Megaletras

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Nota dos editores: 

 

Este é o primeiro número da Revista Megaletras, neste número destacamos a poesia de Maurício Salles Vasconcelos, João Vário e Céline traduzida por Amany kaiser e uma conversa inédita entre Bjork e Stockhauses sobre música e vida traduzida por Marcelo Ariel e Kleber Nigro. Boa leitura.

 

Índice

 

Maurício Salles Vasconcelos Poemas

João Vário: Seleção Pessoal ( Marcelo Ariel)

Céline por Amany kaiser

Bjork encontra Stokhausen ( Trad. Kleber Nigro & Marcelo Ariel)

 

Poesia Contemporânea

 MAURÍCIO SALLES VASCONCELOS 

 POEMAS

 

(TRANSPORTES, PESSOAS)

 

 

 

                    PAI (UM MAR)

 

 

 

 

   Pai ou atravessar uma ponta até outra, a

   Praia miragem, pelo horizonte trêmulo,

   As águas estendidas e em refração

   Ou o nado de peito ora

   De costas, era uma vez um

   Pai

   Pronto para salvar a pedido

   Do socorro gritado da boca do filho

   Senha aprendida nos filmes, sessões

   Vespertinas tal qual o sol ao vivo

   No excomungo de todos para o verão, “socorro”

   Como fazem Jerry Lewis, National Kid Marissol

   (Tela seja qual história for)

   Uma câmara escura que a água reserva

   O disfarce do infinito através

    – Um banco de areia –

 

  Nunca antes os dois tão próximos do fim, filho

  E seu pai, prestes a acabar

  A história doméstica por conta do calor

  A um ponto extremo, água igual ao sol fixo

  Impossível de aderir aos corpos líquidos

  Levados ao seco (sumidouro do próprio mar)

 

  Pai vem salvar

  Muito tempo –bem no final

–

  Depois

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                             SELO (Uma espécie de beijo)

 

 

 

 

Só-de-ter a morte

         Por hora, já se retiram

         O terreno aéreo dos cânticos

         Alinhavos sobre o vazio

         Alumbramentos por procuração

         A cada liturgia lida

 

 

         E a senha do sexo a

         Contagiar o sangue quente,

         Laboratório invisível, sonda HYPERLINK "http://www.blogger.com/blogger.g?blogID=941074501622206917" 

         Exercício ao risco–  profeta,

         Faquir–

         De vidro moído no silêncio

         Mais e mais esticado pelo escuro

         Confluente com o homem

         Contínuo, que passa por“mim”

         –Deus e dêitico  –

        

         Para soletrar a história

         Nunca-vinda

         Infla-se de si (um cio

         Determinado, deposto tão-somente

         De um segundo

 

         Até o princípio)

         Nada íntimo, nem inerente,

 

         Naturalmente, desde a morte.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                      H E L I C Ó P T E R O S

 

 

                                       I

 

 

 

 

 

Helicóptero

 

                Passa rente

                Onde estou e parece não haver

                Limite

                Ao que penso

        

                Repete: Incidência

                Onde estou e penso

 

                 Parada pendente

 

                Espaça, extemporaneamente,

 

                Em estardalhaço:

 

                Ausente evento

 

 

 

 

 

 

 

TECNOLOGIA CONTROLA Trafego helicóptero são paulo

 

 

     Depois de Nova York, significativamente a segurança SP pesponta

     Pospõe o segundo do mundo

 

Heliponto aumenta a demanda – o aéreo

Sublimiar–

 

    É só para contar o ano-corrente, o espaço exposto,

    Rota emformação de ruas

 

    Providência pioneira desde, então, adentro:

    Decola zero, zoom sobre o tráfico,

    A deambulação de uma só palavra

 

    Logística remissiva ao centro, ao céu

 

    De algum lugar, futuro próximo

 

    No interior do nimbo Nume Kant/Quasar

    A altitude e o fluxo

                                       – Avenida Marginal Radia –

    Não se vê um único lugar

 

   TECNOLOGIA TRAFEGA

 

   A CIDADE é uma hipótese, heliporto

 

   Última Haste;

 

   Sobre o mesmo masterizado momento da História

 

   Sinaliza e soa

 

   HORA-OFF     

        

 

 

 

 

 

 

Skate/borda

 

                           

 

 

                            A

 

 

 

O gozo é local, preliminar, não passa

 

De cena travestida em estrito

Relato-de-vida, o mais estreito

Beco enquanto se ressitua

Boca-a-boca, de um só hausto,

Homilia,

Decorrente chamamento imediato humano,

 

De um patamar (coberto cimento

Aberto à chuva, ao limo) se trata e vem traçar

Um enigma às excusas, pelas costas

De quem fotografa

Em efígie – Bando Skate

Escola de Borda–

Palavra por trás de onde anda,

De uma paragem retrata,

Inconclui o páreo

Indetermina a cópula

 

Íris aberta pela face em folha

Navalha refeita por qualquer fato

Como se não fosse

Escorrido,

Excedente

Fluxo em fantasia

 

 

 

 

 

 

 

À procura de um corpo

(Abismal)

Por qualquer troca de lugar

E rosto (Em linha reta)

 

 

Ollie Air,

Cume de gente, então,

Retida pelo asfalto liso

Estirado

Em atrito

Por quem irrompe

 

E vai desaparecendo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

B

 

 

 

        

Pronto – para perder o corpo – engate

De presença e jardim onde-não-há campo nem teto

Voluteio sobre o continuum, piso partido

Pedreira onde um casal

Não para de fazer e dizer ardor

Para externar o páramo (sexo seguro, em reserva) –

Poster mais além daquele microssegundo –

 

Aldilá, candelabro de pessoas penduradas

Por anjos velozes e piadas

Ao taxímetro

Já em outra cidade –

Uma época diferente da outra a anotar

Sexo como meta,

Lista de convivas a ser

Escrita só agora, biologia

Excrescente rege a próxima fala

E seu humano por um fio.

Nunca “o ser humano”

 

Por cima de uma tábua.

 

Por surgir, e sempre,

 

Na borda

 

 

 

 

                              DE PÉ

 

 

 

 

Numérico e para sempre border-

         Line, dentro um plano alusivo

         Dito e de novo

         Rompido, o tal – um

         Marco (motor fatal por assim pronunciar

         Em tese) o possuído personal

         Vivente encontra ciência

         Por acato e um inaudito acaso

         Nunca morrerá avulso

         Por conta de seu vulto

         O finito hipotético serde relance

 

 

         (Multiplicado em sua própria superfície

 

         Uma espécie de mar

 

         Vidro ferido, focado

         No raiar pleno por soma

         De um anúncio tardio)

         Contra o sol, a pele se queima

         Por pura vontade,

         (Fervor e quebranto) não se sabe

         Quanto extensivo         tão-logo

 

         Ex

 

 

 

JEFF BUCKLEY

 

 

 

                   Banho no Mississipi–  só com roupa

                   Num repente, à altura do fluxo contínuo,

                   Revisto batismo

                   Pelo uso irrefreado da correnteza

                  

                   Entre conversas desregradas e

                   Um disco a ser lançado em breve:

                   Tudo apenas

                   Pela voz do cantor depois do arquivo e da arte

                   Ritornela, ronda

                   Sua própria passagem 

                  

                   Grace –

                  

                   Enquanto o refrão se desenrola

                   O canto é retomado sem mais outra memória

                   A não ser aquela

                   De quem o entoa

                   A cada vez  (precisamente,

                   Em Memphis)

 

                  

 

 

 

 

 

 

         * Filho de Tim Buckley, lendário músico, o jovem cantor-compositor aclamado por Grace, desapareceu (1997) de súbito em um mergulho dado repentinamente no rio Mississipi durante sua estada em Memphis (terra natal) para gravação de um disco. Foi encontrado dias depois, com a roupa do corpo.

 

 

 

 

 

 

 

GIGANTE BRAZIL

 

 

 

 

                   Batera da noite

                   Morre dormindo

 

 

Gigante e As Absurdetes ou a Última Vanguarda em estréia“Siga

Enquanto ele se encerra, vida pelo meio com bateria”/ Boate

Sonâmbula a percutir

Onde não há mais som, sim, uma suma dos sonhos

Aludidos à pequena canção imemorial

Para corpos espaços de não-música senão I-Pods, Interativos

Sucessos dentro de máquinas e couraças na própria carne

(Sem mais saída nem outra fonte elétrica)

 

 

                   Batera morre

                   Homem dormindo

 

 

Sobre sua canção

Dada de cor toda ouvidos – bate no rosto onde quer

Que se vire

Solto no show, Giga Gigante Ginga toca a abissal divisa

Entre si e o percussivo

Aparelho, enquanto pode se apresentar ao vivo

 

Redesenha a biografia allnightlong

Ausência de médico ambulância, nenhuma verba extra

Nem um saldo aditivo pelo feito, por pontilhar

A trilha de eras, o básico batuque ancestral interminado

           (Sem sair de cena                  mais por detrás)

 

 

 

 

 

 

 

Morte do batera ressoa

              Música fluída

              Desdobra-se

         Onde a noite cruza e compõe

 

 

Um tema em torno (Restante

Figura, ao fundo ) do sonho/sono

De um outro, impensado, inexistente quase

 

 

 Sobre sua canção intransferível

 

 

 

 

 

*Gigante Brazil (1952-2008), batera exponencial desde os anos 1970, ao lado de Luiz Melodia, Gang 90 e Itamar Assumpção, entre outros, deu perfil ao novo som da negritude, trabalhando, nos últimos anos, na noite para sobreviver. Faleceu em São Paulo, de ataque cardíaco, numa manhã ou madrugada, quando dormia. Interessante era seu hábito de, logo ao acordar, sair em busca de um jornal-do-dia (de preferência editado no Rio, onde nasceu)

 

 

 

 

 

 

TRANSPORTE

        

                           

                            Memória e simultâneo efeito de delírio

                            Na hora de espalhar o gelo sobre o morre-

                            Não morre de um corpo igual contígüo

                            No ato de correr o zíper, a bagagem de uma história

                            Dentro de um thriller sem volta –

                            Saco de aniagem onde um nome se estampa

                            Por cima da cara do mais novo morto

                            E ele carrega droga, dólar pesado

                            Irreconhecível fortuna disseminada em coágulos:

                            Sangue e dobras de erva brava

                            Cristal em vertigem, o rosto que se apaga

                            Por gotículas de suor, galáticas letras-de-música

                            Inscritas nas comissuras (linhas de uma face

                            E forros de mala imediatamente devassada

         Camada não cessa sobre cada

         Traço), não deixa a menor retaguarda

          Relê-se um registro, abre mais légua

          Sobre o já-feito entre objetos e o mesmo corpo

                             –       O que podia ser a vida:

 

                            –       Uma causa

 

                           –E um fim.

 

                           –      Ao natural

 

 

Antologia Mundial

João Vário Seleção Pessoal 

Por Marcelo Ariel

 

1.

 

Há muito passado no estar aqui com o tempo,Fim e reconhecimento, e não sofrendo nada mais do que o tempo concede,

Fim de novo e reconhecimento de novo E tudo é crime, ou crime sempre, crime ou crime,Criminosíssimamente crime,

Quando arriscamos a intensidade, comemorando.Aumento e festa, ou cilício, e tempo de cair e tempo de seguir,Tempo de mal cair e tempo de mal seguir,Oh amamos tanto, amamos tanto estar aqui com o tempoE sabendo que há nisso pouco passado.Porque maiores que os desígnios da vida

São os desígnios da medida e, divididos Em dois por eles, com eles indo, se por eles Ganhamos o tempo, pedimos a forma mais fácil

De indagar que vamos morrer e, um dia, se O tempo for deles e, a memória, de outros,Havemos de ser úteis como mortos há muito,Sem que a causa, o delírio, a designação,O julgamento nossa medida abandonem,Dividida em duas por elas, e ganhando constância.

Depois, depois faremos ou fará o tempo, por sua vez,Aquele blasfemíssimo comentário,E então consta que amámos.

 

2.

 

NÃO É PARA MIM

 

a J. B.

 

  Subi todos os degraus

que o ar constrói

nas palmas das mãos dos homens.

 

Vesti as roupas ásperas

que o vento enrolano corpo de todos os homens,e senti os seus dedos arenosos

despertarem-me, persuasivos,para uma vida livre e errante.

 

Vivi na praiao eterno namoro do mar,a sua poesia arrebatada,a sua música quente e apaixonada.

 

Mas a músicaa poesia,a vida livre e errante,as imagens

são uma verdade longínqua

que não é sossego

nem para o meu espírito

nem para a minha carne..

 

3.

 

Exemplo Maior, canto terceiro

 

Partíamos para o norte para medir a excelência, o seu peso de deus húmido,ou essa expectativa que informava sobre a nossa essência de homens.E explicávamos: “vereis que não regressaremos senãopara aumentar o sentido da exuberância”. Porque é ali que a semelhança ata o coração para falar da sua gravidade intempestiva: olhos, palmas,grãos, favos, ávidas bocas que ouviramou disseram o que a exigência entorna sobre a comparação.Acaso será assim que a alma esgotaa sua eternidade?Nomeávamos, afinal, essas razões como se devêssemos levar a conversação até ao diabo que, então diria (di-lo-ia?)que a nossa pobreza é a sua foz ou a sua erva rasa.Di-lo-emos, em todo o caso, nós mesmos. E recuperaremos,ao pé dos signos, da invectiva, o insólito índice- isso que alarma a abundância comoa necessidade ou o vínculo.Eis o que o nosso tempo levará longo tempoa espreitar das nossas costelas, as diminutas,como se a intermitência fosse o lugar maior da intervenção.E, em verdade, em verdade, como não será o destino essa vaga que a intermitência,primeiro socorro ou a espuma toda,explica com a ambiguidade primitiva ou a argila em pânico?Sublinharemos isto: só preferimos aquios versículos da penitência e dos salmos para abrir os braços e deixar escapar os torrões vivos, a mesma exaltação,da terra do nosso julgamento (será ela longe do norte?)o resgate e a pena. Porque aqui poderíamos ficar para sempre recapitulando esse hálito ancestral que estraga as vidas e as coisas como uma noção do espanto que faz menos da vida do que faz da vida a nossa vida.

 

E, por isso, permaneceremos reversíveis ou, talvez, menos cruéis do que a morte nos quer,ou menos sobreponíveis ao itinerário que a reminiscência traça de nós sobre este mundo. Tal a outra argila em pânico ou, antes, adversa, essa salvação frustrada.

 

E dizer que havíamos amado, quando jovens, a ambivalência!

Entanto, falaram da preponderância,discorreram sobre a indignação, a força de carácter,discutiram a forma e a disposição das sepulturas e descreveram, frenéticos, o risco dos corpos e dos destinatários.

 

Aquele que lança uma tal âncora para parar o movimento dos olhos, da erosão do espírito,não ergue a grande tábua das contas para nos crucificar mas para alargar a feira que nos coube,esse pedaço da alma que estruma o universo e nem é já cemitério porque não sabe alargar a oportunidade nem pôr a dor em estribo propício.

 

Homem, ouve a tua singularidade mas não jogues pelos sepulcrosos dinheiros da tua sina,que lá onde a angústia te troca, se nasceres de novo,todos os arautos te cegarão: serás a única testemunha de ti próprio.E a capitulação, o tipo de perícia que instalaas coisas na nossa vida,se ficamos perto dum tal explícito delito, trazem às gavetas, ao tráfego da nossa precariedade,o tamanho da notícia: elas não servem de aviso.O trajecto, o obstáculo, o nível da perdaE a ramificação, todo o grito

 

- eis os bens da primeira mão, que atamos enquanto o relato da segunda deixamos chegar perto da opacidade, esse íngreme limite que a analogia nos devolve e detemos, porque é importantíssimo, o pagamento entre o desespero e a paixão, e essa teia se abre:há-de continuar pelos nossos perigos fora.

 

Ó graças, que vindes pela melhor das vivências,por que lavais com esta má água a preferência?Reflectimos sobre esta ameaça sobre o rio, sobre a ternura, sobre o corrente ano,esta como ausência de plano ou de apetência,mas vede bem, entendei bem, é hoje um dia em que João se sente singularmente mortal.Será que o tempo não traz senão lodo Quando regressa, vasculhando, da alma?

