Livro A Vingança da História - Emir Sader

A Vingança da História

"Quase se conta nos dedos das mãos o número daqueles que procuram, no Brasil, pensar a política, pensar o próprio país. Isso explica, em grande parte, a falta de uma formulação prévia da esquerda para sua chegada ao poder, por intermédio do Partido dos Trabalhadores, com a tarefa de descer a cortina sobre o neoliberalismo, fechar as portas ao Consenso de Washington e iniciar o erguimento de um Brasil mais justo consigo e com os seus. A crítica acadêmica ao neoliberalismo do governo de Fernando Henrique Cardoso não foi escassa (embora devesse ser muito mais farta), mas não se aproximou sequer do esboço de teorização da perspectiva de pós-neoliberalismo. Emir Sader, caso raro de conjugação da atividade intelectual, intensa e brilhante, com a militância política ininterrupta, faz neste A vingança da história uma reflexão extensa e intensa, contextual e também histórica, sobre as condições nacionais e internacionais em que se manifesta a carência teórica e vivencial da esquerda. Em suas palavras, 'não para suprir essas deficiências, mas para apontar o marco histórico em que vivemos e ajudar a desenhar os novos espaços em que essas novas práticas políticas e teóricas devem se dar'. É claro que a motivação reflexiva de Emir Sader tem relação direta com as dificuldades de Lula e sua equipe para encontrar o 'jeito petista de ser' governo. Mas o percurso para chegar a essa perplexidade do próprio presidente, do PT e, com maior intensidade traumática, do eleitorado vitorioso e frustrado (por ora?), fez-se através de fatores históricos e sociológicos que levam A vingança da história a considerações que vão da extinção da União Soviética ao Fórum Social Mundial de Porto Alegre, da falência do modelo neoliberal aos novos conceitos de guerra, e ao futuro - que Brasil é esse, deixado pelo governo Fernando Henrique Cardoso e sua associação à hegemonia unipolar dos Estados Unidos, e o que pode ser o pós-neoliberalismo com Lula? Diante de tal questão, quais são os enigmas diante dos quais a esquerda, brasileira e latino-americana, não está paralisada, mas está aturdida? É urgente pensar, antes que a história produza mais uma vingança.' (Jânio de Freitas)" Formato 16 x 23 cm. Brochura. Livro usado em bom estado de conservação com as páginas amareladas devido ação do tempo leves desgastes nas bordas. Loja 1, Prédio 1° andar.

ISBN: 9788575590270


Código de Barras: 9788575590270


Origem: Nacional


Idioma: Português


Categoria: Livros


Autor: Emir Sader


Título: A Vingança da História


Editora: Boitempo Editorial


Edição: 1ª Edição


Ano: 2003


Assunto: História Geral


Páginas: 200


Peso: 500 gramas


Conservação: Produto Usado



Descrição

"Quase se conta nos dedos das mãos o número daqueles que procuram, no Brasil, pensar a política, pensar o próprio país. Isso explica, em grande parte, a falta de uma formulação prévia da esquerda para sua chegada ao poder, por intermédio do Partido dos Trabalhadores, com a tarefa de descer a cortina sobre o neoliberalismo, fechar as portas ao Consenso de Washington e iniciar o erguimento de um Brasil mais justo consigo e com os seus. A crítica acadêmica ao neoliberalismo do governo de Fernando Henrique Cardoso não foi escassa (embora devesse ser muito mais farta), mas não se aproximou sequer do esboço de teorização da perspectiva de pós-neoliberalismo. Emir Sader, caso raro de conjugação da atividade intelectual, intensa e brilhante, com a militância política ininterrupta, faz neste A vingança da história uma reflexão extensa e intensa, contextual e também histórica, sobre as condições nacionais e internacionais em que se manifesta a carência teórica e vivencial da esquerda. Em suas palavras, 'não para suprir essas deficiências, mas para apontar o marco histórico em que vivemos e ajudar a desenhar os novos espaços em que essas novas práticas políticas e teóricas devem se dar'. É claro que a motivação reflexiva de Emir Sader tem relação direta com as dificuldades de Lula e sua equipe para encontrar o 'jeito petista de ser' governo. Mas o percurso para chegar a essa perplexidade do próprio presidente, do PT e, com maior intensidade traumática, do eleitorado vitorioso e frustrado (por ora?), fez-se através de fatores históricos e sociológicos que levam A vingança da história a considerações que vão da extinção da União Soviética ao Fórum Social Mundial de Porto Alegre, da falência do modelo neoliberal aos novos conceitos de guerra, e ao futuro - que Brasil é esse, deixado pelo governo Fernando Henrique Cardoso e sua associação à hegemonia unipolar dos Estados Unidos, e o que pode ser o pós-neoliberalismo com Lula? Diante de tal questão, quais são os enigmas diante dos quais a esquerda, brasileira e latino-americana, não está paralisada, mas está aturdida? É urgente pensar, antes que a história produza mais uma vingança.' (Jânio de Freitas)" Formato 16 x 23 cm. Brochura. Livro usado em bom estado de conservação com as páginas amareladas devido ação do tempo leves desgastes nas bordas. Loja 1, Prédio 1° andar.

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