Lista de livros da Fuvest 2018

Veja a lista de livros para a Fuvest em 2018, a Fuvest (Fundação Universitária para o Vestibular) responsável por selecionar alunos para a USP, divulgou a lista de livros obrigatórios para a seleção de 2018. Confira a lista para os vestibular de 2018:

Iracema – José de Alencar;

Clássico do romantismo brasileiro que consagrou José de Alencar como um dos maiores escritores do país O livro narra a história da índia Iracema, a virgem dos lábios de mel, que apaixona-se pelo português Martim, inimigo de seu povo.

Memórias póstumas de Brás Cubas – Machado de Assis;

Machado de Assis tinha cerca de 50 anos quando começou a escrever Memórias póstumas de Brás Cubas, que é considerado o primeiro romance do movimento realista no Brasil. Brás Cubas, um decadente aristocrata já falecido, resolve escrever sua autobiografia e volta à infância e a outros episódios de sua vida.

O cortiço – Aluísio Azevedo;

Pobreza, corrupção, injustiça, traição. Todos esses elementos integram O cortiço, principal obra do Naturalismo brasileiro.

A cidade e as serras – Eça de Queirós;

Um escritmuito atual, que se preocupou com o lugar do homem na civilização, com os excessos da técnica, com o que o ser humano conseguia e como começava a ser consumido pessas conquistas.

Minha vida de menina – Helena Morley;

Aclamado por escritores como Carlos Drummond de Andrade e João Guimarães Rosa, Minha vida de menina é o diário de uma garota de província do final do século XIX.

Vidas secas – Graciliano Ramos;

Vidas secas, lançado originalmente em 1938, é o romance em que mestre Graciliano — tão meticuloso que chegava a comparecer à gráfica no momento em que o livro entrava no prelo, para checar se a revisão não haveria interferido em seu texto — alcança o máximo da expressão que vinha buscando em sua prosa.

Claro enigma Carlos Drummond de Andrade;

 Publicado em 1951, Claro enigma representa um momento especial na obra de Drummond. Com uma dicção mais clássica, o poeta revisita formas que haviam sido abandonadas pelo Modernismo (como o soneto, modalidade que fora motivo de chacota entre as novas gerações literárias), afirma seu amor pela poesia de Dante e Camões e busca uma forma mais difícil, mas sem jamais abandonar o lirismo e a agudeza de sua melhor poesia.

Sagarana – João Guimarães Rosa;

Apresentando a paisagem e o homem de sua terra numa linguagem já então exclusiva, através de contos como ‘O burrinho pedrês’, ‘Duelo’, ‘A hora e vez de Augusto Matraga’, Guimarães Rosa fez deste livro a semente de uma obra cujo sentido e alcance ainda estão pser inteiramente decifrados.

Mayombe – Pepetela

A geração da utopia, de 1992, acompanha um grupo de jovens que sonhou e lutou por um país livre e se depara com a realidade de Angola pós-independência.

Livros Fuvest

Livros para a fuvest 2018 você encontra no https://megaleitores.com.br

veja mais detalhes em https://www.fuvest.br

Musas da MPB

Musas da MPB – Primeira Parte

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A música popular brasileira sempre foi riquíssima de compositoras e interpretes femininas. De Chiquinha Gonzaga a Anita – e aqui, é preciso entender que não há a intenção de comparar as obras das artistas citadas ou mesmo a importância, qualidade ou qualquer outra característica que, muitas vezes, está mais relacionada ao gosto e opinião de quem ouve a musica do que qualquer outra coisa –, o número de mulheres que deram sua contribuição na construção de um patrimônio musical (pop)ular nacional é enorme.

São tantos os nomes, são tantos os gêneros e tantas as vozes que é praticamente impossível falar sobre as musas da MPB num único artigo. Portanto, este é apenas o primeiro dos muitos textos sobre o tema que iremos disponibilizar aqui.

Para dar início à série em grande estilo, escolhemos Maria Bethânia, Elis Regina e Gal Costa, três das mais importantes cantoras surgidas na década de 1960; as três com trajetórias, características, estilos, vozes e performances interpretativas muito distintas, que dividiram os palcos num mesmo período, cada uma delas desempenhando seu papel – como artistas e também protagonistas de um período histórico conturbado –, transbordando talento, originalidade e, porque não dizer, muita coragem.

