Livro Ao Deus-Dará - Ian McEwan

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formato 14 x 21 cm . brochura. livro usado em bom estado de conservação com as páginas amareladas devido ação do tempo leves desgastes nas bordas. Os seres humanos podem ser muito incongruentes com os padrões desejáveis do bom uso da razão. E, talvez ainda mais no que diz respeito ao reconhecimento das fronteiras com o outro, e à constituição da civilidade. Esta é quase obra da exceção quando se considera o que pode estar contido nas pessoas, e que motiva seus comportamentos nas relações afetivas íntimas e nas sociais. Também é comum o fato de os indivíduos perderem-se nos meandros dos caminhos que planejam para si. E de se enganarem irremediavelmente. E de se conduzirem às cegas, sem conseguirem enxergar os reais perigos, por onde andam. O escritor britânico Ian McEwan (Aldershot, 1948) tem se esmerado ao falar destes temas. “Ao Deus Dará” (1981) conta a estória de um casal que, durante as férias numa cidade não nomeada, mas que poderia ser Veneza, com suas inúmeras vielas, perde-se num destino funesto. Um cenário que cria luz e sombra, encantamento, mistério, e exibe máscaras para delinear as fantasias de quem as olha. A trama é muito sedutora. O clima é tenso. Uma leitura para não ser interrompida à toa. Com sua sutileza habitual, o autor sugere muito e explicita só o inevitável, em texto de pouca extensão. Nada é descartável. Mais ou menos como num conto. E aqui, o que é sutil não tem nada de suave. Merece esta qualificação mais por descartar a obviedade no que pretende dizer. Denuncia os descaminhos dela. Lembra-nos de como pode ser trágico olhar para o mundo com lentes simplificadoras. A violência é a grande protagonista deste romance. Desnuda-se às vezes, mas nem sempre. Transita por onde não é esperada. Impõe-se sem aparas onde o é. Povoa a imaginação. Concretiza-se. Dissolve as fronteiras almejadas nos relacionamentos interpessoais. Elimina a segurança das cercas que deveriam delimitar zonas de preservação, para proteger os homens uns dos outros, em suas “canibalidades”. Violência que, em uma de suas vertentes, pode funcionar, monstruosamente, como a única via para o gozo. E que, talvez por isto, mesmerize e imante. Assustemo-nos.

ISBN: 8532507107


Código de Barras: 9788532507105


Origem: Nacional


Idioma: Português


Categoria: Livros


Autor: Ian McEwan


Título: Ao Deus-Dará


Editora: Rocco


Edição: 1ª Edição


Ano: 1997


Assunto: Literatura Estrangeira


Páginas: 128


Peso: 900 gramas


Conservação: Produto Usado



Descrição

formato 14 x 21 cm . brochura. livro usado em bom estado de conservação com as páginas amareladas devido ação do tempo leves desgastes nas bordas. Os seres humanos podem ser muito incongruentes com os padrões desejáveis do bom uso da razão. E, talvez ainda mais no que diz respeito ao reconhecimento das fronteiras com o outro, e à constituição da civilidade. Esta é quase obra da exceção quando se considera o que pode estar contido nas pessoas, e que motiva seus comportamentos nas relações afetivas íntimas e nas sociais. Também é comum o fato de os indivíduos perderem-se nos meandros dos caminhos que planejam para si. E de se enganarem irremediavelmente. E de se conduzirem às cegas, sem conseguirem enxergar os reais perigos, por onde andam. O escritor britânico Ian McEwan (Aldershot, 1948) tem se esmerado ao falar destes temas. “Ao Deus Dará” (1981) conta a estória de um casal que, durante as férias numa cidade não nomeada, mas que poderia ser Veneza, com suas inúmeras vielas, perde-se num destino funesto. Um cenário que cria luz e sombra, encantamento, mistério, e exibe máscaras para delinear as fantasias de quem as olha. A trama é muito sedutora. O clima é tenso. Uma leitura para não ser interrompida à toa. Com sua sutileza habitual, o autor sugere muito e explicita só o inevitável, em texto de pouca extensão. Nada é descartável. Mais ou menos como num conto. E aqui, o que é sutil não tem nada de suave. Merece esta qualificação mais por descartar a obviedade no que pretende dizer. Denuncia os descaminhos dela. Lembra-nos de como pode ser trágico olhar para o mundo com lentes simplificadoras. A violência é a grande protagonista deste romance. Desnuda-se às vezes, mas nem sempre. Transita por onde não é esperada. Impõe-se sem aparas onde o é. Povoa a imaginação. Concretiza-se. Dissolve as fronteiras almejadas nos relacionamentos interpessoais. Elimina a segurança das cercas que deveriam delimitar zonas de preservação, para proteger os homens uns dos outros, em suas “canibalidades”. Violência que, em uma de suas vertentes, pode funcionar, monstruosamente, como a única via para o gozo. E que, talvez por isto, mesmerize e imante. Assustemo-nos.

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