 

(Guarda sempre contigo, apesar das vicissitudes,esse desejo da excelência: não há melhor companheiro do espírito.Acaso não será ela, a excelência,o espírito do espírito, que esses alcaides do espírito preconizam?Porque tal a presença dos grandes mortos que protegem a tribo, essas coisas que preferimose que ouvimos descer amiúde pelas emoções abaixo,para decidirem dos nossos ímpetos, como uma glória estranha,proteger-nos-ão contra deus e trarão esse arrojo gratíssimo.Contudo, não há que rezar por elas:a grandeza ainda não melhorou o homem!)

 

Outrora quando o privilégio e o prestígio acorriam ao socorro da insuficiência,podia-se asseverar que todos os amores são legítimos,que todo testemunho é um degrau da vaidade e que nada se refaz partindo com um tão sumário alforje à procura do Inverno.

 

Penetrar o âmago duma estação,penetrar sem devastação como quem sabe que a graça por vezes dói, é deixar essa medula onírica continuar pela restrição e sem rumor da admoestação.

 

Eis a forma elementar de ouvir as mágoas.

 

Assegurar que todo o assombro é um óbito leve como a perna que antigamente parava sobre a semente e não nos prosternávamos para venerar mas para ressuscitar a veemência ou, digamos, alugar o seu quintal afortunado,porém que ouvir desse clamor anterior se vivemos por esse prazer inóspito ou maligno da fascinação como uma grelha ímpia ou esse alívio de coentro fortíssimo?

 

Passamos ao lado da alma como se não fosse já essa conclusão aflita,ah mas como garantir que é ali e não aqui que o dilúvio será menos fatal,agora que todas as portas se fecham sobre os melhores anos, o suor branco,a réstia de verdade eleita e o outro escândalo?

 

Aquele que olha para o seu passado sem cansar a sua vida, sem obter do medo uma carta fictícia de alforria porque é árbitro das suas promessas e do seu isolamento,e o tempo ou as quimeras não são portas do seu tumulto,aquele que traz nas pregas da sua surpresa ou da substância sua esse favor que se diz intermitente e que permite cortar o destino como um queijo tenro,um queijo que não dá volta à amargura mas adere à estupefacção e é outro ou o mesmo, porque o fervor o distingue do terceiro espólio,aquele que não vê esse gosto do despeito porque segue rápido, a caminho da sobrevivência para falar dos ázimos e benzer os pratos mais pobres,tal a sua ciência é um ardor refutável entre limões ou ambíguas presenças como fontes onde a doçura vigia,fende corpos e empresta deuses para segurar pesados braços,aquele que diz “eu não vim para triunfar,mas para inquirir sobre o teor da persuasão,dar à natureza uma queimadura viável e evitar que o vinho se lembre do timbre pérfido”,aquele que se manifesta sobre a ordem múltipla do êxito para preservar a susceptibilidade com tâmaras veementes e avisar a posteridade da arrogância da culpa,aquele que conhece a sua fraqueza e não despe com mais de duas mãos não a ouve tão pouco mais ouvidos do que permite a essência das coisas, a penitência assustada,mas é de alto a baixo o inquérito sobre a alternativa,mar rolado continuamente sobre o seixo exterminador,ah vo-lo-dirão, enfim?aquele que conhece bem a sua origem é um homem que passa, leve, entre os sinais da terra, que permite aos seus olhos uma celebração contínua.Ele não caminha de dia e de noite entre a ruína das palavras e das visitações:está parado entre duas carnes, tal a beneficência,porque o seio do seu futuros e apodera como uma ordenação da sua jornada e, para lá do sábado, ele colhe e come entre juízos.

 

Por que repetiria ele, hoje, que está fechado como tais úteros, que quem o abrirá caminha pelo deserto para conhecer a excepção?

 

Em verdade, em verdade, é um homem. A quem sucede sair fora da alma. Para anotar o que ela escreveu sobre a contradição, olvidando o seu espírito que é a tal hospitalidade premeditada e descura os vaticínios.

 

Admitires vós que destas coisas não se sabe mais nem menos do que a súplica que as guarda em vinho tinto, por amor do desânimo,como é bom que a paciência tenha a sua boa lua entre os vasos inspirados da caridade?São vasilhas sucintas e guardam gestos efémeros, é certo.Porém, nem tudo se espelha na igualdade arremessada ou na maneira de refazer a periferia ou o centro,como se se volta de lado para esquecer os danos do pressentimento,o equinócio vivido, a via mostrada aos impenitentes.

 

O que aqui se diz não informa sobre os medos reais.Contudo, quando a fortuna nos começa entre tantos sismos,mais do que a vertente do juízo somos o exíguo jogo que aprende o horizonte com várias brasas de sol e de tormento.Para descer com o mesmo ganho até à transcendência.

 

Ah, sim, a vida faz o corpo menor do que a consciência.Tal o pão avivado pelo jugo inefável da serpentes e reparte pelas duas metades da estranheza e ferve com a criatura, aumentando o golo da bebida e rematando a substância de tudo o que fica a desdizera divindade com um melhor adágio para o nascimento.Tal lugar é também o espaço da idoneidade.E, medido entre o selo e a senha, é do tamanho da prece ameaçada,do figo secado sobre o destino, como a divagação.Evitando os linhos para regar também a boca e o cimo dos prazos,construímos para diante da apreensão, deixada nos acordos,o domicílio aonde se irão banhar em lágrimas deus e a quimera, rodeados do estrondo da carne e da linha de cozer da afirmação.De nada serve afastar o grão da mostarda da saliva cuspida com as traves da casa.Construímo-la, ontem, para abrigar a confiança,evitar a ambiguidade, retirar um pouco de paz da planta dos pés. Porquanto a nossa cabeça vai cada vez mais atrás da escuridão.Mas, hoje, que os nossos sonhos parecem esquecer a doçura do seu tecto e as lágrimas que os dois hóspedes acrescentaram à cruz entreaberta tal o meio do leito que não dá o adequado repouso nem à carne nem à terra nem à verdade,esforçamo-nos por desejá-la com a mesma intrepidez com que fizemos entrar deus e a quimera entre as suas empenas para ficarmos um momento a guardara revolta dos olhos e das bênçãos no seio do entendimento.

 

Por certo é em vão que o paradoxo passa para o lado da anunciação:não fomos feitos para amar as coisas mas para as observar do galho da plenitude e com uma identidade dividida,já que nem tudo empresta à comparação o crédito da sorte ou da turbulência das uniões. Como poderá, pois, a veracidade inventar uma melhor piedade para o olhar,uma outra distância para a sua unidade?

 

Ó fardos que gostaríamos de ameaçar, porque não partis,erguemos agora o cálice cheio e não é a crista do galo do sacrifício,não é o sítio do espírito que pede para ser redimido:apenas o domínio da sede que transporta, transportar á a enfermidade da terra para o canto mais tépido dos voos, lá onde armais os pactos para vencer a alma e deixá-la estarrecida à procura dos bálsamos e das folhas admiráveis,que vos protegerão, porque não a protegem,da sua aproximação, para os recriar, dos ovos espalhados.Virá um tempo, contudo, em que abrirá as medalhas para ouvir o vosso urro atravessara meada de assombros que ela lava com o cálice.Esse tempo será decerto o precipício da lixívia,da coisa que lava e é lavada como é o princípio de todo o verbo gasto na haste vinculada.Que púlpito é assim cúmplice da consolação?Vemos as faces negadas, sujas de mau sono e de má solenidade, crepúsculos arredondados sobre o desfalecimento ou dispersos pelo regresso da complacência,e dizemo-nos que o espírito dispõe, apesar de tudo,de aroma mais forte que o prodígio.È uma vasta lavoura esse caminhar da solicitude pela carne atrapalhada.E as glórias vivas, as ânsias periódicas e a fantasia,se carregam a alteração até à sua pequena chuva,sua larva espreitada de poucos ângulos,é porque nenhuma sutura conhece duas vezes o mesmo óleo bento e o lagar da consciência.

 

Houve tempo bastante, com a gratidão, para estimar a razão.Eis por que esses timos leves de que se nutre a possibilidade solicitam o nosso selo com o tributo que pesa o ouro e a cobra do vinagre como um eterno medo do renascimento,uma súbita ferida ao lado da diversidade ou, melhor ainda,como um braço roubado sorrateiramente ao corpo da classificação.Continuará a contrariedade a vender a dureza ao preço inicial,ao preço das renovações magistrais?(Voltada de lado sobre o adobe perpétuo,a capacidade, porque data o seu defeito e o seu deslumbramento,evoca o sibilino esforço da temerida degalgando as nossas cinzas e o fermento amaldiçoado.)

 

Por certo pouco soro aduba a reversibilidade.Porém, quanto opróbrio não pesou as nossas ficções deixando os pratos da balança descer abaixo do nível do fogo indescritível?Era, contudo, o fogo que, à esquerda da alteracação, lembrava o que há de exacto na maneira de identificar a espessura do homem com o esforço do óleo sobre a charneca maligna:o que é invisível é fruto do perdão e um melhor alastrar da incandescência.

 

(O mistério molesta a distribuição dos votos lá onde a lassidão é a perfídia que mais ouve,a ternura arrasta o seu frequente estio para o meio da linha vazia do atabalhoamento como para salvar a história da injúria ou da incomodidade em dois movimentos de flor larga,a verdade é dura mas habitável com a ajudados primeiros vácuos da certeza,ou dos remédios do corpo, em poucas tiras alugadas,o silêncio move-se com a sombra de desígnio para escolher na fibra fumegante o género da sua dúvida, da recrudescência,o desassossego, que considerávamos há muito o enzima por excelência, entrega à razão um sortilégio desmedido e define assim o rigor alheio ao pavor,e o receio, ah o receio acorda os grilos finos do grito,maneja-os de encontro à infalibilidade, mistura-os com esse mel que abandonamos às vezes pelos desvãos da alma para confirmar os malogros,tal quantia, tirada da corda velocíssima, que faltava,porém, as bandas das vagens, que nos redobram, não fecharemos nessa hulha, onde a dor, como uma colher,é retirada da boca da vicissitude para seguir com o cordel de mediraté aos limites da predestinação, da evasiva,ou até à eira onde a atrapalhação arregaça as mangas funestas e é o trigo bruto.)

 

E, se olhámos para trás foi apenas para verter na barra de salum órgão mais alvo que a adversidade.Porquanto não pusemos no meio da inquietude a orelha pesada para evitar que enchesse com a sua sêmola arguta a outra queimadura.Também essas entradas são vigiadas pelo ardor tal os pecados da grandeza são como espigas perpétuas:não desesperam do comedimento.Será o regaço, recrutado com a relva, que sabe a hóstia viva,que recomendará ao desafogo uma arte mais fina, derivada da propiciação,para reinar com a posta de peixe assado e o favo de mel?Acaso não será essa forma como o vinho dorme,sacudindo-nos pelas têmporas, após a eucaristia,que nos faz baixar o olhar até à nossa pele para avaliar os nós da solidão e contar com os panos raiados de pressa e de sentenças deste mundo, alfaias acometidas?

 

Esclareciam: “mesmo que o anjo medite a sua guarda sem o recipiente e a espada que melhoram a festa, afugentando o sarcasmo e evitando as inaugurações prematuras,cabe à falta reiterar o que há de mais inócuo.Ele pôs, contudo, duas parcimónias sobre a via das fulgurações:uma a precedência explora; a outra sopesa a motivação.Tal os antigos limites da cruz e do prego.E o triunfo, exarado nos membros, revisto pelo algodão e a cera teologais que protegemas saídas da irrealidade,reinventa o mesmo caos vivificado: o homem sabe que deve sagrar a sua própria fome. Por que dividir, pois, a pureza em franjas atónitas?”Imaginas, então, que a quietude, os rins molhados e os calcáreos míticos que a ferida pôs de lado, porque não vê,não adora o fulgor,clarificam um pouco a tua fragmentação(como a loquacidade é um modo de o corpos e abater sobre as trevas e ficar quase intacto,embora com uma saliva apedrejada), porém, sabendo que ignoras efectivamente o preço da indemnidade.O sonho fica, em geral, ileso, é verdade; mas se o homems e afasta do cadinho primitivo,quanto espanto poderá, para aquecer a advertência,retirar ainda do rebordo dos pés?

 

Dir-vos-emos que não necessitamos apenas das fadigas da ressurreição:desejaríamos merecer também a unção extraviada.Porquanto nem toda a premência semeia o nosso pão atrás da Páscoa nobilíssima como a mensagem ambulante que falte à trova e à póvoa para avaliarem as reincarnações.Tal testemunhar sobre a passagem da peculiaridade põe o coração a arder entre vislumbres baixos, diluído na imortalidade como uma ilha que sobreviveu à estupefacção.Consta que não se trata, contudo, do melhor óleo.Apenas do mais caro e mais ubíquo.Como jamais a faca nivelou tão pouco o morrão na chama avançando nos candelabros que iluminam os eixos da profusão e do recomeço,que conhecem e desdenham os gumes deste mundo,desde a faca simples, a faca da facada,até à faca mais galardoada, a faca da eternidade, a faca da cópula.Ah tudo o que se dispersa pelas falhas frias,mitigadas ou não pela serenidade,semeia algures o mesmo clarão vizinho dos sinos para permanecer por mais algum tempo o centro, transfiguradíssimo, da cura da mesma compreensão.É também quanto andou como sangue pela ourela das pacificações com um vetusto ancinho.E pensar, como se certifica, que não perdemos na dúvida mais do que a metade do sopro miscível!

 

A aurora sacode a sua luz sobre estes pós todos, os botões e as gravatas,relíquias de uma época sem manifesto arrependimento,em que João e as coisas optavam pela mesma fragrância,essa que desposa as linhas da mão e sabe carpir:perdoar a fraqueza é a ultima tarefa dos pasmos,e os signos, se corroboram, respondem com o azedume mais perto da faca.É esse momento da desgarrada agitação que elegemos para passar para o outro lado da interrogação com a aridez.Porquanto é a destreza que nos sonha. E a reiteração sagrada.Os cilícios descem até aos três quartos da utilidade, são o que há de mais chegado à ambivalência,dormem pelas rugas enigmáticas mas acordam com os punhos e os dogmas, com a qualidade,para duvidarem do recato e do proveito da aquiescência, enquanto é dobado, se não morre, o pé da exortação.Tal o homem (repeti-lo-emos ainda?) é também uma comoção distribuída pelo socorro e estas pedras impelidas, estes passos barafustadosa efervescência colocam onde é a fruta,porém, só a fidelidade é o resumo da força de sarar.E eis que se inquietam: “chegaremos a tempo para o leitão da prudência?”Tu, que fazes da ilusão um cio tão temível como a língua do adivinho ou a lenha da inquisição,estarás pronto para o enternecimento, para a renúncia ou para a condescendência, volvida amêndoa desesperada,lamentada pela espiga que a olha desde o pântano comum onde estão os dois corrimãos da presença, da exaustão pendurada?Afigura-se que a fé perdida vai mais longe que o seu augúrio.Mas a terra, que mete, quando é aprazível.que sabe, afinal da indeterminação?

 

Adulamos os suplícios da significação, é certo.Mas se o silêncio é de toda a granja que apanha as fendas do tempo para as melhorar com o milho e a bilha deslumbrados,serão todos os rodeios inolvidáveis da morte exemplos do prestígio da criatura?

 

Insistiremos ainda sobre as versões da rigidez e do mérito não para as confrontar com a morte, que as sabe de cor,mas para contar os óbolos gritados sem a candura habitual,que os iguala ao oiro, ao incenso e à mirra,como se a bem –aventurança ainda fosse aliada da sabedoria.E, assim, diremos: “ não ergais os óbolos acima dos destinos,que o corpo é a servidão menos clara e toda a oferta é uma resignação multiplicada pela volúpia”.Será também o tampo do futuro amedrontado como não sabemos tão pouco traçar com os carvões ardentes o percurso da docilidade?Ah mas se água falta na bilha, que desceu perto do verão para avaliar a força do rio ou o vigor do braço que com a caneca relutante a enchia,sisal na uva ou na gota, como a vantagem ou a desgraça de morrer por toda a parte, em qualquer parte,é útil saber que nada se renova sem uma moeda imprevisível que pode apoucar o óbolo e o mérito, ou o privilégio de dizer à morte que o chama para a tornar testemunha ou artigo da desavença conjunta(do rio, da gota, da bilha e da vantagem)Que escapa ao seu conluio com o homem e ao estragar da servidão e da frequência.

 

Por certo é esse prémio muito acima do valor da virtude.E a eternidade que nutre pela caneca relutante,como por toda a chaga proeminente, um circular desdém, porque é azáfama sua,cita, então, o homem com a ajuda da água estremecida como o lado dificílimo das adesões intermitentes.Porventura é por ficarmos inermesao pé da certeza que a verdade nos julga tão vulneráveis?E que a cumplicidade é essa que, homens, vemos dum lado e doutro da nossa linha geme se vende tão bem com as reminiscências?