Maria Bethânia – Baiana de Santo Amaro, Bethânia teve seu despertar artístico impulsionado quando ainda era muito jovem, influenciada pelo teatro e pela poesia, quando ainda vivia em sua cidade natal. Mas foi em 1965, quando se mudou para o Rio de Janeiro, que sua carreira musical realmente começou. A princípio, apenas como substituta da cantora Nara Leão no espetáculo Opinião. Sua capacidade interpretativa e voz inigualável, ao interpretar as canções do repertório, foram o bastante para que seu nome logo ganhasse a atenção da crítica e público e, no mesmo ano, assinou contrato com a gravadora RCA, lançando seu homônimo álbum de estréia.

Dona de uma discografia – todos disponíveis no Feirão do Vinil – e protagonista de shows inesquecíveis, Maria Bethânia já vendeu mais de 26 milhões de discos, durante uma carreira que ultrapassa cinco décadas, sempre citada entre as maiores interpretes brasileiras.

Elis Regina – Muitas vezes citada como uma das – senão “a” maior – maiores cantoras que o Brasil já produziu, Elis Regina nasceu em Porto Alegre e ganhou notoriedade nacional ao se mudar para o eixo Rio-São Paulo, cantando em pequenos palcos de bares e restaurantes, chamando a atenção de compositores, produtores e diretores musicais e televisivos que freqüentavam os locais.

Talvez a mais cultuadas das interpretes femininas brasileira, mais do que sua morte prematura em 1980, o culto à Elis Regina vem de seu imenso talento e versatilidade, que a fez ser comparada – não sem razão – a nomes como Ella Fitzgerald, Billie Holliday e Sarah Vaughan. Foi musa da Bossa Nova, da Canção de Protesto e até da reabertura política (sua gravação de “O Bêbado e o Equilibrista” é até hoje visto como hino da redemocratização do país), além de dar oportunidade e revelar jovens compositores e interpretes, como os mineiros do Clube da Esquina e Milton Nascimento, para ficarmos em apenas alguns.

Gal Costa – Natural de Salvador, Gal Costa despontou como parte do grupo baiano, liderado por Caetano Veloso e Gilberto Gil, nos anos 1960. Tendo como mentor e principal influência João Gilberto e a bossa nova como gênero escolhido para dar início a sua carreira musical, tornou-se musa definitiva da Tropicália e do Desbunde Contracultural brasileiro da década de 70.

Sua voz marcante, que vai da leveza quase sussurrada ao grito visceral, capacitando-a de interpretar desde sambas e bossa nova até o mais estridente e lamentoso blues, se tornou marca registrada de uma época. Mas foi também a ousadia, atitude e versatilidade, expressas nas suas apresentações ao vivo e, principalmente em álbuns como “Fa-Tal” que a tornaram uma das mais festejadas estrelas de nossa música.

O Feirão do Vinil possui em seu acervo todos os discos (vinil ou CD) das musas da MPB – incluindo raridades, como o raro compacto de Gal Costa interpretando “70 neles”, marcha em apoio à Seleção Brasileira na Copa de 1986, sucesso do carnaval daquele ano.

Rilke e Lou-Andreas Salomé, Sartre e Beauvoir, Miller e Anais Nin e outros casais das letras no Esquina Cultural

Rilke e Lou-Andreas Salomé, Sartre e Beauvoir, Miller e Anais Nin e outros casais das letras no Esquina Cultural

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Lou-Andreas Salomé, não dava muito crédito ao talento de seu jovem amante e aspirante a poeta, quando – aos 36 anos, casada e com o consentimento do marido – deu início ao caso com o ainda desconhecido e muito mais jovem, Rainer Maria Rilke. Na época a bela, inteligente e libertária Salomé já havia sido a terceira parte de uma tríade sexual e amorosa, cujos outros dois amantes célebres eram o filósofo Friedrich Nietzsche e Paul Reé e escandalizava a sociedade de sua época com seus escritos e idéias de mulher a frente de seu tempo – rezam as más línguas que o filósofo do martelo teria saído da relação aos pedaços, Salomé foi a Lilith que destroçou o coração do “homem que matou Deus”.

Mais madura e com uma carreira e trajetória definida, mesmo Salomé, talvez não pudesse imaginar que aquele relacionamento iria ultrapassar o ardor da alcova, evoluindo para uma parceria amorosa e criativa, num matrimônio que refletiria nas obras de ambos. Um casamento que desafiaria as convenções. Artisticamente, íntimo e limitado a cumplicidade do casal, e, do ponto de vista sexual, aberto a diversos parceiros, com o conhecimento e consentimento de ambos.

