina Cultural promove uma promoção que promete aliar bons títulos de Direito e livros Didáticos com bons preços.

São diversos livros de ambos os seguimentos a preços que vão de 10 a 20 reais.

Na área das obras didáticas destacam-se títulos importantes em segmentos variados como Biologia, Matemática, Línguas, História e Sociologia. Tudo com preços que variam de 10, 15 e 20 reais.

As mesmas quantidade e variedade também marcam a seção de obras jurídicas que abarcam o Direito, com a mesma variação de preço.

A livraria promove ainda um desconto especial aos clientes que combinarem suas compras entre obra jurídicas e didáticas.

Vale a pena fazer uma visita.

 

 

 

Serviço:

Sebo Esquina Cultural

Rua Quintino Bocaiuva, 309 – Sé – São Paulo

Telefone: (11) 3101-1811 e-mail: redemegaleitores@gmail.com

 

 

 

Quatrocentos Contra Um – A História do Comando Vermelho

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https://megaleitores.com.br/assuntos/livros/biografias

Quatrocentos Contra Um

 

Autobiografia de William da Silva Lima narra a criação do Comando Vermelho e disseca o processo evolutivo do crime organizado dentro das prisões.

Por César Alves

 

Quatrocentos Contra Um é o nome do livro autobrigráfico de Wiliam da Silva Lima, que inspirou o filme de mesmo nome, estrelado por Daniel de Oliveira e dirigido por Caco Souza.

Estamos no Rio de Janeiro, em 1974, em plena ditadura militar quando, tanto presos políticos quanto assaltantes de banco comuns, eram enquadrados na Lei de Segurança Nacional e cumpriam pena no Presídio Cândido Mendes, na Ilha Grande. William fazia parte da massa carcerária e assistiu à chegada dos presos políticos. Foi um dos primeiros a perceber a solidariedade entre eles e a se dar conta de que juntos e organizados – ele e seus companheiros – poderiam obter melhores resultados de tratamento humanitário.

Contrariando a tese, de que os “comunistas” teriam ensinado técnicas de guerrilha aos criminosos, o depoimento de William deixa claro que a única colaboração foi a de abrir suas mentes para o conceito de coletividade. Logo, começaram a se organizar em falanges internas – a organização, no início, era conhecida por Falange Vermelha – e, os que saíam, a promover a organização externa. No início da década de 1980, o CV já infernizava a vida da Polícia Militar carioca, promovendo assaltos e fugas espetaculares. A tomada dos morros e o domínio do tráfico de drogas são as etapas seguintes. O título, 400 contra 1, remete ao cerco realizado por 400 policiais para capturar um único fugitivo, Zé Bigode, amigo de William e também um dos fundadores da organização. Bigode resistiu por 12 horas, sendo morto pelos policiais ao final do confronto.

 

Serviço:

Livro: Quatrocentos Contra Um

Autor: William da Silva Lima

Editora: Labortexto

135 págs.

Quadrinhos de Super-heróis

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https://megaleitores.com.br/assuntos/livros/quadrinhos

 

Aurora dos Super-heróis

 

Dos clássicos publicados pela Ebal, passando pelos famosos formatinhos da Abril, até os mais recentes, publicados pela Panini e Novo Século, HQs diversas coleções dos heróis Marvel e DC Comics podem ser encontradas nos sebos de São Paulo.

 

 

Desde que ganharam os céus, em vôos rasantes, e as ruas, combatendo o crime, vestidos de colants, no início do século vinte, os super-heróis nunca saíram de moda e, ao que as grandes bilheterias do cinema contemporâneo mostram, estão longe de sair.

No Brasil, a febre chegou ainda tímida, publicada em tirinhas de jornais, em meados da década de 1950, mas logo ganharam títulos próprios, estrelado por Batman, Superman, Capitão América, Homem-aranha e etc, graças às editoras Ebal e RGE.

Mas foi graças à editora Abril e seus famosos “formatinhos”, com títulos como Heróis da TV e Superaventuras Marvel, além dos títulos próprios, estrelados pelos mesmos heróis citados no parágrafo anterior, das mais famosas editoras, Marvel e DC Comics, que a febre começou a ganhar corpo, chegando aos dias de hoje, com direito a eventos anuais como a Comic Con.

Um passeio pelos sebos de São Paulo revela que alguns daqueles títulos antológicos, alguns fora de catálogo, e números que faltam a sua coleção, podem ser descobertos, com um pouco de pesquisa. Coleções completas, inclusive.

Se falta algum número a sua coleção ou se está em busca daquela série que não possui, o Centro de São Paulo é a melhor sugestão de local por onde começar a sua busca. Aos fãs dos combatentes do crime, não faltam opções.