 

Ah as despesas do ser acumulam-se nas sequelas das evidências,tal como um cachimbo que a probabilidade encheu de seu tabaco suavíssimo para reduzir deus à imagem das cinzas e à semelhança das arremetidas do fumo, como se o calor que resultasse do queimar dessa rosa, distraidamente amontoada, desvendasse também a sapiência do fornilho e o jeito de a pipa apalpar a realidade com a fumaça ou de a refazer de certo modo. E, lembrando-o,ocorre-nos estoutro controverso pensamento:tudo depende do resfolegar da terra sobre o grão da semeadura e, se estamos vivos, é porque não há decerto outra forma de ela engrossar tais cinzas e de depender connosco das evidências até ao ponto em que as sequelas favoreçam as sequelas como o jogo indestrutível do adubo vivo sobre o adubo ainda vivo.

 

 

 

João Vário (Mindelo, São Vicente, 7 de Junho de 1937 — Mindelo, São Vicente, 7 de Agosto de 2007).Pseudónimo de João Manuel Varela, que também assinava, além de João Vário, Timóteo e Tio Tiofe na poesia e G. T. Didial na ficção e ensaios.Poeta, contista, romancista e ensaísta, neurocirurgião, cientista e professor cabo-verdiano.

 

 

Documentos literários

 

Três poemas e  cartas de Céline traduzidos por Amany kaiser

 

Cartas da África

 

1
                                                         [Liverpool, 6 ou 7 de Maio, 1916]

Queridos pais,

Após inúmeras dificuldades finalmente cheguei em Liverpool. Meu barco deverá sair daqui a três dias, o que me forçou a mandar este postal para vocês. A empresa pagará o postal depois de uns dias.
Eu ainda estou sobre pressão e mandarei notícias em breve.

Afetuosamente, Louis


2
                                                [Liverpool, tarde de domingo - Maio 7, 1916]      
Minha querida Simone,

Ser forçado a passar o domingo em Londres já é motivo suficiente para um desastre, mas rapidamente se torna uma catástrofe quando as circunstâncias o obrigam a passa-lo em Liverpool.  
Você nunca poderia imaginar um lugar tão repugnante, tão imundo e tão religioso.
No entanto, por volta das 6 horas da tarde, possivelmente pela alegria ansiosa de ver este dia chegar ao fim, as diferentes seitas Protestantes saíram de seus retiros, folhetos voando, circulando por todas as direções da cidade ao som de hinos, que, devido às circunstâncias, davam uma vaga sensação de marcha militar.
Eles, então, finalmente, se estabeleceram em diversas praças para continuar com mais ardor do que nunca o agradecimento ao Senhor por ter fodido todos nós.
Eu tenho sido indiferente para este tipo de manifestação, mas estes de Liverpool são bastante peculiares, devido ao incalculável número de estivadores que compõem o estoque antigo da população que esperam o bar abrir as 8:30h e então matam a sede ao som de música sacra.
Verdadeiros profissionais, eles se espalham entre os crentes, contribuindo consideravelmente para a ressonância se não pela piedade - eu vi um, logo atrás de mim, que avidamente iniciou um Hino à Virgem no qual as virtudes físicas e morais desta eram repetidamente louvadas e então apareceu o adjetivo "bela", que ofereceu a oportunidade de sublinhar a palavra ao contemplar uma mulher perto dele, que parecia ter bastante conteúdo para apropriar-se dos atributos originais destinados para a mãe de Deus - que, como você pode ver, constitui um sentido ambíguo e angustiante. 

                                Seu sincero,
 Des Touches

3

[Telegrama aos pais]                                              [Liverpool, quarta-feira, Maio - 10, 1916]

Embarco hoje: Destouches.



                                                            Serra Leoa [ Freetown, 25 de Maio, 1916]
Querido Pai,   

Nos últimos três dias eu fui pego por uma febre violenta - envie de minha conta-poupança 1.000 francos. Trabalharei com qualquer coisa em Paris para te pagar de volta, mas eu não posso ficar aqui, eu ainda estou em Duala. Escreva-me.

Afetuosamente,  Louis

C.F.S.O. Duala- 

5

[Cartão postal para seu pai] [Freetown, 27 de maio, 1916]

Não diga nada à mãe. Irei mandar outro cartão postal para casa.
Essa febre violenta. Envie dinheiro para minha conta no Banco da África Equatorial. Não tocarei no dinheiro se conseguir aguentar. Perdoe-me, não é minha culpa. Dois mortos a bordo.

Louis

6

[Cartão postal para seu pai] [Freetown, 27 de maio, 1916]

Terrível calor.

Louis

7

[Cartão postal para seu pai] [Freetown, 27 de maio, 1916]

-está muito calor
Um cruzamento muito ruim
Com amor,

Louis

8

[Cartão postal para seu pai] [Freetown, 27 de maio, 1916]

Em quarentena.

L Des Touches.

9

[Cartão postal para Simone Saintu]    [Freetown]

Estamos em quarentena.
Inferno.
Melhores votos,

Louis-

10

                                            [S.S. Accra-Lagos, 02 de junho de 1916]

Meu caro Milon-

A experiência é conclusiva - Absolutamente não há futuro aqui, e não por falta de oportunidade comercial mas como resultado das condições climatéricas que são pura e e simplesmente abomináveis - Os Europeus consomem uma variedade enorme de alimentos, em parte devido aos excessos, mas também pelas situação sanitária. Qualquer vida saudável é impossível e só apenas com o custo de sua saúde que se consegue fazer algo aqui - Eu mesmo sofri um ataque abrupto de febre em Serra Leoa e não irei durar muito na África... nós iremos para Duala amanhã. Lá ficarei um ou dois meses para reparar os aspectos onerosos desta pequena experiência, tanto quanto possível - Se coloque em meu lugar e me deixe saber como as coisas estão. Se você souber de alguma oportunidade em Paris não se esqueça de mim.
A região é excessivamente rica e, incontestavelmente aberta para um grande futuro. Não há esperança para quem quer manter sua saúde num estado tolerável. 
Nada mais triste do que os rostos amarelos destes colonialistas. Apáticos, parecem consumidos pelos destroços de uma febre triste - e a vida lentamente os engole, como se fossem absorvidos por um sol que afoga tudo e infalivelmente mata tudo que tenta resistir.
Escreva para mim logo, não para a minha casa mas no endereço abaixo.

Louis des Touches 
     Elder Dempster Agency 
     Duala (Camerões) 
     África

11

[Cartão postal para seu pai]                  [Lagos, 5 de Junho, 1916]

Deixando Duala, me sentindo um pouco melhor agora - ainda está muito quente

Louis-

12

[Cartão postal para Simone Saintu]             [Lagos, 5 de junho, 1916]

Não é belo. Triste.

Louis-

 

 

 

Três poemas:

 

Gnomographia

Istambul dorme sob a lua pálida
O Bósforo cintila com mil chamas prateadas
Sozinho na grande cidade Maometana
O velho pregoeiro ainda não dormiu -
Sua voz repercute e é amplificada pelo eco
Anunciando para a cidade que já são 10 horas
Mas através da janela, do alto de seu minarete
Seu olhar inquieto mergulha num quarto
Por um momento permanece, em silêncio, preso pela surpresa
Ele acaricia nervoso a sua grande barba cinza
Mas, fiel ao dever, ele equilibra a voz
E então o eco atônito se  repete três vezes
Para a lua enrubescida, para as estrelas deslumbrantes
Para Istambul - A Branca - em breve será meio-dia.

Ngobonbong, 
Augusto 28, 1916.






O grande Carvalho

Mas já, lentamente, o céu está caindo.
Os raios ocidentais, perseguidos pela noite
Lutam contra a escuridão, e resistem novamente
Velando o recuo do sol que foge
Acima da rocha negra que encobre a floresta
Como o orvalho que ainda mantém a luz decrescente
Enquanto isso, pouco a pouco, a sombra levanta e leva embora
E mergulha, por sua vez, no Todo perturbado
Cada hora de nossa vida traz sua sombra
Afugentando a esperança, que nunca irá retornar
As ilusões perdidas, a amargura crescente
Invade nosso coração, destruindo-o e matando-o -

Bikobimbo,
Augusto 30, 1916.

O Presidente Vincent Auriol

Hey, veja o Presidente
Este é um destino muito trágico
Ele é bem pago, ele vive no Palácio do Presidente
Ele começou sua Carreira numa campanha feroz
Contra a Pena de Morte.
Ele era um Anarquista
E agora ele é Presidente
Nenhum Presidente assinou tantos perdões.
Há fantasmas que rondam o Palácio, lhe asseguro
Arrastando seus postos de Execução
E a retórica do Presidente.
Imaginem acabar assim!
Ele não pode fazer nada sobre isso, é assim que é...
Este é o Destino
Esses são os desafios
Ele é um homem corajoso
Ele deve assinar
Ou morrer.

1949

Entrevista

 

COMPOR SUA VIDA (1996)

 

BJORK ENCONTRA STOCKHAUSEN

 

TRADUÇÃO DE KLEBER NIGRO e MARCELO ARIEL

 

APRESENTAÇÃO DE DESMOND K. HILL 

 

STOCKHAUSEN POR  DESMOND K. HILL

 

Karlheinz Stockhausen é um dos compositores mais renomados do século 20, uma influente personalidade da vanguarda européia cujo nome é sinônimo de música experimental. Um cientista e explorador sonoro, ele foi a primeira pessoa a gravar música eletrônica e está entre os primeiros a apresentar uma ao vivo. Stockhausen foi nomeado Professor de Composição na Escola de Música de Colônia em 1970, onde lecionou por sete anos. Em 1990 ganhou um prêmio de Distinção do júri do Prix Ars Electronica. Com mais de 250 obras e mais de 80 discos lançados, a música complexa e desafiadora de Stockhausen tem sido sempre o som do amanhã.

Nascido próximo a Colônia, em 1928, Stockhausen se tornou órfão durante os anos de guerra e teve de lutar para se sustentar e para alcançar uma boa educação. Na escola seu primeiro instrumento foi o piano, que ele continuou estudando na Hochschule für Musik de Colônia. Paralelamente, cursava aulas de musicologia, filologia e filosofia na Universidade de Colônia. Com entusiasmo ele absorveu o trabalho de compositores contemporâneos como Schoenberg, Stravinski e Bartók, mas foi apenas quando tomou contato com a música de Webern e a da nova geração de compositores serialistas de Darmstadt, no verão de 1951, que ele encontrou seu próprio caminho e se propôs a fazer música.

Em 1952 Stockhausen se mudou para Paris para estudar composição. Seus estudos e análises o levaram a uma minuciosa investigação da natureza física dos sons. No estúdio de música concreta da Rádio Francesa, dirigido por Pierre Schaeffer, ele adentrou o micromundo acústico dos sons e resolveu, ao retornar a Colônia, se aperfeiçoar em música eletrônica. No estúdio WDR Stockhausen desafiou a compreensão geral das técnicas de composicão ao gravar osciladores e geradores de tom, literalmente o sinal de teste da estação de rádio, para assim criar padrões sonoros. Stockhausen pertence à primeira geração que ouviu música sem fios. O imediatismo do ajuste do dial o influenciou profundamente. Ele tem escrito peças interpretativas para receptores de ondas-curtas, cultivando métodos elegantes para ilustrar conceitos elaborados. A música intuitiva de ‘Aus den sieben Tagen’ (1968) instrui os performers a: 

 

“viver completamente sozinho por quatro dias
sem comida
e em completo silêncio e sem se movimentar muito
dormir o mínimo necessário
pensar o mínimo possível
após quatro dias, tarde da noite
sem refletir, diretamente
tocar sons isolados
SEM PENSAR no que está tocando
feche seus olhos
apenas ouça”.

Permitir aos performers serem guiados pela intuição era um ato revolucionário. Um decodificador da tecnologia humana, mais um autor de conceitos do que de composições, Stockhausen tem consistentemente experimentado com as formas de percepção dos sons, muito próximo da grandiosidade. Na World Fair EXPO ’70, em Osaka, 20 performers recitaram obras de Stockhausen cinco horas por dia por 180 dias. Num auditório azul metálico decorado com pequenas estrelas do iluminador Otto Pien, visitantes se sentavam em almofadas cor de ocre numa plataforma transparente. Solistas ocupavam as galerias enquanto Stockhausen operava a mesa de som, projetando sons de sete anéis concêntricos e 55 caixas de som em caminhos circulares e espiralizados. Mais de um milhão de ouvintes imergiram na experiência, ouvindo o movimento e as formas das camadas de som.

Ano passado, em Amsterdã, ele amplificou cordas de violinos mixadas com o bater de hélices de helicópteros, cada um deles levando um membro de um quarteto de cordas. Os instrumentos imitavam os rotores, aumentando em intensidade conforme as aeronaves subiam. Os helicópteros viravam e se inclinavam para mudar o ritmo e a velocidade das lâminas da hélice. Dentro, câmeras enviavam imagens ao vivo para a plateia, que assistia à performance em monitores posicionados como um quarteto de cordas na sala de concerto. Altamente compostos, com cada componente como uma parte intrínseca do Quarteto Helicóptero, todos eram dirigidos por Stockhausen do chão.

Na fronteira entre composição e apresentação, Stockhausen estabeleceu uma posição da qual sempre pode aprimorar suas ideias. Quando isso já não mais podia ser expressado de forma convencional, ele ilustrava seus manuscritos com cores, linhas, símbolos, etc. Em sua escrita, Stockhausen constantemente se refere a sua música como proposicões abstratas de uma natureza religiosa. Ele tem sido muito ativo como professor e como performer de suas próprias composições desde que fundou seu Ensemble em 1964. Embora o conservadorismo acadêmico e a crítica pós-moderna tenham conspirado contra ele, Stockhausen calou seus críticos ao comprar os direitos sobre seus trabalhos. A Stockhausen Verlag está gradualmente remasterizando e relançando seu próprio catálogo.

Ao introduzir elementos do acaso, Stockhausen libertou a composição do século 20 da linearidade e aumentou o terreno estabelecido pela música Ocidental. Agregando elementos espirituais ao mainstream da vida artística, ele tem trabalhado entre o intelecto e a intuição, juntando todos os meios disponíveis ao compositor do século 20. O alcance da síntese obtida justifica sua grandiosidade. Stockhausen é o ‘randomiser’ que abriu uma miríade de caminhos musicais a um universo infinito de experiência, vida e pensamento.

 

 

STOCKHAUSEN POR BJORK 

 

“Eu ia à escola de música desde os 5 anos de idade, e quando tinha 12 ou 13, cheguei à musicologia onde um professor e compositor Islandês me apresentou Stockhausen. Eu me lembro de ser briguenta na escola, a excluída, com uma paixão verdadeira pela música, mas contra essa coisa retrô, normalmente aquela chatice de Beethoven e Bach. Muito disso era essa frustração com a obsessão da escola pelo passado.

Quando eu fui apresentada a Stockhausen foi tipo ‘aaah!’. Finalmente alguém estava falando a minha língua. Stockhausen tem dito frases como: “Nós devemos ouvir música ‘velha’ apenas um dia no ano e nos outros 364 dias devemos ouvir música de ‘agora’.  E nós devemos fazê-lo da mesma forma que olhamos álbuns de fotos de quando éramos crianças. Olhar por muitas vezes fotos velhas faz com que elas percam o propósito. Você passa a se preocupar com algo que não importa, e para de se preocupar com o presente. Era assim que ele olhava para todas aquelas pessoas que eram obcecadas por música antiga. Para uma criança nascida na minha geração, que tinha 12 anos àquele tempo, isso era brilhante, pois ao mesmo tempo eu também estava sendo apresentada à música eletrônica de bandas como Kraftwerk e DAF.