Lou-Andreas Salomé – Minha vida

Esta e outras histórias de cinco casais avant-la-lettré, todos formados por artistas e intelectuais respeitados, cujos relacionamentos desafiaram as convenções e puseram em dúvida a sacralidade do casamento, fazem parte do fascinante e delicioso Amores Modernos, livro de Daniel Bullen que acaba de chegar às livrarias brasileiras pela editora Seoman.

Cartas a um jovem poeta

A obra estuda as relações de Lou Salomé e Rainer Rilke; Georgia O´Kieffe e Alfred Ztieglitz; Frida Khalo e Digo Rivera; Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir e Henry Miller e Anais Nin, analisando o reflexo que a maneira por eles escolhida para conduzir suas vidas, tanto afetiva, quanto íntima, teve sobre suas obras e até que ponto tais artistas e seus modos de vida estavam à frente de seu tempo e em sintonia com o comportamento amoroso de casais contemporâneos – principalmente nos casos de Sartre e Beauvoir e Henry Miller e Anais Nin, cujas relações foram inspiração para muitos dos casais surgidos pós-Revolução Sexual e Contracultura.

O Muro

O autor diz que o ponto de partida para seu estudo tem origem na diversidade de acordos, cumplicidades, limites e formas estabelecidas por casais contemporâneos para conduzir suas relações amorosas que atualmente, mais do que nunca, se distancia do formato familiar tradicional do matrimônio civil e religioso, sob as bênçãos dos pais de ambos os cônjuges condenados a amarem-se até a morte, “na saúde e na doença; na alegria e na tristeza”.

Delta De Vênus

Bom, nos dias em que não é mais surpresa para ninguém o declínio do casamento convencional, como instituição sagrada. O próprio autor revela que o livro teve início mais por uma questão pessoal do que por motivação acadêmica. Tentando entender seu próprio relacionamento, a princípio, teria se voltado para a vida destes artistas mais por uma questão pessoal do que acadêmica, confessa o autor. Foi quando percebeu que o material biográfico oficial sobre tais nomes, no que se referia a seus relacionamentos, perdia-se em clichês como o do infant terrible mulherengo e a esposa que, incapaz de lidar com os relacionamentos extraconjugais de seu homem, busca em outras aventuras uma compensação; ou a mesma história do ponto de vista feminino, substituindo o infant terrible por uma femme fatale, no caso. Quando muito, recorriam a justificativas como “eram artistas, cujos modos de vida excêntricos eram reflexos de suas condições”.

A sabedoria do coração

O autor preferiu explorar o quanto a maneira como tais casais levaram seus relacionamentos teve impacto na concepção da obra de ambas as partes. Daí a escolha desses nomes; todos eles, casais em que ambos eram artistas consagrados, mantiveram seus relacionamentos abertos e, embora tenham convivido com as conseqüências e desentendimentos, comuns em qualquer forma de relacionamentos – principalmente, quando abertos –, mantiveram-se duradouros.

Apesar do título escolhido para a tradução brasileira não dizer muita coisa – teria sido melhor traduzir literalmente o título original, The Love Lives of The Artists –, Amores Modernos, no mínimo, contribui com as biografias pessoais e criativas de seus personagens, através da perspectiva de seus relacionamentos.

As obras de todos os autores podem ser encontradas nas estantes do sebo Esquina Cultural. Faça uma visita.

Serviço:

Esquina Cultural

Endereço Rua Quintino Bocaiúva, 309 – Sé

São Paulo – SP

Tel.: (11) 3105-6714

Parceria Dorival Discos e Esquina Cultural

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Com um enorme acervo de Lps, Cds, DVDs e compactos, o Espaço Esquina Cultural Dorival Discos pretende se tornar o ponto de encontro perfeito para os fãs de música, com diversidade de títulos, nos mais variados estilos e a preços módicos.

Localizado no coração de São Paulo – entre a praça da Sé e o Fórum João Mendes – o sebo Esquina Cultural já se tornou um ponto tradicional e visita obrigatória para os colecionadores de livros, quadrinhos e discos que passeiam pelo centro. Sempre de olho na melhor forma de atender, oferecer comodidade e conforto aos seus clientes, a livraria inova com uma nova proposta: o Espaço Esquina Cultural Dorival Discos.

Localizado nos fundos da loja, o espaço é uma parceria do sebo com a loja Dorival discos. Trata-se um espaço de convivência aberto aos freqüentadores da loja e voltado, principalmente ao público consumidor de musica. Contando com um acervo de 20 mil LPs, 10 mil compactos e 10 mil CDs, o Espaço Esquina Cultural oferecerá discos, CDs e DVDs, dos mais variados estilos e artistas, alguns raros, inclusive, a preços módicos, a partir de 3 reais.

