Livro Coleção ocultismo História Filosófica do Gênero Humano - Antoine Fabre D'Olivet

Coleção ocultismo História Filosófica do Gênero Humano
Coleção ocultismo História Filosófica do Gênero Humano
Coleção ocultismo História Filosófica do Gênero Humano

A obra que ora publico sobre o estado social do homem pretendia, de início, ser parte de um trabalho mais amplo que eu pensara escrever sobre a história da Terra e de seus habitantes, e para o qual reuni grande quantidade de material. Minha intenção era agrupar sob um mesmo ponto de vista, e dentro de um mesmo panorama, a história geral do globo em que vivemos, segundo as considerações da história natural e política, física e metafísica, civil e religiosa, desde a origem das coisas até seus mais recentes progressos, de modo a expor sem qualquer preconceito os sistemas cosmogônicos e geológicos de todos os povos, suas doutrinas religiosas e políticas, seus governos, costumes, relações diversas, a influência recíproca que têm exercido sobre a civilização como um todo, seus movimentos pela terra e os acontecimentos, felizes ou infelizes, que assinalaram sua existência mais ou menos agitada, mais ou menos longa, mais ou menos interessante, visando a extrair de tudo isso os ensinamentos mais amplos e seguros jamais obtidos até o momento sobre a natureza íntima das coisas e, sobretudo, do homem, a quem tanto nos interessa conhecer. Quando idealizei este projeto ainda era jovem e pleno daquela esperança que torna a juventude tão presunçosa. Não via qualquer obstáculo capaz de me deter no longo caminho que escolhera percorrer. Dotado de alguma força moral e decidido a realizar um trabalho obstinado, acreditava que nada resistiria ao duplo ascendente da perseverança e do amor à verdade. Dediquei-me então ao estudo com um ardor insaciável, aumentando incessantemente o volume dos meus conhecimentos e sem pensar muito no uso que deles pudesse fazer algum dia. Devo dizer que estava um tanto obrigado, pela minha posição política, à reclusão que tal empenho exigia. Embora não me tivesse de maneira alguma destacado durante a revolução e guardasse eqüidistância dos partidos, alheio a toda briga: toda ambição, eu conhecia o bastante das coisas E dos homens para que minhas opiniões e meu caráter continuassem na obscuridade. E assim foi que circunstâncias alheias à minha vontade acabaram levando-as ao conhecimento de Bonaparte, exagerando ainda mais a seus olhos o que elas pudessem ter de contrário aos seus desígnios. Assim, logo ao pisar o Consulado, o ódio que ele nutria por mim já era bastante para decretar minha proscrição imediata. E foi o que ele fez, incluindo expressamente o meu nome entre o dos duzentos infelizes que mandou para a morte nas costas bravias da África. Se, por obra da Providência, eu escapei a essa proscrição, teria de ser muito prudente enquanto durasse o seu reinado, para fugir às armadilhas que ele pudesse me preparar. Assim, minha inclinação e minha situação coincidiram para fazer-me apreciar o recolhimento e, juntas, conduziram-me aos estudos. Todavia, quando, a certo ponto de meus trabalhos de explorador, revi os frutos da exploração feita, constatei, um tanto surpreso, que as maiores dificuldades não estavam onde antes as imaginara, e que o problema residia menos em se amontoar materiais para com eles erguer a projetada estrutura, do que em conhecer-lhes bem a natureza para organizá-los, não de acordo com sua forma, mas segundo sua homogeneidade. A forma depende quase sempre do tempo e das circunstâncias externas, mas a homogeneidade contém a própria essência das coisas. Esta reflexão levou-me a examinar em profundidade várias doutrinas, que os sábios costumam classificar como díspares e opostas, e então me convenci de que essa disparidade e essa oposição residem só nas formas, sendo o núcleo basicamente o mesmo. Como resultado, pressenti a existência de uma grande Unidade, fonte eterna de onde tudo emana, e vi claramente que os homens também não se afastam tanto assim da verdade quanto em geral o julgam. Seu maior erro é apenas buscá-la onde ela não se encontra, e se apegarem às formas quando, na verdade, deveriam evitá-las para se aprofundarem na essência, sobretudo considerando-se que elas são quase sempre obra sua, tal como acontece nos mais importantes monumentos literários, principalmente na cosmogonia de Moisés. Peço a liberdade de deter-me por um momento sobre este fato extraordinário, pois ele esclarecerá várias coisas que, do contrário, pareceriam turvas. formato 16 x 23 cm . brochura. tradução de william soares do carmo.... loja 3 - estante 24 - gaveta 3