Eu penso que quando falamos de música eletrônica ou música atonal, Stockhausen é o melhor. Ele foi a primeira pessoa a fazer música eletrônica, antes mesmo que os sintetizadores tivessem sido inventados. Quero compará-lo a Picasso, pois assim como ele, Stockhausen passou por diversas fases. Há uma enormidade de artistas que construíram suas carreiras dentro de apenas uma das fases de Stockhausen. Ele está sempre um passo adiante: descobre algo que nunca havia sido feito musicalmente antes e, antes mesmo que outras pessoas entendam o que ele criou, ele já parte para a próxima. Como todos os gênios, Stockhausen se mostra obcecado com o casamento entre mistério e ciência, ainda que sejam opostos. Cientistas normais são obcecados por fatos: cientistas geniais são obcecados pelo mistério. Quanto mais Stockhausen descobre com a música, mais ele descobre que não sabe porra nenhuma, que está perdido. Stockhausen me contou sobre a casa que ele mesmo construiu na floresta, e em que morou por 10 anos. Ela é feita de pedaços hexagonais de vidro e não há dois cômodos iguais, são todos irregulares. Ela é toda construída com ângulos reflexivos e muitas entradas de luz. A floresta acaba refletida por dentro de toda a casa. Ele estava me explicando como, após 10 anos, anda haviam momentos em que ele não sabia onde estava, e ele dizia isso com espanto em seus olhos. Aí eu disse: ‘Isso é brilhante: você pode ser inocente mesmo em sua própria casa’, e ele respondeu: ‘Não apenas inocente, mas também curioso’. É um piadista!”

 

 

BJORK ENTREVISTA STOCKHAUSEN

 

Björk Gudmundsdottir  (BG): Parece que sua música eletrônica é mais como a sua verdadeira voz, e suas outras obras são menos pessoais, de alguma forma. Você também sente isso?

 

Karlheinz Stockhausen  (KS): Sim, porque muito do que faço soa como um mundo muito alienígena. Assim, um conceito como ‘pessoal’ passa a ser irrelevante. Isso não é importante, porque é algo que não sabemos, mas eu gosto disso e faço.

 

(BG): Parece que você coloca suas antenas pra fora, e aquilo é como a sua voz, seu ponto de vista, como vindo do exterior. Ou algo como… (pausa) Eu não consigo explicar.

 

(KS): Não, eu também não. A coisa mais importante é que isto não é como um mundo pessoal, mas algo que todos nós não sabemos. Nós devemos estudar isso, devemos experimentar isso. Se sentimos algo assim, aí demos sorte.

 

(BG): Tem certeza que isso não é você?

 

(KS): Oh, eu sempre me surpreendo comigo, muitas vezes. E quanto mais  descubro algo que eu não tenha experimentado antes, mais entusiasmado  fico. Eu penso que isso é o mais importante.

 

(BG): Eu tenho esse problema,  fico muito entusiasmada com a música. Aí  entro em pânico pois sinto que não terei tempo pra fazer tudo que quero, isso te perturba?

 

(KS): Sim e não, porque eu aprendi agora que mesmo meus primeiros trabalhos, feitos há 46 anos atrás, ainda não foram entendidos pela maioria das pessoas. Então é um processo natural você encontrar algo que te surpreenda,  para os outros isso é ainda mais difícil de incorporar em seus seres. Então demoraria às vezes 200 anos para que um  grande grupo de pessoas, ou mesmo de indivíduos, atingirem o mesmo estágio que eu atingi ao ter gasto, vamos dizer, três anos, por oito horas ao dia no estúdio para criar algo. Você precisa de tanto tempo quanto eu precisei apenas para aprender  a ouvir. E nem vamos falar sobre entender o que a música significa. Então é um processo natural que certos músicos façam algo que precisa de muito tempo para ser ouvido por muitos, e isso é muito bom.

 

(BG): É, mas eu também estou falando sobre a relação entre você e você mesmo, e o tempo que você tem entre seu nascimento e sua morte. Se é  suficiente pra fazer tudo o que você quer.

 

(KS): Não, você só pode fazer uma parte pequena daquilo que quer fazer. É natural.

 

(BG): É, talvez eu seja muito impaciente. É muito difícil pra mim…

 

(KS): 80 ou 90 anos não são nada. Existem muitas obras musicais belíssimas do passado que a maioria das pessoas vivas nunca irá ouvir. Essas obras são extraordinariamente preciosas, cheias de mistério, inteligência e invenção. Estou pensando neste momento em certos trabalhos de Bach, ou até mesmo de compositores anteriores a ele. Existem tantas composições fantásticas, com 500 ou 600 anos , que não são conhecidas pela maioria dos seres humanos. Então vai demorar muito tempo. Há bilhões de coisas preciosas no universo que não temos tempo de conhecer e estudar.

 

(BG): Você parece tão paciente, como quem tem uma enorme disciplina para aproveitar o tempo. Isso me apavora, eu não aprendi nem como sentar na minha cadeira, é difícil pra mim. Você sempre trabalha oito horas por dia?

 

(KS): Mais.

 

(BG): O seu foco é mostrar ou gravar as coisas lá fora? Provar que elas existem, como por razões científicas, ou é mais emocional, para criar uma desculpa para que todos se unam, de forma que talvez alguma coisa aconteça? Como sua música poderia atingir isso?

(KS): São ambos.

 

(BG): Ambos?

 

(KS): Claro. Sou como um caçador, tentando encontrar algo, e ao mesmo tempo, bem, esse é o aspecto científico, tentando descobrir. Por outro lado, estou emocionalmente em  alta tensão sempre que chega o momento em que tenho de agir com meus dedos, com minhas mãos e meus ouvidos, em que movo o som, dou-lhe forma. É aí que não posso separar pensamento e ação com meus sentidos: ambos são importantes para mim. Entretanto, o envolvimento total ocorre em ambos os estados: se sou  um pensador, ou um ator; eu estou totalmente envolvido, eu me envolvo.

 

(BG): Eu costumava viajar com meu microsystem e ter meus bolsos cheios de fitas, e tentava sempre encontrar a música certa. Eu não me preocupava qual música era, desde que ela unisse a todos naquele ambiente. Mas às vezes isso pode ser um truque barato, sabe? Eu me lembro que li certa vez que uma das razões porque você não gosta dos ritmos regulares é por causa da guerra.

 

(KS): Não, não, isso foi…

 

BG: …um mal entendido?

 

KS: Hmm, sim. Quando eu danço eu gosto de música regular; sincopada, natural. Ela não deve ser sempre como uma máquina. Mas quando eu componho, eu utilizo ritmos periódicos muito raramente, e apenas num estágio intermediário, porque eu penso que há uma evolução na linguagem musical na Europa que tem levado de ritmos muito simples e periódicos a ritmos cada vez mais irregulares. Então eu tomo cuidado com músicas que enfatizem esse tipo de periodicidade minimalista pois isso externaliza os sentimentos e impulsos mais básicos do ser humano.

Quando eu digo ‘básico’, isso significa o físico. Mas não somos apenas um corpo que anda, que corre, que faz movimentos sexuais, que tem um batimento cardíaco que é, mais ou menos, num corpo sadio, 71 batidas por minuto, ou que tem certos impulsos cerebrais, então nós somos todo um sistema de ritmos periódicos. Mas já dentro do corpo há muitas periodicidades superimpostas, que vão de muito rápidas a muito lentas. Respirar é, algo que ocorre num momento calmo, aproximadamente a cada seis ou sete segundos.

Ali está a periodicidade. E tudo isso junto constrói uma música muito polimétrica no corpo, mas quando eu faço música como arte eu sou parte de toda a evolução, e estou sempre procurando mais e mais realizar trabalhos diferenciados. Na forma também.

 

BG: Apenas porque é mais honesto, mais real?

 

KS: Sim, mas o que a maioria das pessoas gosta é de uma batida repetitiva, regular, hoje em dia eles fazem isso até na música pop com uma máquina. Creio que se deva fazer um tipo de música que seja um pouco mais… flexível, assim por dizer, um pouco mais irregular.

Irregularidade é um desafio, veja isso. O quão longe podemos ir fazendo música irregular? Podemos ir tão longe quanto um pequeno momento em que tudo se sincroniza, e repentinamente some de novo em diferentes métricas e ritmos. Mas é assim que é a história, de qualquer forma.

 

BG: Penso que na música popular de hoje as pessoas estão tentando lidar com o fato de que estão vivendo com todas essas máquinas, e tentando combinar máquinas e humanos e tentando casá-los num matrimônio feliz: tentando ser otimista sobre isso. Eu fui criada por uma mãe que acreditava piamente na natureza e queria que eu vivesse descalça 24 horas por dia e todas essas coisas, então fui criada com esse grande complexo de culpa de carros e arranha céus, e eu fui ensinada a odiá-los, e agora eu penso, tipo, estou no meio. Eu posso ver essa geração, que é dez anos mais nova do que eu, fazendo música, tentando viver com isso. Mas tudo é com aqueles ritmos regulares e aprendendo a amá-los, mas ainda ser humano, ainda ser totalmente corajoso e orgânico.

 

KS: Mas ritmos regulares estão em todas as culturas: a base da estrutura. É somente muito mais tarde que eles começaram a criar ritmos mais complicados, então eu penso que não é tão verdade que as máquinas tenham trazido irregularidade.

 

BG: É, eu acho que o que me faz mais feliz é o teu otimismo, especialmente sobre o futuro. E eu penso, pra mim, aqui estou falando também sobre minha geração. Nós fomos ensinados que o mundo está descendo ralo abaixo e que todos vamos morrer logo, e encontrar alguém tão aberto como você, com otimismo, é especial. Muitos jovens estão fascinados pelo que você tem feito. Você acha que é por causa desse otimismo?

 

KS: Também eu entendo que os trabalhos que tenho composto são um grande material de estudo, para aprendizado e experiência. Em particular, experimentar a singularidade, e isso dá confiança às pessoas, então elas vêem que ainda há muito por fazer.

 

BG: E também talvez porque você tem feito tantas coisas que eu penso que muitos jovens devem achar que um por cento disso vale a pena, e podem assim se identificar com o que você tem feito.

 

KS: Talvez com trabalhos diferentes, porque eles não podem conhecer todos. Eu tenho 253 trabalhos que podem ser individualmente apresentados, em partituras, e aproximadamente 70 ou 80 discos com trabalhos diferentes em cada um, todos diferentes, então há muito por se descobrir. É como um mundo dentro de outro, e há tantos aspectos diferentes. Provavelmente é disso que eles gostam: todas essas obras são diferentes. Eu não gosto de me repetir.

 

BG: Você acha que é nossa função levar tudo aos seus limites, utilizar tudo o que temos, como toda a inteligência e todo o tempo, e tentar de tudo, especialmente se é difícil, ou você acha que é mais uma questão de apenas seguir os próprios instintos, deixando de lado as coisas que não nos excitam?

 

KS: Eu estou pensando neste momento nos meus filhos. Tenho seis filhos, eles são bem diferentes. Há dois, em particular, por acaso os mais jovens, que estão imersos em direções tão distintas que dizem respeito a gosto, ou entusiasmo, e há um filho que é trompetista que tentou em certo momento, anos atrás, se tornar um professor espiritual. Ser um professor de Yoga e ajudar pessoas em dificuldade a se animarem e acreditarem num mundo melhor, mas aí eu lhe contei que já há bastantes pregadores, e que focasse no seu trompete. Demorou alguns anos para que ele voltasse a seu trompete, e agora ele parece concentrado e deixa de fora quaisquer outras opções que tenha. Eu poderia ter sido um professor, um arquiteto, um filósofo, um professor que só deus sabe de quê entre tantas faculdades diferentes. Eu poderia ser um jardineiro ou um fazendeiro muito facilmente: fui um agricultor por muito tempo, por um ano e meio de minha vida. Estive também numa fábrica de automóveis por um tempo, e eu gostava daquele trabalho, mas eu entendi tudo ao final dos meus estudos, quando ainda estava  trabalhando em meu doutorado - e como um pianista eu ensaiava por 4 ou 5 horas por dia no piano, sozinho. Eu tocava toda noite num bar pra sobreviver, mas desde que compus a primeira obra que senti soar diferente de tudo que conhecia, tenho focado na composição e tenho perdido quase tudo o que o mundo tem a me oferecer: outras faculdades, outras formas de viver, como você acabou de dizer, excitações de todos os tipos. Eu tenho realmente me concentrado, dia e noite, em um aspecto muito determinado: compor, apresentar e corrigir minhas partituras e publicá-las. E, pra mim, isso tem sido o jeito certo. Eu não posso dar conselhos gerais, pois se o indivíduo não ouve seu chamado interior, ele não realiza nada. Então você tem de ouvir o chamado e não haverá mais questionamento.

 

BG: É, é como você pode chegar mais longe.

 

KS: Eu não sei. Eu apenas acho que não consigo realizar nada que faça sentido para mim se eu não me concentrar exclusivamente naquela coisa. E assim perco muito do que a vida tem a oferecer.

 

BG: E aprende como se sentar em uma cadeira.


KS: Você sabe que eu também sou regente, não fico apenas sentado numa cadeira. Conduzo orquestras, coros, ensaio muito, e ando por aí arrumando caixas de som com os técnicos, e organizando todos os ensaios, então não é apenas sentar numa cadeira, mas eu te entendi, é como se concentrar naquela única vocação.