 

Serviço:

Sebo Esquina Cultural

Rua Quintino Bocaiuva, 309 – Sé – São Paulo

Telefone: (11) 3101-1811 e-mail: redemegaleitores@gmail.com

 

 

 

 

 

 

 

 

Guido Crepax – A História de “O”

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A erótica “O”

 

Chega às livrarias adaptação em quadrinhos de Guido Crepax para o clássico da literatura erótica de Pauline Réage.

Por César Alves

 

Em meio à atual febre de tramas eróticas nas livrarias de todo o mundo, fenômeno ressuscitado pela série de livros Cinquenta Tons de Cinza, de E.L. James, é bom lembrar que sexo e arte sempre se deitaram na mesma cama. Seus segredos, no entanto, podem ter tido representação gráfica muito antes do aparecimento da imprensa. Papiro de Turim, documento descoberto em 1822, mostra desenhos feitos pelos egípcios de suas atividades sexuais, talvez seja a prova de que o gosto pelo erotismo vem muito antes de Gutenberg criar a primeira impressora no século 14 e tornar, algum tempo depois, a literatura acessível e os “livros proibidos” virarem tão populares quanto a Bíblia – muitos estudiosos consideram o documento egípcio “a primeira revista erótica da história”.

O italiano Guido Crepax, artista gráfico e autor das mais originais histórias em quadrinhos, entendeu o recado e se tornou mestre, sobretudo com as aventuras de sua personagem Valentina, criada em 1965 para a revista Linus e caracterizada por uma série que envolve conteúdo erótico e, diga-se, artístico. Também por isso, ele é considerado o responsável por elevar os quadrinhos ao status de arte. Agora, sua obra começa a retornar às livrarias brasileiras, mais uma vez pela L&PM Editores – que lançou vários livros seus na década de 1980. O primeiro relançamento é o clássico A História de “O”, uma das poucas obras do autor que, contraditoriamente, não traz Valentina como protagonista. A editora promete ainda relançar outros títulos, no total de oito volumes programados.

O fato de não ter Valentina não representa exatamente uma decepção aos leitores – nem mesmo para quem adora a fotógrafa que usa botas de couro e espartilho e se tornou ícone da emancipação feminina na década de 1960. A História de “O” é baseada na obra publicada em 1953, na França,  escrita por Pauline Reagé (um dos pseudônimos da escritora e jornalista francesa Anne Célline Desclos, que também assinava Dominic Áury). Na trama, a personagem “O” é uma mulher independente, levada para um castelo por seu amante, René, onde as mulheres eram ensinadas a ser submissas sexualmente aos homens. Apesar de aprender a ser escrava sexual do namorado, “O” é consciente de seu poder sobre os homens e, assim, coloca prazer e submissão lado a lado para alcançar o prazer. Nada mais polêmico e escandaloso.

Ainda que o roteiro não seja de Crepax, a adaptação que ele próprio fez traz todas as características que marcaram a sua obra: erotismo explícito e sem pudores, como no texto original, paixão por desenhar espartilhos e bondages – um deleite para voyeuristas, traço inconfundível e narrativa que exige mais de uma leitura, em que imagem, composição e distribuição dos quadros vão além dos balões de diálogos. A apropriação da trama por Crepax, embora fiel à narrativa original, faz da novela gráfica uma obra diferenciada – é bom ler as duas versões. Essa HQ revela o gosto de Crepax por adaptações literárias, o que fez desde o início de sua carreira. Sua primeira história, aliás, foi uma adaptação de O Médico e o Monstro, de Robert Louis Stevenson, que desenhou aos 12 anos.

Filho do primeiro violoncelista do Teatro Scala, de Milão, Itália, Crepax nasceu em 1933. Estudou arquitetura pela Universidade de Milão e, ao mesmo tempo, atuou como ilustrador em trabalhos de publicidade. Produziu capas de revistas e livros, pôsteres e ilustrações para capas de LPs – que lhe deu reputação no meio musical. Até decidir-se pelas histórias em quadrinhos, transitou por assuntos variados, mas seu maior mote foi o erotismo.

Valentina, a mais famosa criação, tornou-se ícone cultural do século 20, sendo considerada a primeira mulher emancipada made in Italy. Surgiu como personagem secundária no terceiro episódio das aventuras do herói Neutron e tomou o lugar do protagonista logo nas primeiras aparições. Morto em 2003, além de Valentina, Crepax criou outras heroínas, com destaque para Bianca e Anita, publicadas no Brasil pela L&PM, além de adaptar obras de Edgar Allan Poe e Marquês de Sade, entre outros.

Sobre sua obra, o cineasta francês Alain Resnais disse: “Seguidamente, é necessário tomar uma página de Crepax e ler várias vezes para captar certos detalhes”. Para novos leitores, A História de “O” é um excelente ponto de partida.

 

(Artigo publicado originalmente na revista Brasileiros)

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