ISBN: 8527404001


Código de Barras: 8527404001


Origem: Nacional


Idioma: Português


Categoria: Livros


Autor: Antoine Fabre D'Olivet


Título: Coleção ocultismo História Filosófica do Gênero Humano


Editora: Sociedade das Ciências Antigas


Edição: 1ª Edição


Ano: 1997


Assunto: Filosofia


Páginas: 246


Peso: 900 gramas


Conservação: Produto Usado



Descrição

A obra que ora publico sobre o estado social do homem pretendia, de início, ser parte de um trabalho mais amplo que eu pensara escrever sobre a história da Terra e de seus habitantes, e para o qual reuni grande quantidade de material. Minha intenção era agrupar sob um mesmo ponto de vista, e dentro de um mesmo panorama, a história geral do globo em que vivemos, segundo as considerações da história natural e política, física e metafísica, civil e religiosa, desde a origem das coisas até seus mais recentes progressos, de modo a expor sem qualquer preconceito os sistemas cosmogônicos e geológicos de todos os povos, suas doutrinas religiosas e políticas, seus governos, costumes, relações diversas, a influência recíproca que têm exercido sobre a civilização como um todo, seus movimentos pela terra e os acontecimentos, felizes ou infelizes, que assinalaram sua existência mais ou menos agitada, mais ou menos longa, mais ou menos interessante, visando a extrair de tudo isso os ensinamentos mais amplos e seguros jamais obtidos até o momento sobre a natureza íntima das coisas e, sobretudo, do homem, a quem tanto nos interessa conhecer. Quando idealizei este projeto ainda era jovem e pleno daquela esperança que torna a juventude tão presunçosa. Não via qualquer obstáculo capaz de me deter no longo caminho que escolhera percorrer. Dotado de alguma força moral e decidido a realizar um trabalho obstinado, acreditava que nada resistiria ao duplo ascendente da perseverança e do amor à verdade. Dediquei-me então ao estudo com um ardor insaciável, aumentando incessantemente o volume dos meus conhecimentos e sem pensar muito no uso que deles pudesse fazer algum dia. Devo dizer que estava um tanto obrigado, pela minha posição política, à reclusão que tal empenho exigia. Embora não me tivesse de maneira alguma destacado durante a revolução e guardasse eqüidistância dos partidos, alheio a toda briga: toda ambição, eu conhecia o bastante das coisas E dos homens para que minhas opiniões e meu caráter continuassem na obscuridade. E assim foi que circunstâncias alheias à minha vontade acabaram levando-as ao conhecimento de Bonaparte, exagerando ainda mais a seus olhos o que elas pudessem ter de contrário aos seus desígnios. Assim, logo ao pisar o Consulado, o ódio que ele nutria por mim já era bastante para decretar minha proscrição imediata. E foi o que ele fez, incluindo expressamente o meu nome entre o dos duzentos infelizes que mandou para a morte nas costas bravias da África. Se, por obra da Providência, eu escapei a essa proscrição, teria de ser muito prudente enquanto durasse o seu reinado, para fugir às armadilhas que ele pudesse me preparar. Assim, minha inclinação e minha situação coincidiram para fazer-me apreciar o recolhimento e, juntas, conduziram-me aos estudos. Todavia, quando, a certo ponto de meus trabalhos de explorador, revi os frutos da exploração feita, constatei, um tanto surpreso, que as maiores dificuldades não estavam onde antes as imaginara, e que o problema residia menos em se amontoar materiais para com eles erguer a projetada estrutura, do que em conhecer-lhes bem a natureza para organizá-los, não de acordo com sua forma, mas segundo sua homogeneidade. A forma depende quase sempre do tempo e das circunstâncias externas, mas a homogeneidade contém a própria essência das coisas. Esta reflexão levou-me a examinar em profundidade várias doutrinas, que os sábios costumam classificar como díspares e opostas, e então me convenci de que essa disparidade e essa oposição residem só nas formas, sendo o núcleo basicamente o mesmo. Como resultado, pressenti a existência de uma grande Unidade, fonte eterna de onde tudo emana, e vi claramente que os homens também não se afastam tanto assim da verdade quanto em geral o julgam. Seu maior erro é apenas buscá-la onde ela não se encontra, e se apegarem às formas quando, na verdade, deveriam evitá-las para se aprofundarem na essência, sobretudo considerando-se que elas são quase sempre obra sua, tal como acontece nos mais importantes monumentos literários, principalmente na cosmogonia de Moisés. Peço a liberdade de deter-me por um momento sobre este fato extraordinário, pois ele esclarecerá várias coisas que, do contrário, pareceriam turvas. formato 16 x 23 cm . brochura. tradução de william soares do carmo.... loja 3 - estante 24 - gaveta 3

Frete Grátis

Milhares Títulos com Entrega Gratuita Para Todo o Brasil.

Pagamento Seguro

Processados por Wirecard, Paypal Adotam Os Mais Rigorosos Padrões de Segurança.

Especializado

10 Anos de Atuação como Livraria e Sebo Oferecendo o Melhor a seus clientes.

footer js: /home/mega/public_html/application/views/default/books/js.phtml