Livros Raros

- A QUESTÃO LITTERARIA A PROPOSITO DO JAZIGO DE JOSÉ ESTEVÃO. Cartas dos Senhores A. F. de Castilho e J. A. Freitas Oliveira. Lisboa, Gazeta de Portugal, 1866. 16 pag. Enc. conservado as capas da brochura.            R$ 170,00
- COMPOSIÇÕES POETICAS. Offerecidas ao  Sereníssimo Senhor Dom João, Príncipe Regente de Portugal por B.M.C.S. Sócio da Academia Tubuciana entre os Árcades Belmiro Transtagano. Lisboa, Regia Officina Typografica, 1803. 239 pag. Ilustrado. Com uma gravura do autor fora do texto. Enc. R$500,00
- CUIDADOS LITERARIOS DO PRELADO DE BEJA EM GRAÇA DO SEU BISPADO. Lisboa, Simão Thadeo Ferreira, 1791. 554pag. Enc. R$900,00
- Abreu, Manoel de: MENSAGEM ETÉREA. Com ilustrações de Portinari, sendo uma em água-forte, original. Exemplar de tiragem especial de 150 exemplares. Rio de Janeiro, Revista Acadêmica, sem data. Brochura original com pequeno desgaste no lombo. Valor a consultar.
- Abreu, Casimiro J. M. de: AS PRIMAVERAS. 2ª edição (3ª de Lisboa), acrescentada com novas poesias O Camões e o Jáo e Dois Romances em Prosa. Juízo critico de vários escriptores brazileiros e um prólogo por M. Pinheiro Chagas. Lisboa, Panorama, 1867. Enc. LXXX-4nn-235-3nn pag. Ilustrado com uma gravura fora do texto. Enc.  R$ 600,00
- Almeida, Nicolau Tolentino de: OBRAS COMPLETAS DE.... Com alguns inéditos e um ensaio biographico-critico de José de Torres. Illustrada por Nogueira da Silva.  Algumas  aquareladas  à  mão.   Lisboa,  Castro  &  Irmão,  1861. Enc.   R$   380,00
- Alves, Castro: A CACHOEIRA DE PAULO-AFFONSO. Poema original Brazileiro. Fragmentos dos Escravos, sob o titulo de Manuscriptos de Stenio. Bahia, Imprensa Econômica, 1876. 4nn-122-1nn pag. Incluindo a folha de errata. Com manchas devido ao papel. Enc. Consultar
- Lamartine Ferreira Alves: UMA NOVELLA DE AMOR. São Paulo, Typ. Brasil de Carlos Gerke, 1905. Com dedicatória ao Abelardo De Campos Toledo no frontispício. Com manchas devido a qualidade do papel. Enc. R$ Consultar
- Amado, Jorge: A MORTE E A MORTE DE QUINCAS BERRO D'ÁGUA. Ilustrações de Floriano Teixeira. São Paulo, Martins, 1967. Tiragem especial de 1.100 exemplares, nº 38. R$ 650,00
- Amorim, Francisco Gomes de: MUITA PARRA E POUCA UVA. Lisboa, Viúva Bertrand, 1878. Brochura, com pequenos desgastes no lombo. R$160,00
- Andersen: LES SOULIERS ROUGES ET AUTRES CONTES. Paris, Garnier, s/d. Ilustrado. Enc.  R$ 84,00
- Andrade, Carlos Drummond de: JOSÉ & OUTROS. Poesia. Rio de Janeiro, José Olympio, 1967. Brochura, em ótimo estado de conservação. R$180,00
- Andrade, Carlos Drummond de: PASSEIOS NA ILHA. Divagações sobre a vida literária e outras matérias. Rio de Janeiro, Organização Simões, 1952. Brochura, muito bem conservado. R$180,00
- Andrade, Jacinto Freire de: VIDA DE DOM JOÃO DE CASTRO. Quarto Viso-Rei da Índia. Impressa conforme a primeira edição de 165. Ornada com 2 estampas e um mapa da Índia, desdobrável. Pariz, J.P. Aillaud, 1869. Encadernado R$250,00
- Andrade, Mário de: LIRA PAULISTANA SEGUIDA DE O CARRO DA MISÉRIA. São Paulo, Martins, s/data. 90 pag. Enc. conservado a primeira capa da brochura.  R$200,00
-Andrade, Mário de: LOSANGO CAQUI OU AFETOS MILITARES DE MISTURA COM OS PORQUÊS DE EU SABER ALEMÃO. São Paulo, A. Tisi, 1926. Brochura original em bom estado de conservação, com pequenos desgastes no lombo. Tiragem de 800 exemplares. R$ Consultar.
- Andrade, Mário de: NAMOROS COM A MEDICINA. I- Terapêutica Musical, II- A Medicina dos Excretos. Porto Alegre, Globo, 1939. Encadernado em ½ couro vermelho, muito bem conservado. R$300,00
- Andrade, Mário de: MÚSICA DO BRASIL. São Paulo, Guairá, 1941. 79 pag. Enc. conservando as capas da brochura.  R$150,00
- Andrade, Mário de: CLAN DO JABOTI. Poesia. São Paulo, Eugenio Cupolo, 1927. Exemplar com as capas restauradas. Encadernação nova em ½ couro.   R$2.500,00 
- Andrade, Mário de: O BAILE DAS QUATRO ARTES. São Paulo, Martins, (1943). Exemplar em brochura, com pequenas manchas nas capas devido a qualidade do papel. 1ª edição. R$450,00
- Andrade, Mário de: O ALEIJADINHO E ALVARES DE AZEVEDO. Rio de Janeiro, R.A. 1935. 1ª edição. Brochura original com pequenos desgastes. R$1.500,00
- Andrade, Oswald: PONTA DE LANÇA. São Paulo, Martins, S/data. Brochura original em muito bom estado de conservação. R$350,00
 -Ariosto, Ludovico: ORLANDO FURIOSO. Poema Heróico. Traducido por Don Francisco J. Orellana. Illustrado por Gustavo Doré, sobre-postas, dentro e fora do texto. Primeira edicion española . Barcelona, Font y Torrens, 1883. Encadernação original com o lombo restaurado. Vendido
- Assis, Machado de: CASA VELHA. Introdução de Lúcia Miguel Pereira. Illustrações de Santa Rosa. São Paulo, Martins, 1944. Tiragem especial em papel bouffant. Encadernado. R$200,00
- Machado de Assis: MEMORIAS POSTHUMAS DE BRAZ CUBAS. Ilustrações de Candido Portinari. As sete águas fortes foram tiradas em papel Sunray pelo próprio artista. Tiragem especial para os amigos da Rede Globo no seu 15º aniversário. Coleção Cem Bibliófilos do Brasil. Rio de Janeiro, Rocco, 1979. Tiragem única de 1000 exemplares. Registro Brasil.  Exemplar encadernado originalmente, com sobre capa desgastada.  Valor consultar.                       
- Azevedo, Aluízio: PÉGADAS. Vícios – Ultimo Lance – O Impenitente – Pelo Caminho- Resposta – Heranças... Musculos e Nervos. Rio de Janeiro, H. Garnier, 1898. Com a ilustração do autor, fora do texto. Enc. em ½ couro. Consultar.
- Azevedo, Dr. Miguel de: MINISTRO DE JESU CHRISTO NO TRIBUNAL DA PENITENCIA PARA INSTRUIR ABSOLVER OU CONDENAR OS REOS DE TODOS OS CRIMES EM TODOS OS ESTADOS E OFFICIOS DA SOCIEDADE CHRISTÃ POLITICA E ECCLESIASTICA....10 tomos. Lisboa, Simão Thaddeo Ferreira, 1797. Encadernação nova em 1/2 couro ressecada. R$2.900,00
- Azevedo, Arthur: CONTOS CARIOCAS. Livro posthumo. Rio de Janeiro, Freitas Bastos, 1928. Com manchas no papel devido à qualidade. Enc. R$ 350,00
- Bandeira, Manoel: ESTRELA DA TARDE. Rio de Janeiro, José Olympio, 1963. Em ótimo estado de conservação. Br. R$ 120,00
- Bandeira, Manuel: CRÔNICAS DA PROVÍNCIA DO BRASIL. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1937. Encadernação em ½ percalina, com cantos, conservado as capas da brochura. R$180,00
- Barão de Paranapiacaba: ELOGIO FUNEBRE DE CAMILLO CASTELLO BRANCO. Recitado em sessão solene do Lyceu Litterario Portuguez. Rio de Janeiro, Imprensa Nacional, 1891.  Encadernado. R$120,00
- Barboza, Domingos: CONTOS DA MINHA TERRA. Maranhão, Imprensa Official, 1911. R$ 450,00
- Barléu, Gaspar: HISTÓRIA DOS FEITOS RECENTEMENTE PRATICADOS DURANTE OITO ANOS NO BRASIL E NOUTRAS PARTES SOB O GOVÊRNO DO ILLUSTRISSIMO JOÃO MAURÍCIO CONDE DE NASSAU. Ilustrado. Edição de tiragem especial. Rio de Janeiro, Ministério da Educação, 1940. Encadernado em muito bom estado de conservação. Consultar
- Barreto, Lima: VIDA E MORTE DE M. J. GONZAGA DE SÁ. São Paulo, Revista do Brasil, 1919.  Primeira edição, em muito bom estado de conservação. Brochura. R$300,00
- Barros, João de; Oliveira, José Osório de; Bettencourt, Gastão de: BRASIL. Lisboa, Edições Europa, 1938. 373 p. Ilustrado com fotos e gravuras coloridas coladas fora do texto. Encadernação original da editora, com gravações a seco e a ouro na lombada e na capa. R$ 900,00
- Barroso, Gustavo: PERGAMINHOS.  Illustrado por Correia Dias. Rio de Janeiro, F. Briguiet, 1922. Tiragem especial de 220 exemplares, nº 28. Brochura original com desgastes no lombo. Bela obra e rara no mercado alfarrabista. 1.800,00
- Barthelemy, J.J.: VOYAGE D’ANACHARSIS EM GRÈCE. Vers lê Milieu du Quatrième Siècle. Paris, E.A. Lequien, 1822. 8 volumes. Com o atlas separado da obra. Ilustrado com mapas, grauras e desenhos; alguns desdobráveis. A obra apresenta alguns desgates. Encadernação em ½ pelica. Consultar.
- Noite”. São Paulo, Folha da Manhã, 1940. Encadernado conservando as capas da brochura. Em muito bom estado de conservação. R$350,00
- Belmiro, B.A. de S.: VERSOS. Pastor do Douro. 3 tomos. Lisboa, Typ. Rollandiana, 1816-1843. Com furos de bichos restaurados nas margens.   Enc.        R$ 700,00
- Beauchamp, M. Alphonse de: HISTOIRE DU BRÉSIL. Depouis sa decouverte en 1500 jusqu'en 1810. Contenant l'origine de la monarchie portugaise; le tableau du regne de ses rois... description du Brésil... 3 tomes. Paris, D'Alexis Eymery, 1815. Encadernação atual. Obra rara no mercado alfarrabista. Consultar.
- Bello, Oliveira: IMPRENSA NACIONAL (Officina Official) 1808-1908. Apontamentos Históricos. Rio de Janeiro, Imprensa Nacional, 1908 152p. Encadernado em meio couro vermelho. Com fotos e ilustrações fora do texto. A obra apresenta um furo que vai do frontispício até o final do livro. Com restauro na margem esquerda das páginas 97 até 114.      R$ 350,00
- Bello, José Maria: NOVOS ESTUDOS CRITICOS. Machado de Assis, Joaquim Nabuco e outros artigos. Rio de Janeiro, Revista dos Tribunaes, 1917. Enc. R$60,00
- Benalcanfôr, Visconde de: DE LISBOA AO CAIRO. Porto, Ernesto Chardron, 1876. Com carimbo no frontispício. Enc.  R$ 120,00
- Bernardes, Diogo: O LYMA. Em qual se contém as suas éclogas, e cartas. Deriggido por elle ao excellente Principe, e sereníssimo Senhor. Dom Álvaro D’Allemcastro Duque D’Aveiro. Lisboa, Rollandiana, 1820. 12nn- 275 pag. Enc. em ½ pergaminho. R$280,00
- Bernardes, Pd. Manoel: LUZ E CALOR./OBRA ESPIRITUAL/PARA OS QUE TRARÃO DO EXERCÍCIO DE VIRTUDES, E CAMINHO DE PERFEYÇÃO,/....Lisboa, s/ed. 1871. 8nn – 482 pag. – 4nn. Nova Edição. Enc. em pleno couro com furos de bicho nas capas. R$350,00
- Bernardez, Padre Manoel: NOVA FLORESTA, OU SYLVA DE VARIOS APOPHTHEGMAS E DITOS SETENCIOSOS ESPIRITUAES & MORAES COM REFLEXOENS. Offerecida e didicada a Soberana Mãe da Divina Graça Maria, Santíssima Senhora Nossa. Lisboa, Valentim da Costa Deslandes, 1706, 1747. 5 tomos. Com o ex-libris do Alfredo Pujol. Enc. Consultar
- Bilac, Olavo: CHRONICAS E NOVELLAS. 1893-1894. Rio de Janeiro, Cunha & Irmão, 1894. 178-7 pag. Enc. Consultar
- Boileau-Despréaux: OEUVRES COMPLÉTES. Nouvelle édition conforme au texte Donné par Berriat-Saint-Prix. Avec Lês notes de Tous les Commentareurs publiée par M.Paul Chéroon, et d’une notice...par C.A. Sainte-Beuve. Illustrée de Vignettes sur Acier D’Après les Dessins de G. Staal. Gravées par F. Delannoy. Paris, Garnier, s/d. Encadernação de luxo. R$900,00
- Bon, Antoine e outros: BRÉSIL. Deux cent dix-sept photographies de... Introduction de Alceu Amoroso Lima. Paris, Paul Hartmann, 1950. Br. R$ 80,00
- Bormann, José Bernardino: HISTORIA DA GUERRA DO PARAGUAY. 3 tomos. Curityba, Jesuino Lopes, 1897. Encadernação nos em 1/2 couro. R$1.500,00
- Botelho, Sebastião Xavier: MEMORIA ESTATISTICA SOBRE OS DOMINIOS PORTUGUEZES NA AFRICA ORIENTAL. Lisboa, José Baptista Morando, 1855. Ilustrado com mapas desdobráveis fora do texto. Enc.  R$ 700,00
- Bourdeau, J.: MÉMOIRES DE HENRI HEINE. Paris, Calmann Levy, 1884. Enc. R$ 150,00
- Brito, Mário da Silva: BIOGRAFIA. São Paulo, Martins, 1952. Exemplar em muito bom estado de conservação. R$ 50,00
- Camões, Luiz de: OS LUSIADAS. Edição critica-commemorativa do terceiro centenário da morte do grande poeta. Publicada no Porto por Emilio Biel. Obra dedicada ao D. Pedro II. Ilustrado. Leipzig, Geisecke e Devrient, 1880. Encadernação original, com restauros. Consultar.
- Cantu, Cesare: MARGARIDA PUSTERLA. Narrativa histórica. São Paulo, Ed. das Américas, 1949. Br. R$ 25,00
- Cardoso, Lúcio: ENFEITIÇADO. Novela. Capa de Luis Jardim. 1ª edição. Rio de Janeiro, José Olympio, 1954. Brochura com desgastes na margem inferior e no lombo. R$60,00
- CARTILHA MANUSCRITA DE DOM PEDRO. Exemplar único Existia um francês que morava no Brasil chamado Aleixo Boulanger, ele  tinha uma tipografia no Rio de Janeiro e contatos com a Corte. Foi designado como professor de caligrafia e arte do futuro Imperador Dom Pedro II e de  suas irmãs. Como teve uma tipografia e relações com a Europa, ele produziu uma obra sob subscrição, ou seja, ele publicou ou ajudou alguém a publicar na França as obras completas de Lamartine, mas antes ele passou esse caderno que tenho em mãos por toda a corte. O mordomo do Imperador, Paulo Barboza, pagou pelo imperador e pela imperatriz para receberem essa obra assim que estivesse impressa na Europa; assim como eles, também subscreveram esse livro o Barão de Mauá e diversos outras figuras do Império. Provavelmente depois que a obra foi impressa e distribuida o Boulanger guardou o caderno e como recordação das aulas que deu para o Imperador e para as princesas colou-as nele. Então isso é um caderno de subscrição de um livro onde foram coladas alguns trabalhos escolares de caligrafia do Imperador e das princesas imperiais, entretanto não apenas por essas lições esse caderno tem valor, ele também vale pelas assinaturas que contém do Barão de Mauá e de outros nobres do império que compraram a tal obra que estava sendo impressa na França. Consultar
- Carvalho, Alfredo de: HORAS DE LEITURA. Recife, M. Nogueira de Sousa, 1907. Enc. R$ 340,00
- Carvalho, Vicente de: DOUS DISCURSOS E UMA CARTA. São Paulo, Martinelli, Passos, 1921.  Brochura, em muito bom estado de conservação. R$120,00
- Carvalho, Ronald de: ITINERÁRIO. Antilhas, Estados Unidos eMéxico. São Paulo, Nacional, 1935. Br. R$ 100,00
- Cascudo, Luis da Camara: LÓPEZ DO PARAGUAY. Natal, A Republica, 1927. Com dedicatória do autor para Antonio de Alcantara Machado. Brochura original em muito bom estado de conservação. Consultar
- Castello Branco, Camillo:  MEMÓRIAS DO CARCERE. Porto, Casa de Viuva Moré – Editora, 1862/1864. L – 182 pag; 224 pag. Últimas páginas com restauro dentro e fora do texto, sem prejuízo da leitura. 2 volumes encadernados em 1. Enc.em ½ couro.  R$280,00
- Castello Branco, Camillo: A SENHORA RATTAZZI. 1ª edição. Porto; Braga, Livraria Internacional de Ernesto Chardon, 1880. 30 pag. – 2nn. Com restauro, capa da brochura recortada e colada sobre uma das folhas de guarda da encadernação. Enc. em ½ couro. R$140,00
- Castello Branco, Camillo: BOHEMIA DO ESPÍRITO. Porto, Livraria da Civilização, 1886. 445 pag. – 2nn. Enc. em ½ couro vermelho. O exemplar apresenta anotações nas margens em algumas páginas.R$ 280,00
- Castello Branco, Camillo: O REGICIDA – Romance histórico. Lisboa, Mattos Moreira,1874. 232 pag. Enc. em ½ couro desgastada e com  rastros  de  bicho.      R$ 200,00
- Casti, Giambatista: IL POEMA TARTARO. 2 tomos encadernados em 1. Napoli, Raffaele, 1809. 4nn-230, 4nn-229 pag. Enc. Com algumas manchas.R$360,00
- Casti, Giambattista: IL POEMA TARTARO. Com in fine lê annotazioni per gli occorenti schiarimenti.  2 vols. Calé, s/editora, Anno VI. Ilustrado com duas gravuras fora do texto. Enc. R$360,00
- Castilho, Alexandre Magno de: DESCRIPÇÃO E ROTEIRO DA COSTA OCCIDENTAL DE AFRICA DESDE O CABO DE ESPARTEL ATÉ O DAS AGULHAS. Lisboa, Imprensa Nacional, 1866 XLVIII-362 p. com mapas desdobráveis fora do texto. Encadernado em ½ couro com anotações impressas nas margens. R$ 1.200,00
- Castro, Ferreira de: A SELVA. Ilustrações de Portinari e vinhetas de Nobre. Guimaraes Editores. 1955. 322 p. Encadernado em couro com cantos. Edição comemorativa dos 25 anos de publicação de "A Selva" 1930-1955. R$ 900,00
- Castro, Viveiros de: DIÁRIO DE UM SOLTEIRÃO. Rio de Janeiro, Domingos de Magalhães, 1895. Com desgastes nos cortes. Br. R$ 150,00
- Caviglia, B.: FRANCIS, THOMAS Y JOHN DRAKE EN EL PRATA. Montevideo, Morales Hermanos, 1934. Br. R$ 40,00
- Chamberlain: VISTAS E COSTUMES DA CIDADE E ARREDORES DO RIO DE JANEIRO EM 1819-1820. Tradução de Rubens Borba de Moraes. Rio de Janeiro, Kosmos, 1943. Edição de tiragem especial, exemplar 360. Ilustrado com desenhos a cores. Exemplar em ótimo estado conservação. Brochura. Consultar
- Charles, R. L'Archiduc: PRINCIPES DE LA STRATÉGIE DEVELOPPÉS PAR LA RELATION DE LA CAMPAGNE DE 1796 EN ALLEMAGNE. Avec cartes et plans. Nouvelle édition. Bruxelles, J. B. Petit, 1841. Ilustrado fora do texto. Enc. de época em ½ couro. R$ 460,00
- Chateaubriand, F. A. de: OS MARTYRES, OU TRIUMPHO DA RELIGIÃO CHRISTÃ. Poema. Traduzidos em versos portuguezes por Francisco Manoel. Pariz, Rey e Gravier, 1816. 2 vols. Xxxij-392; 4nn-479-4nn pag. Ilustrado. Com uma gravura do autor fora do texto. Enc. nova em ½ couro de porco, com cantos. R$700,00