Como a ideia central é tornar o espaço um ponto de encontro para aficionados e cultores da boa musica, literatura, o anexo é equipado com um pequeno bar, onde os freqüentadores poderão comprar bebidas, tomar um café e acessar a internet, pois a loja está equipada Wi-fi livre para seus clientes.

Mais que uma loja de discos o Espaço Esquina Cultural Dorival Discos pretende se tornar um ambiente social confortável, onde seus freqüentadores possam se sentir à vontade, promovendo, assim, o encontro entre pessoas com afinidades.

 

Serviço:

Espaço Esquina Cultural Dorival Discos

Endereço: Rua Quintino Bocaiuva, 309 – Sé

São Paulo – SP

Tel.: (11) 3101-8811

Esquina Cultural oferece livros didáticos e paradidáticos com descontos de até 70%

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Localizada no Centro de São Paulo, a livraria possui acervo e diversidade de títulos a preços acessíveis a pais e alunos, além de oferecer a opção de troca

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O ano começa e com ele vem as listas de livros e materiais escolares que esquentam as cabeças de pais e alunos de todo o país.

Em tempos de crise, com os altos preços das livrarias que vendem livros novos, a opção por comprar livros usados pode garantir uma grande economia no orçamento familiar.

Sabendo disso, a livraria Esquina Cultural representa uma das mais vantajosas e econômicas opções no segmento.

Com um acervo de cerca de 4 milhões de livros didáticos e paradidáticos atuais e em bom estado de conservação, numa ampla variedade de títulos, disciplinas e áreas de conhecimento, a livraria é garantia de encontrar a livro que o cliente busca por um preço justo, com descontos de até 70%.

São obras pedidas no currículo escolar brasileiro de todas as disciplinas, incluindo português, inglês, matemática, história do Brasil e história universal, literatura, geografia, ciências e demais temas, além de séries como Coleção Conect, Moderna Plus.

Além de contar com todos os clássicos da literatura e universal, na área de paradidáticos, é possível encontrar volumes das coleções Série Vagalume, Reencontro, Para Gostar de ler, Diário de Um Banana, além dos títulos da Penguin Readers para o ensino de Inglês.

Além de descontos e preços acessíveis, a Esquina Cultural também oferece a opção de troca.

Estando localizada num ponto de fácil acesso na cidade de São Paulo, ao lado da praça da Sé e contar com uma incrível variedade de títulos, a preços justos e em grande quantidade, a Esquina Cultural pode ser a primeira e mais acertada opção para pais e alunos em busca de economizar nas despesas escolares na abertura do ano letivo. Faça uma visita.

Serviço:

Esquina Cultural

Endereço Rua Quintino Bocaiúva, 309 – Sé

São Paulo – SP

CEP 01004-010

Tel.: (11) 3101-8811

Shakespeare e Brecht por Manuel Bandeira

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https://megaleitores.com.br/assuntos/livros/literatura-brasileira

Manuel Bandeira tradutor

 

Poeta máximo do Modernismo brasileiro, Bandeira também se destacou como tradutor de poetas e dramaturgos estrangeiros.

Por César Alves

 

A difusão da obra do poeta e escritor Manuel Bandeira, felizmente, é bem difundida entre os leitores brasileiros. Também exímio crítico de arte, o homem que chocou os tradicionalistas e conservadores na década de 1920 com a leitura o lançamento de seu poema Os Sapos, marcando definitivamente a entrada da poesia brasileira na modernidade, o que pouco se comenta é sua atuação como tradutor de grandes poetas e dramaturgos estrangeiros para a língua portuguesa.

Dois ótimos exemplos, disponíveis em nossas livrarias, são Macbeth, de William Shakespeare, e O Círculo de Giz Caucasiano, de Bertolt Brecht.

O que fica claro para o leitor, tanto na adaptação de Bandeira para conhecida história do atormentado príncipe da Dinamarca, publicada aqui pela editora Brasiliense; como em sua versão da peça de Brecht, da Cosac Naify, é a maneira como o poeta verte para o português dois títulos importantes de fases distintas da história do teatro ocidental, respeitando suas características originais.

Recentemente, esta faceta de Manuel Bandeira foi tema de outro título, lançado pela Global Editora: Poemas Traduzidos.

 

Serviço:

Macbeth – William Shakespeare

Editora Brasiliense

O Círculo de Giz Caucasiano – Bertolt Brecht

Editora Cosac Naify

Tradução de Manuel Bandeira