 
 
- Charlevoix, Pierre François-Xavier: HISTOIRE DU PARAGUAY.  6 Vols  Encadernacão de época e em ótimo estado de conservacão. Paris.Ganeau.            1757   Em muto bom estado de conservação.  R$ consultar
 
 
 
  - Jos Vict Le Clerc: OEUVRES COMPLÉTES DE M. T. CICÉRON. 35 Volumes. Publiées en Français avec le Texte en Regard. Paris, Werdet et Lequien fils, 1827. Encadernação em 1/2 couro natural com etiquetas pretas, ressecadas. R$ consultar.
  - Clouet, M. L´Abbé: GÉOGRAPHIE MODERNE. Avec une introduction. Ouvrage utile a tous ceux qui venlent se perfectionner dans cette Science, on y trouve jusqu'aux notions les plus simples dont on a facilité intelligencen par des Figures pour lemettre a la portée de tout le Monde, Chaque Carte a sur les margen l'explication de ce qu'elle renferme, la méthode quóny suit pour objet de developper les connoinssances quitiennent a l'Histoire, ce qui rend cette Géographie tres interessante. Paris, La Fontaine de Saint Severin, 1780. Completo, com os 68 mapas aquarelados a mão. Encadernação recente em ½ pergaminho com cantos. Consultar.
- Coelho Netto: O POLVO. 1ª edição. São Paulo, Jornal do Commercio, 1924. Br. Com desgastes nas capas. R$ 35,00
- Conder, Josiah: THE MODERN TRAVELLER. A description geographical, historical and topographical of the various countries of the globe. London, James Duncan, 1830. 2 vols. Ilustrado. Enc. rústica.  R$ consultar.
- Constantino, Antonio: A CASA SÔBRE AREIA. Rio de Janeiro, José Olympio, 1939. Com dedicatória para Menotti del Picchia no frontispício. Br.  R$ 250,00
- Corrêa de Almeida, Ped. José Joaquim: PRODUCÇÕES DE CADUCIDADE. Rio de Janeiro, Laemmert, 1896. 172 pag. Encadernado em ½ couro vermelho com cantos, mantendo as capas da brochura.R$200,00
- Costa, F.A. Pereira da: VOCABULÁRIO PERNAMBUCANO. Obra Póstuma. Recife, Imprensa Official, 1937. Brochura.  R$250,00
- Costa, Cláudio Manoel da (Glauceste Saturnio): OBRAS POETICAS. Nova edição. Contendo a reimpressão do que deixou inédito ou anda esparso, e um estudo sobre a sua vida e obras por João Ribeiro. 2 tomos. Rio de Janeiro, H. Garnier, 1903. Por abrir. Brochura em ótimo estado de conservação.  Consultar
- Costa, Maria de Fátima G. e outros: O BRASIL DE HOJE NO ESPELHO DO SÉCULO XIX. São Paulo, Liberdade, 1995. Encadernado. R$140,00- 
- Couto, Ribeiro: DOIS RETRATOS DE BANDEIRA. Rio de Janeiro, Livraria São José, 1960. Brochura por abrir. R$ 40,00
- Cuers, Jacques: AUX RIVES DE NOTRE OCÉAN. Illustrations et Hors-Texte de H. Cavalleiro, J.C. Chabloz, O. Goeldi, Reis Junior e J.M. dos Santos. Rio de Janeiro, Franco-Brasileira, 1942. Tiragem especial de 200 exemplares, n. 135. Assinado pelo autor.  Brochura, com estojo, desgastado. R$580,00
- D’Araujo, José Ignacio: A SOMBRA DO SINEIRO. Lisboa, Typographia do Panorama, 1860. 2nn-78 pag. Enc em ½ percalux vermelha. R$150,00
- Denis, Ferdinand: SCÈNES DE LA NATURE SOUS LES TROPIQUES. Et de leur influence sur la poésie, suivies de Camoens er Jozé Índio. Paris, Chez Louis janet, 1824.Obra rara. Encadernado. Consultar
- Daremberg e Saglio: DICTIONNAIRE DES ANTIQUITÉS GRECQUES ET ROMAINES d´aprés les textes et les monuments. Contenant L'explication des termes Qui se rapportent aux moeurs, aux institutions, a la religion, aux arts, aux sciences, au costume, au mobilier, a la guerre, a la marine, aux métiers, aux monnaies, poids et mesures, etc. Et en Général a la vie publique et privée des anciens ouvrage rédigé par une société d'écrivans spéciau, d´archéologues et de professeurs. Avec 3.000 figures d'aprés L'Antique, dessinées par P. Sellier. Paris, Hachette, 1877-1892-1896-1900-1904-1907. 9 volumes + Table 166 p. Encadernação em meio couro, algumas obras apresentam manchas de umidade na margem lateral direita e superior.   R$ consultar
- Dezobry, Ch.: ROME AU SIÈCLE D’AUGUSTE OU VOYAGE D’UM GAULOIS A ROME. Nouvelle édition. Ilustrado. 4 tomos. Paris, E. Magdeleine, 1846. Encadernado. Consultar
- Deus, João de: CAMPOS DE FLORES. Poesias Lyricas completas. Coordenadas sob as vistas do auctor por Theophilo Braga. 6ª edição. Tomo I – Parte I – Poesias Lyricas. 2nn – 389 pag. Tomo II – Parte II – Satyras e Epigrammas, Parte III – Versões e Imitações – Theatro. 2nn – 310 pag. Lisboa, Companhia Editora Portugal-Brasil, s/data. Enc. diferentes em ½ couro, primeiro tomo com cantos, segundo tomo sem cantos. R$200,00

- D'Orbigny, M. Alcide: VOYAGE PITHORESQUE DANS LE DEUX AMÉRIQUES. Resumé Général de tous les voyages. Paris, Chez L. Tenré, 1836. Ilustrado. Enc. nova em ½ couro. R$ Consultar.
- Danet, Mr. L'Abbe: GRAND DICTIONNAIRE FRANÇOIS ET LATIN AVEC PRIVILLEGE DU ROY. Lyon, Nicolas de Ville, 1721. Enc. Corte pintado. R$ 1.540,00
- Denis, M. Ferdinand: BRÉSIL, COLOMBIE ET GUYANES PAR M. C. FAMIN. Paris, Firmin Didot Frères, 1837. Ilustrado. Enc. R$Consultar.
- Dias, Carlos Malheiro: EM REDOR DE UM GRANDE DRAMA. Subsídios para uma história da sociedade portuguesa (1908-1911). Lisboa, Ailland, s/d. Com um furo de bicho na margem inferior. Br. R$ 70,00
- Dinarte, Sylvio: A MOCIDADE DE TRAJANO. 2 volumes encadernados em 1. Rio de Janeiro, Typ. Nacional, 1871. Exemplar com uma folha xerocopiada após o frontispício do 1º volume. Com um carimbo. Encadernação em 1/2 couro marrom com cantos. R$1.700,00
- Dreyfus, Jenny: ARTES MENORES. Edição patrocinada pelo Instituto Nacional do Livro. São Paulo, Anhambi, 1959. Br. R$ 140,00
- Durão, Fr. José de Santa Rita: CARAMURÚ. Poema Épico do Descobrimento da Bahia, composto por... Lisboa, Imprensa Nacional, 1836. Exemplar sem a gravura fora do texto. Encadernação de luxo em plena cabra. Consultar.

 
 
- Elliott, L.E. BRAZIL - TODAY AND TOMORROW. New York. The MacMillan Company. 1917. Ills com fotos fora do texto. 338 p. Encadernação original da editora em plena percalina. Ótimo estado de conservação. Vendido
 
 
- Elysio, Filinto: OBRAS COMPLETAS. 8 tomos. Paris, A. Bobée, 1817, 1819. Com assinatura do autor no primeiro exemplar. Com alguns furos de bichos restaurados. Com uma ilustração do autor fora do texto. Enc. consultar
- Eschylo: PROMETHEU ACORRENTADO. Vertido litteralmente para o portuguez por D. Pedro II – Imperador do Brasil. Transladação poética do texto pelo Barão de Paranapiacaba. Rio de Janeiro, Imprensa Nacional, 1907.  XVI – 333 pag. Enc. mantendo a capa original da brochura. R$480,00
- Feliciano, José: O DESCOBRIMENTO DO BRAZIL. Esboço de apreciação histórica. São Paulo, Typ. Espindola Siqueira, 1900. Br. R$ 160,00
- Ferreira, Ascenso: POEMAS 1922-1949. Pernambuco, IBGE, 1951. Tiragem especial de 200 exemplares em papel Conqueror, n. 138, assinado pela autor. Ilustrações de Catimbó e Cana Caiana, por Lula Cardoso Ayres. Prefácio de Manuel Bandeira. Faltam os discos. Brochura.R$360,00.

 
 
- Fontana, P. Giuseppe Francesco: STORIA DEGLI ORDINI MONASTICI, RELIGIOSI, E MILITARI, E DELLE CONGREGAZIONI SECOLARI. Lucca, Giuseppe Safani e Vincenzo Giutini, 1737. 8 volumes encadernados em pleno couro. Encadernação de época com um poudo de desgaste. Guardas pintadas de vermelho.  R$ consultar
 
- Figuier, Louis: HISTOIRE DES PLANTES. Ouvrage Illustré de 416 figures. Dessinées d’aprés nature par Faguet. Paris, Hachette, 1874. Encadernado. R$200,00
- Figuier, Louis: LES OISEAUX. Ouvrage Illustré de 322 Vignettes. Paris, Hachette, 1876. Encadernação original da editora. R$200,00
- Figuier, Louis: LA VIE ET LES MOEURS DES ANIMAUX. Zoophytés et Mollusques. Volume Illustré de 385 Figures. Paris, L. Hachette, 1866.Cortes dourados a ouro. Encadernação original da editora. R$200,00
- Fragonard, M. Ch.: VIE DE LA STA. VIERGE. Collection de Dessins imites dês bieus Mussels par... Paris, Challamel, s/d. Com as vinhetas coloridas a mão. Encadernação de luxo. R$500,00
- Frank, Waldo: REDESCUBRIMIENTO DE AMERICA. Re-discovery of America, una introducción a una filosofia de la vida americana. Traducción de Hernán Guerra Canevaro. Santiago do Chile, Ed. Zig-Zag, 1942. 290 p. Encadernação recente. R$ 60,00
- Freyre, Gilberto: GUIA PRÁTICO, HISTÓRICO E SENTIMENTAL DA CIDADE DO RECIFE. Tiragem especial de 105 exemplares em papel Vidalon - Montval e coloridos a mão por Luís Jardim. Ilustrações coladas dentro e fora do texto e dois mapas da cidade do Recife desdobráveis. R$1.500,00
- Freyre, Gilberto: MUCAMBOS DO NORDESTE. Algumas notas sobre o typo de casa popular mais primitivo do Nordeste do Brasil. Rio de Janeiro, Ministério da Educação e Saúde, s/data. Ilustrado. R$ 200,00
- Freyre, Gilberto: OLINDA. Segundo guia prático, histórico e sentimental de cidade brasileira. Ilustrações de Manuel Bandeira. 56 desenhos e uma planta da cidade. Recife, s/ed., 1939. Tiragem especial de 350 exemplares. Nº 220, com as assinaturas do autor e do ilustrador. Br. com desgastes nas capas. R$ 1.800,00
- Frézet, Jean: HISTORIE DE LA MAISON DE SAVOIE. 3 tomos. Ilustrado com 5 gravuras fora do texto. Turin, Chez Alliana er Paravia, 1825. Segundo exemplar com furos de bichos no exto atingindo e prejudicanod a leitura. Bela encadernação. R$ consultar.
- Gagliardi, Paolo: LE CONFESSIONI DI SANT'AGOSTINO. Com furos de bichos nas primeiras e últimas páginas, sem atingir o texto. Venezia, Gondoliere, (1841). R$ 150,00
- Galvão, Ramiz: VOCABULÁRIO ETYMOLOGICO, ORTHOGRAPHICO E PROSODICO DAS PALAVRAS PORTUGUEZAS DERIVADAS DA LÍNGUA GREGA. Rio de Janeiro, Francisco Alves, 1909. Com assinatura do autor atrás do frontispício. XXXIV- 2nn – 607 pag. Enc. em ½ couro faltando um pedaço da lombada. R$250,00
- Garção, P. A. Corrêa: OBRAS POETICAS E ORATORIAS DE... Com uma Introducção e notas por J.A. de Azevedo Castro. Roma, Typ. dos Irmãos Centenari, 1888. Dedicada ao Imperador D. Pedro II. 622-2nn pag. Ils. com vinhetas e desenhos. Enc. nova em ½ couro. R$750,00
- Garrett, Almeida: OBRAS COMPLETAS. Grande edição popular, ilustrada. Prefaciada, Revista, Coordenada e Dirigida por Theophilo Braga. Lisboa, Empreza da História de Portugal, 1904. 2 volumes. Enc de luxo em plena pelica.R$700,00
- Garrett, Almeida: VIAGENS NA MINHA TERRA. Porto, Tavares Martins, 1946. Edição Comemorativa do Centenário da Publicação de Viagens na Minha Terra. Revista e prefaciada pelo Prof. Dr. Vitorino Nemésio. Ilustrada por Paulo Ferreira. Bela edição, em ótimo estado de conservação. Encadernada em ½ couro com cantos, conservando as capas da brochura e lombo. 240,00
- Gastineau, Benjamin: O REINADO DE SATANAZ OU OS RICOS E OS POBRES. Romance Social. Traduzido por T. A. da Silva. Lisboa, Lallemant, 1956. Enc. R$220,00
- Genolini, Angelo: MAIOLICHE ITALIANE. Marche e Monogrammi. Milano, Dumolard, 1881. Exemplar em bom estado de conservação. Ilustrado com 35 pranchas com as marcas e formatos. Encadernação nova em 1/2 couro, conservando as capas da brochura. Consultar.
- Gonzaga, Tomás Antônio: MARÍLIA DE DIRCEU. Introdução de Afonso Arinos de Melo Franco. Ilustrações de Guignard. Biblioteca de Literatura Brasileira, VI. São Paulo, Martins, 1944. Tiragem especial de 120 exemplares, numerados e rubricado pelo editor. Exemplar n.114. Encadernação em pleno tecido. R$450,00
- Guicciardini, Francesco: STORIA D´ITALIA. Alla miglior lezione ridota dal professor Giovanni Rossini con una prefazione di Carlo Botta. Parigi, Presso Baudry, 1832. 16 volumes encadernados em ½ couro azul com cantos. Todos os livros trazem a assinatura de P. Dietrichstein. Òtimo estado de conservação.   R$ consultar
- Bernardo Guimarães: O INDIO AFFONSO. Seguido de A Morte de Gonçalves Dias. Canto Elegiaco por....Rio de Janeiro, B.L. Garnier, 1873. Livro raro. 1ª Edição. Encadernado com desgastes. R$ Consultar.
- Gurmendez, Carlos: SER PARA NO SER. Ensayo de una dialectica subjetiva. Madrid, Tecnos, 1962. Br. R$ 20,00
- Hagen, Victor W. Von: A AMÉRICA DO SUL OS CHAMAVA. Exploração dos grandes naturalistas: La Condamine, Humboldt, Darwin e Spruce. Ilustrado. São Paulo, Melhoramentos, s/d. Br. R$ 70,00

- Hagen, Victor W. Von: A HISTÓRIA AMOROSA DE MANUELA E BOLÍVAR. São Paulo, Melhoramentos, s/d. R$ 35,00

- Hansen: BAR E FLÔR DE SÃO MIGUEL. Salvador, Fundação Gonçalo Moniz, 1956. Tiragem especial de 500 exemplares, nº 101. Com a dedicatória apagada com corretor de texto. Br. R$ 450,00
- Hoehne, F.C.: ALBUM DA SECÇÃO DE BOTANICA DO MUSEU PAULISTA E SUAS DEPEDENCIAS, ETC. Edição Comemorativa. Ilustrado. São Paulo, Museu Paulista, 1925. Enc. R$350,00
 - Humboldt, Alexandre de: LETTRES DE ALEXANDRE DE HUMBOLDT A VARNAHGEN VON ENSE 1827-1858.  Paris, L. Hachette, 1860. Encadernado. R$400,00 
- IMAGE DU BRÉSIL. Bruxelles, Novembre, 1973. Brochura. Ils. com fotos e gravuras. Catálogo de exposição. R$ 150,00
- Irving, Washington: A HISTORY OF THE VOYAGES OF CHRISTOPHER COLUMBUS. New York, G & C. Carvill, 1828-1829. 3 volumes. I - xvi-399 p., II - xviii - 367 p., III - xviii- 420 p. Contém todos os mapas. Encadernação original com desgaste nas capas. R$ 1800,00
- Jomini, Le Baron de: PRÉCIS DE L'ART DE LA GUERRE OU NOUVEAU TABLEAU ANALYTIQUE DES PRINCIPALES COMBINAISONS DE LA STRATÉGIE, DE LA GRANDE TACTIQUE ET LA POLITIQUE MILITAIRE. Ilustrações fora do texto. Bruxelles, Meline, 1838. Enc. de época. R$ 1.400,00
- Laborde, Comte Alexandre de: VERSAILLES. Ancien et Moderne. Paris, Scheider et Langrand, 1841. Encadernação de luxo. R$ 450,00 
- Lacordaire: MARIA MADALENA. Tradução de Artlindo Veiga dos Santos. Ilustrado. São Paulo, Anchieta, 1948. Encadernação rústica. R$120,00
- Lacombe, P.: DE L'HISTOIRE CONSIDÉRÉE COMME SCIENCE. Paris, Hachette, 1894. Enc. R$ 180,00
- Lafontaine, Augusto: WELF-BUDO OU OS AERONATUAS. Lisboa, Typ. de Hermenegildo Pires Marinho, 1852. I - 235p, II - 263 p. 2 volumes encadernados em um. Lombada restaurada. R$ 200,00
- Lavallée, Joseph: GALERIE DU MUSÉE DE FRANCE. Paris, Filhol, 1814. Ils. com gravuras coladas fora do texto. 11 volumes. Encadernação de época em ½ couro vermelho. Excelente estado de conservação. R$ consultar
- Lamarre, Clovis: HISTOIRE DE LA LITTÉRATURE LATINE. Depuis la Fondation de Rome Jusqu’a la findu Gouvernement Républicain. 4 tomos. Paris, Ch. Delegrave, 1901. Com dedicatória do autor rasurada. Com assinatura do Prof. Silveira Bueno no frontispício. Encadernada em ½ couro de porco com cantos. Muito bem conservada. R$500,00
- LA SAINT BIBLE. Traduit sur le latin de la vulgate par Lemaistre de Sacy, pour l´ancien testament et par Le. P. Lallemant, pour le nouveau testament. Accompagnée de nombreuses notes explicatives par M. L´Abbé Delaunay. Deuxième Édition, Paris, L. Curmer, 1860. 5 volumes. Com ilustrações originais fora do texto. Encadernação em 1/2 couro marrom. R$ 4.000,00

 
 
 
 
- La Vega El Inca, Garcilaso de: PRIMEIRA PARTE DE LOS COMMENTARIOS REALES QUE TRATAN, DE EL-ORIGEN DE LOS INCAS, REIES, QUE FUERAN DEL PERÙ, DE SU IDOLATRIA, LEIES, Y GOVIERNO... Madrid, Oficina Real, 1723. 32nn – 351p. – 34nn. O frontispício leva uma assinatura de Armando de Moraes Bastos e um oferecimento deste para o Dr. Taunay em 28/12/38. Aparado. Enc. de luxo em ½ pelica marrom com cantos. Consultar
 
 
- Leal, Antonio Henrique: LOCUBRAÇÕES. Lisboa, Typographia Casto Irmãos, 1874. VIII-316 p. Encadernado de época em ½ couro marrom. R$ 400,00
- Leal, Fernando: PALMADAS NA PANÇA DE JOHN BULL. Foguete de Guerra oferecido a Camillo Castello Branco. São Paulo, Teixeira e Irmãos, 1884. 178 pag. – 2nn. Enc. em ½ couro mantendo-se as capas originais da brochura. Obra por abrir. R$280,00

- LE CANTIQUE DES CANTIQUES. Traduction D’Ernest Renan. Gouaches et ornaments de G. L. Jaulmes, de L’Institut.  Paris, Universelles, 1945. Tiragem especial de 400 exemplares, n.131. Ilustrado  com 17 desenhos originais. Brochura. R$600,00
- Leitão, Antonio José Osório de Pina: ALFONSÍADA. Poema Heróico da Fundação da Monarquia Portugueza pelo Senhor Rey D. Affonso Henriques. Offerecido à Magestade Fidelíssima D’El-Rey Nosso Senhor D. João VI. Bahia, Manoel Antonio da Silva Serva, 1818. 278-1nn pag., incluindo a errata. Ilustrado com  gravuras fora do texto. Raríssimo .Encadernação em pleno couro.. Consultar.
- Leite, Ascendino: O BRASILEIRO. Romance. Rio de Janeiro, Letras e Artes, 1962. Br. R$ 30,00
- Lemagny, Paul: POEMES D’AMOUR. Paris, Hebe, s/data. Tiragem especial de 335 exemplares, n. 210. Ilustrado.  Encadernação artesanal em pergaminho.R$900,00
- Lima Júnior, Augusto: A CAPITANIA DAS MINAS GERAIS. Rio de Janeiro, Zélio Valverde, 1943. Ilustrado. Tiragem especial de 200 exemplares. Nº 3, assinado. Com ex-libris de J. A. Martin. Enc. em ½ pelica com cantos. R$ 800,00
- Lima, Oliveira: DOM JOÃO VI NO BRASIL. 1808-1821. 3 vols. Rio de Janeiro, José Olympio, 1945. Tiragem especial de 500 exemplares, numerados e assinados pelo diretor da coleção, Octavio Tarquinio de sousa. Enc. original da editora. R$ 200,00
- LIVRO DO CENTENÁRIO (1500-1900). Rio de Janeiro, Imprensa Nacional, 1900. Enc. de luxo em pleno marroquim. R$450,00
- Longfellow, Henry Wadsworth: THE COMPLETE PROSE WORKS: WITH HIS POEMS. Ilustrated. With a biographical sketch by Octavius B. Fronthingham. Boston, Hougton, 1883. Encadernação original. R$1.200,00 

- Lynd, Robert S. e Helen Merrell Lynd: MIDDLETOWN. A study in contemporary american culture.   New York, Harcourt, 1929. Enc. R$ 80,00
- Lobato, Monteiro: A BARCA DE GLEYRE. Quarenta anos de correspondência literária entre Monteiro Lobato e Godofredo Rangel. São Paulo, Nacional, 1944. Com manchas devido a qualidade do papel. Exemplar assinado pelo autor no ante-rosto. Br. R$500,00
- Lobato, Monteiro: CONTOS PESADOS e CONTOS LEVES. 2 Tomos São Paulo, Nacional, 1935. Encadernação em /12 couro. Com manchas. R$325,00
- Lobato, Monteiro: NA ANTEVESPERA. Reações Mentaes dum ingenuo. 1ª edição. São Paulo, Nacional, 1933. Encadernação em 1/2 percalina preta, com cantos, conservando as capas da brochura original. R$ Consultar
- Lobo, Francisco Rodrigues: OBRAS POLÍTICAS, E PASTORIZ. Lisboa, Offic. de Miguel Rodrigues, 1774. 4 volumes. I – 8nn – 320 pag, II - 6nn – 327 pag., III – 8nn – 319 pag. IV – 4nn – 377 pag. Enc. de época em pleno couro com ligeiros desgastes nos lombos. Internamente a obra apresenta alguns restauros nas margens.R$1.800,00
- Lobo, Francisco Rodrigues: OBRAS POLITICAS. Moraes e Metricas. Do insigne Português... Natural da Cidade de Leyria. Offerecidas a Magestade Rey de Portugal D. João V. Nosso Senhor. Lisboa Oriental, Ferreyriana, 1723. O exemplar possui furos de bichos dentro e fora do texto, quase não compromete a leitura. Com as primeiras folhas restauradas.  Encadernação atual em pleno couro. Consultar.
- Lowe, E. J. et  W. Howrad: LES PLANTES A FEUILLAGE COLORÉ. Recueil des espéces les plus remarquables servant a la decoration des jardins, des serres er des appartements. Ouvrage illustré de 60 gravures colorées et de 46 gracures sur bois.Paris, J. Rothschild, 1885. Encadernação original da editora. R$800,00
- Luis José Ribeiro: DESCRIPÇÃO HISTORICA SOBRE A VIDA REINADO E ACÇÕES DE PAULO I. Imperador e Utocrata de todas as Russias. Lisboa, Impressão Regia, 1818. 128 pag. Com uma capa rústica em papel craft.  R$800,00
- Macedo, Duarte Ribeiro de: OBRAS INEDITAS DE... Dedicadas ao muito alto e poderoso senhor Dom João VI. Rei dos Reinos-Unidos de Portugual, Brazil e Algarves, por Antonio Lourenço Caminha. Lisboa, Impressão, Impressão Regia, 1817. Exemplar restaurado, cuidadosamente recortado e colado, em formato maior,  folha por folha Encadernado. Consutar.
- Macedo, Joaquim Manoel de: THEATRO. Rio de Janeiro, B.L. Garnier – H. Garnier, 1863 – 1900. 3 volumes. I – 301 pag – 3nn, II – 380 pag. – 3nn, III – 337pag – 3nn. Enc. de época em ½ couro marrom com leve desgaste nas lombadas. R$800,00
- Joaquim Manoel de Macedo: A NEBULOSA. Rio de Janeiro, J. Villeneuve, 1857. Com pequenos furos de bichos na margem inferior das primeiras páginas. Enc. R$850,00
- Macedo, Joaquim Manoel: AS VICTIMAS-ALGOZES. Quadros da Escravidão. Romances por... 2 volumes. Rio de Janeiro, Typ. Americana, 1869. XV-332; 389 pag. Enc. R$700,00
- Macedo, José Agostinho de: A NATUREZA, POEMA. Lisboa, Typographia Rollandiana, 1846. 244 pag. Enc. em ½ couro. R$300,00
- Macedo, José Agostinho de: A NATUREZA. Poema. Porto, Francisco Pereira de Azevedo, 1854. 363 pag. Enc. em ½ couro R$280,00
- Macedo, José Agostinho de: O NOVO ARGONAUTA. Poema. Lisboa, Bulhões, 1825. 48 pag. Enc. em ½ couro  R$90,00
- Macedo, José Agostinho de: O ORIENTE. Poema. 2 volumes. Lisboa, Impressão Regia, 1814. 247; 238-2nn pag., incluindo a errata. Ils. com duas gravuras fora do texto. Enc. original. Consultar
- Macedo, José Agostinho de: OS FRADES OU REFLEXÕES PHILOSOPHICAS SOBRE AS CORPORAÇÕES REGULARES. Lisboa, Impressão Régia, 1830. 2nn – 76 pag. Com furos de bicho nas margens, em algumas folhas, sem prejuízo do texto. Enc. em ½ couro.R$ 900,00
- Macedo, José Agostinho: A MEDITAÇÃO. Porto, Typ. de Francisco Pereira D’Azevedo, 1854. 270 pag. Com uma assinatura no frontispício. Enc.R$ 280,00
-Machado, José Pedro: DICIONÁRIO ETIMOLÓGICO DA LÍNGUA PORTUGUESA. Com a mais antiga documentação escrita e conhecida de muitos dos vocábulos estudados. Lisboa, Confluência, 1967. 2 tomos. Enc. R$700,00 
- Machado, Dr. G. M. de Villanova: PODER AUTORITÁRIO. Opúsculo sobre a história do Brazil. Rio de Janeiro, Typ. Cinco de Março, 1872. 264 p. Com um furo no frontispício. Encadernação recente. R$ 140,00
- Magalhães, Domingos José Gonçalves de: A CONFEDERAÇÃO DOS TAMOYOS. Poema. Rio de Janeiro, Typ. Dous de Dezembro, 1857. 2ª. Edição. Com a ilustração do autor fora do texto, restaurada. 324-21 pag. Exemplar aparado. Obra dedicada a D. Pedro II. Enc. nova em ½ couro.R$ 1.500,00
- Magalhães, Symphronio de: ASPECTOS DO BRASIL. 200 assuntos, 300 fotogravuras. Rio de Janeiro, Impensa Nacional, 1936 VI - 449 p. Ils com fotos dentro e fora do texto. Brochura bem conservada. R$ 300,00
- Manchado, António de Alcântara: CAVAQUINHO E SAXOFONE. (Solos) 1926-1935. Rio de Janeiro, José Olympio, 1940.  Brochura, em muito bom estado de conservação. R$450,00
- MANUEL BANDEIRA. Poesia e Prosa.. Rio de Janeiro, Editora José Aguilar Ltda. 1958. 2 volumes. Encadernação em pleno couro verde, original da editora, com desgastes nas lombadas. R$ 500,00
- Marianno Filho, José: ANTONIO FRANCISCO LISBOA. Tiragem especial de 1000 exemplares. Rio de Janeiro, C. Mendes Junior, 1945. Encadernado. R$180,00
- Maro, Pùblio Virgilio: MONUMENTO A ELEVAÇÃO DA COLONIA DO BRAZIL A REINO E AO ESTABELECIMENTO DO TRIPLICE IMPERIO LUSO. Traduzidas em verso Portuguez e annotadas por Antonio José de Lima Leitão. 3 tomos. Rio de Janeiro, Real, Impressão Regia, 1818, 1819. XVIII - 221, 228, 239pag – 2nn. Enc. Com alguns furos de bichos restaurados nas primeiras paginas, sem atingir o texto. Consultar.
- Marques, Xavier: O SARGENTO PEDRO. Premiado pela Academia Brasileira. Tradições da Independência. Bahia, Catilina, 1921. Br. R$ 40,00
- Martin, M. Th. H.: MÉMOIRE SUR LES HYPOTHÈSES ASTRONOMIQUES DES PLUS ANCIENS PHILOSOPHES DE LA GRÈCE ÉTRANGERS À LA NOTION DE LA SPHÉRICITÉ DE LA TERRE. Paris, Imprimerie Nationale, 1878. Enc. R$ consultar
- Masson, J. R.: ENCYCLOPÉDIE DES ENFANS, OU ABRÉCÉ DE TOUTES LES SCIENCES, A L'USAGE DES ÉCOLES DES DEUX SEXES. Parris, Masson, 1821. Ilustrado fora do texto com gravuras e mapas. Enc. em pleno pergaminho. R$ 1.800,00

- Mattos, Anibal: MONUMENTOS HISTORICOS, ARTISTICOS E RELIGIOSOS DE MINAS GERAES. Ilustrado. Bello Horizonte, Apollo, 1935. Enc. R$ 200,00
- Maul, Carlos: HISTÓRIA DA INDEPENDENCIA DO BRAZIL. Nova edição. Rio de Janeiro, Gubau, 1922. Com uma assinatura no frontispício. Enc., conservando a primeira capa da brochura. R$ 140,00
- Meireles, Cecília: ELEGIAS. Desenhos de Aldemir Martins. São Paulo, Alumbramento, 1974. Tiragem especial de 323 exemplares, nº 239. No estojo. Consultar
- Meireles, Cecília: VIAGEM POESIA. 1929 - 1937. Primeiro Prémio de Poesia da Academia Brasileira de Letras em 1938. Lisboa, Império, 1939. Brochura original em muito bom estado de conservação.230,00
- Mello, Jerônimo Martiniano Figueira de: CHRONICA DA REBELLIÃO PRAIEIRA EM 1848 E 1849. Rio de Janeiro, Typ. do Brasil, 1850. 425 p. No mesmo volume: DOCUMENTOS JUSTIFICATIVOS 177 p. Desgaste no ante-rosto e no frontispício do primeiro volume e com uma assinatura. R$ 250,00
- Ménard, René: GÉOGRAPHIE ARTISTIQUE. LE MONDE VU PAR LES ARTISTES. Ouvrage orne D’Enviran 600 gravures et cartes. Paris, CH. Delegrave, 1881. Encadernado com o corte superior dourado.R$600,00
- Mendonça, Lúcio de: A CAMINHO (Propaganda Republicana) Rio de Janeiro, Laemmert, 1905. 444 p. Com desgaste e restauro nas páginas iniciais. Encadernação recente mantendo as capas das brochuras - por abrir. R$ 150,00
- Michaud: HISTOIRE DES CROISADES. Illustrée de 100 grandes compositions por Gustave Doré. Gravées par Bellerger, Doms, Gusman, Jonnard, Pannemaker, Pisan, Quesnel. Gravuras sobrepostas, fora do texto. 2 tomes. Paris, Furne, Jouvet, 1877. Tiragem especial de 112 exemplares, n.2. Com encadernação original com dourações e gravações.Belissima obra e muito rara de ser encontrrada no mercado alfarrabista. VENDIDO
- Miranda, Veiga: A ETERNA CANÇÃO. Rio de Janeiro, Francisco Alves, 1922. Br. R$ 35,00
- Miranda, Francisco de Sá: OBRAS. Nova edição correcta, emendada e augmentada com as suas comedias. 2 tomos enc. em 1. Lisboa, Rollandiana, 1784. XXXII-290-6nn; 293-4nn pag.  R$600,00
- Molins, El Marquês de: EL ROMENCERO DE LA GUERRA DE ÁFRICA. Presentado á la Reina Da. Isabel II y al Rey Su Augusto Esposo. Madrid, M. Rivadeneyra, 1860. 391 pag. Enc. R$250,00
- Montesquieu: ARSACE E ISMENIA, NOVELLA DE... Traduzida por A.V. C. S. Lisboa, Rollandiana, 1827. 87 pag. Papel trapo. Com algumas manchas. Enc. R$260,00
- Moraes, Rubens Borba de: BIBLIOGRAFIA BRASILIANA.   2 volumes. Catálogo ilustrado sobre o Brasil de 1500 a 1900. Edição atualizada, sem uso. Los Angeles, Uclan Latin, 1983. Encadernação original com sobre capa. 1.500,00
- Moraes, Vinicius de: ORFEU DA CONCEIÇÃO (TRAGÉDIA CARIOCA). Peça premiada no concurso de teatro do IV Centenário de São Paulo. Desenhos de Carlos Scliar. Rio de Janeiro, Imprensa Nacional, 1956. Estojo. R$ Consultar
- Morris, William O'Connor: NAPOLEON, WARRIOR AND RULER. And the military supremacy of revolutionary France. New York, G. P. Putnam's Sons, 1908. Ilustrado com mapas e gravuras, fora do texto. Enc. R$ 500,00
- Muratori, M.: RELATION DES MISSIONS DU PARAGUAI. Traduite de l’Italien de.... Paris, S. Jaques, 1757. A obra faz referências aos bandeirantes paulistas. Encadernação com pequenos desgastes. Consultar.
- Napoletano, Tasso: LA GIEROSALEMME LIBBERATA. De lo sio Torquato Tasso. Votata a Llengua Nosta da Grabiele Fasano.  Napole, Iacovo Raillardo, 1689. Ilustrado com 21 gravuras. Encadernação com desgastes. Obra muito rara no mercado alfarrabista. Consultar.
- Nabuco, Joaquim: BALMACEDA. Rio de Janeiro, Leuzinger, 1895.V-225 pag. Enc. em ½ couro marrom com cantos mantendo-se a capa original da obra. Lombada desgastada. R$600,00
- Nabuco, Joaquim: MINHA FORMAÇÃO. Rio de Janeiro, H. Garnier, 1900. Primeira Edição. Com um carimbo no frontispício. Exemplar contém rubrica. Encadernação em 1/2 couro com cantos restaurada. 400,00
- NOITES D’YOUNG. Traduzidas em vulgar por Vicente Carlos D’Olveira e addicionadas com as notas de Mr. Le Tourneur, com os Poemas do Juízo Final... Terceira Edição, correcta. 2 tomos. Lisboa, Rollandiana, 1804. Com os frontispícios e as primeiras  folhas restauradas. 388; 391 pag. Enc. R$450,00
- Newing, Mary: ILONA. A fantasy of Florence. Florence, s/ed., 1909. Com ilustrações. Papel pergaminho. Bela edição. R$ 80,00
- O ARCIPRESTE DA SÉ DE S. PAULO JOAQUIM ANSELMO D'OLIVEIRA. O CLERO DO BRASIL. Rio de Janeiro. s.ed. 1873. 367 p. Encadernação rústica mantendo as capas da brochura. O exemplar apresenta a capa e o frontispício desgastados e mancha de umidade no canto lateral direito da capa até a página 18. R$ 180,00
- Octavio, Rodrigo: FILISBERTO CALDEIRA. Chronica dos tempos coloniaes. Rio de Janeiro, Laemmert, 1900. 252 p. Com uma prancha genealógica referente à família Brant desdobrável no final. Encadernação em 1/2 couro vermelho. R$ 400,00
- Oliveira, Martins de: SANGUE MORTO. Vida rural brasileira. Rio de Janeiro, Marisa, 1943. Enc. R$ 60,00
- OEUVRES COMPLÉTES DE BUFFON. Avec la nomenclature linnéenne et la classification de Cuvier. Revues sut l’édition Buffon: in 4º de l’Imprimerie Royale et annotées par M. Flourens. Paris, Garnier Frères, s/data. 12 volumes. Ilustrado. Encadernação original da editora.  R$2.500,00
- Oliveyra, Francisco Xavier de: CARTAS. Familiares, Históricas, Políticas e Criticas, Discursos, sérios e jocosos. Dedicados á Excellentissima Senhora Condessa de Vimiso. 3 tomos. Lisboa, s/editora, 1855. Com assinatura nos frontispícios. Enc. R$550,00
- Orbigny, M. Charles. D. (Dirige par...): DICTIONNAIRE UNIVERSEL D’HISTOIRE NATURELLE. D’Um Magnifique Atlas de 288 plaches, Gravées sur Acier. 16 volumes, sendo 3 volumes de atlas, com as gravuras coloridas à mão. Zoologie e Botanique. Em ótimo estado de conservação, completo. Obra muito rara no mercado alfarrabista. Paris, L.H. Houssiaux, 1861. Encadernado em ½ couro com cantos.  Consultar.
- Orbigny, Alcides D': EL BRASIL ANTIGUO. Crónica ilustrada desde 1500 a 1827. De augusto Saint Hilaire, Spix y Martius, Walsh, Raigecourt, Koster e... Buenos Aires, La Elzeviriana, 1900. Enc. R$ 300,00
- Ovídio, Publio: OS FASTOS DE PUBLIO OVIDIO NASÃO. Com traducção em verso portuguez por Antonio Feliciano de Castilho, seguidos de copiosas annotações por quase todos os escriptores portuguezes contemporâneos. 6 volumes. Lisboa, Imprensa da Academia Real das Sciencias, 1862. Enc.R$ 800,00
- Paiva, F. Mendes de: NOTAS SOBRE INSTITUIÇÕES E COSTUMES DOS POVOS ANTIGOS E MODERNOS. Obra escripta expressamente para ser o seu producto applicado à propagadora da instrucção popular. S. Paulo, Typographia do Correio Paulistano, 1876 285 p. Encadernado em ½ couro vermelho. A obra apresenta internamente manchas próprias do papel. R$ 250,00
- Palacios, Dr. José Manoel Valdez y: VIAGEM DA DICADE DO CUZCO A DE BELEM DO GRÃO PARÁ PELOS RIOS VILCAMAYU, UCAYALY E AMAZONAS. Preceddido de hum Bosquejo sobre o estado politico, moral e litterario do Peru em suas tres grandes épocas.  Tomo 1. Rio de Janeiro, Typ. Austral, 1844. Unico exemplar com defeitos. Com furos de bichos nas margens. Encadernação de época com desgastes. R$. Consultar
- Palmella, José: O CENTENARIO E VIDA DO MARQUEZ DE POMBAL. Estudo Biographico sobre a vida do Primeiro Gênio Político de Portugual. Adornado de um excellente retrato e muitos documentos interessantes. Segunda edição. Rio de Janeiro, Molarinho & Mont’Alverne, 1881. Enc
- Paranapiacaba, Barão de: POESIAS E PROSAS SELECTAS. Rio de Janeiro, Typographia Leuzinger, 1910. Encadernação em ½ pelica com cantos, conservando a capa da brochura.R$250,00
- Passos, Guimarães: VERSOS DE UM SIMPLES. Rio de Janeiro, H. Lombaerts & C. 1891. XV- 6nn – 263 pag.            Enc. em ½ marroquim          R$ 350,00
- Pato, Bulhão: PAQUITA. Seis Cantos. Com  uma carta do Sr. Alexandre Herculano. Lisboa, Franco-Portugueza, 1866. 222 pag. Enc. R$200,00
- Pavão, Ari: BRONZES E PLUMAS... Rio de Janeiro, Renascença, 1933. Tiragem especial de vinte exemplares. Assinado. com dedicatória. Exemplar com defeitos de umidade e manchas. Brochura original com as capas. R$. consultar
- Peare, Catharine Owens: MARY MCLEOD BETHUNE. Biografia. Rio de Janeiro, Irmãos Pongetti, 1953. Ilustrado. Br. R$ 25,00
- Pearson, T. Gilbert: BIRDS OF AMERICA. With 106 plates in full color by Louis Agassiz Fuertes. New York, Garden, 1917. Encadernado. R$380,00
- Pefferkorn, Maurice: FOOTBALL JOIE DU MONDE. Paris, J. Suase, 1944. Br. R$ 90,00
- Pan, F. Mallet du: MERCURIO BRITANNICO OU NOTICIAS HISTORICAS, E CRITICAS SOBRE OS NEGOCIOS ACTUAES. Traduzido em Portuguez. Londres, s/editora, 1798. 4 volumes. Enc. em 1/2  couro, rescente em muito bom estado de conservação.  R$2.200,00
- Pereira, A. E. Victoria: PORTUGUEZES E INGLEZES EM AFRICA. Viagens portuguezas. Lisboa, João Romano Torres, 1892.     Enc.  R$ 240,00
- Pereira, Felipe Francisco: ROTEIRO DA COSTA DO NORTE DO BRASIL DESDE MACEIÓ ATÉ O PARÁ. Publicado sob os auspícios do Exmo. Sr. Conselheiro Dr. Luiz Antonio Pereira Franco, Ministro da Marinha. Comprehendendo todos os portos, barras e enseadas e indicando a maneira de demanda-os; a navegação por dentro e por fora do canal de S. Roque e as derrotas com as marcas para bordejar no mesmo. Pernambuco, Typ. do Jornal do Recife, 1877. 170 p. Encadernado em meio couro vermelho com cantos e com restauros no inicio e final da obra.. R$ 1400,00
- Perelli, Ferdinando Biondi: RACCOLTA D'OPERE. Ad uso delle Scuole Militari. Volumes 1, 2, 3 e 4: Corso de Mattematiche; volumes 5, 6, 7 e 8: Corso Elementare di Fortificazione; volumes 9, 10, 11 e 12: Tratato Elementare d'Artiglieria. Livorno, Giulio Sardi, 1830. 3 volumes ilustrados fora do texto com gravuras desdobráveis. Encadernado em ½ couro de época. Muito bem conservado. R$ 2.600,00
- Pignatari, Décio: O CARROSSEL. Com o ante-rosto colado na capa. São Paulo, Clube de Poesia, 1950. Brochura, em bom estado de conservação.R$ 250,00
- Pinheiro, Doutor Joaquim Caetano Fernandes: RESUMO DE HISTÓRIA LITTERARIA.  2 tomos. Rio de Janeiro, B.L. Garnier, 1873. 497-vi; 480 pag. Enc. em marroquim. R$720,00
- Pinheiro, Joaquim Caetano Fernandes: CURSO ELEMENTAR DE LITTERATURA NACIONAL.  Rio de Janeiro, B.L. Garnier, 1883. 2ª Edição melhorada. 10-601-V pág. Encadernação em ½ marroquino.R$ 600,00
-Pinto, Frey Hector (Frade Jeronymo): IMAGEM DA VIDA CHRISTAM. Ordenada per Diálogos como membros de sua composiçam.  2 volumes. Lisboa, Rollandiana, 1843. Enc. R$300,00
- Picchia, Menotti Del: A TRAGÉDIA DE ZILDA. Romance. São Paulo, Nacional, s/d. Br. R$ 30,00
- Picchia, Menotti Del: JESUS. Tragédia Sacra.  São Paulo, Nacional, 1933. Encadernação nova em ½ couro, conservado as capas da brochura, onde há manchas. R$Consultar
- Pileggi, Aristides: CERÂMICA NO BRASIL E NO MUNDO. São Paulo, Martins, 1958. Ilustrado. Com dedicatória do autor. Br. R$ 250,00
- Pinto. Adolpho Augusto: HISTÓRIA DA VIAÇÃO PÚBLICA DE S. PAULO (BRASIL). São Paulo. Typographia e Papelaria de Vanorden & Cia 1903. 320 p. Ils. com fotos e mapas fora do texto. Encadernação original da editora em plena percalina.A obra apresenta desgaste nas capa. R$ 1.800,00
- Pires, Cornélio: VERSOS. Scenas e Paisagens da Minha Terra, Versos Velhos, Musa Caipira. São Paulo, Graphica Moderna, 1912. Grampeado. Brochura desgastada. R$280,00
- PLUTARCO DA MOCIDADE. Trad. do francês. Nova edição aumentada. Lisboa, Typographia Rollandiana, 1855. 190 pag. – 2nn. Enc. em ½ couro vermelho com furo de bicho.R$ 260,00
- Pope, D’Alexandre: OEUVRES COMPLETTES. Traduites em François. Nouvelle Édition, revue, corrigée... 8 tomos. Paris, Duchesne, 1779. Com belíssimas ilustrações originais. Encadernação de época com desgastes. R$2.000,00
- Por um portuguez: NOTICIA BIOGRAPHICA DE SUA MAGESTADE FIDELISSIMA O SR. D. PEDRO V, REI DE PORTUGAL. Bahia, Camillo de Lellis Masson, 1862. Com defeitos nas três primeiras folhas. Enc. R$ 240,00
- Porto-Alegre, M. de Araújo: BRASILIANAS. Vienna, Imperial e Real, 1863. 359 pag. Enc. Com pequenos furos de bichos nas margens das primeiras e últimas páginas. R$1.000,00
- Poujoulat, M. Baptistin: VOYAGE DANS L'ASIE MINEURE EN MÉSOPOTAMIE A PALMYRE, EN SYRIE EN PALESTINE ET EN EGYPTE. 2 tomos. Paris, Ducollet, 1840. Encadernação de época em pleno couro com desgastes. R$1.800,00
- Prado, Eduardo: A ILLUSÃO AMERICANA. 2ª edição, pois a primeira foi supprimida e confiscada por ordem do Governo Brasileiro. Paris, Armand Colin, 1895. Fac-simile da capa da 2ª edição impressa em Paris. Brochura.  Consultar.
- Prado, Paulo: RETRATO DO BRASIL. Ensaio sobre a tristeza brasileira. São Paulo, Brasiliense, 1944. Tiragem especial de 200 exemplares, nº 64. R$ 300,00
- Pradt, M. de: VERDADERO SISTEMA DE LA EUROPA COM RESPECTO A LA AMÉRICA Y LA GRECIA. 2 tomos. Paris, Rosa, 1825. Encadernação de época em muito bom estado de conservação.   R$ 800,00
- Prestes, Antonio: AUTOS  DE... Revistos por Tito de Noronha. Porto, V. More, 1871. 503 pag. Falta o ante-rosto. Enc. R$150,00
- Queiroz, Amadeu de: JOÃO. Romance. Porto Alegre, Globo, 1945. Br. R$ 65,00
- Quita, Domingos dos Reis: OBRAS. Chamado entre os da Arcádia Lusitana Alcino Micenio. 2 vols. enc. em 1. Lisboa, Rollandiana, 1831. 220; 200 pag. Enc. em ½ pergaminho.R$ 380,00
- Ramos, Graciliano: VIDAS SECAS. 1ª edição. Rio de Janeiro, José Olympio, 1938. Brochura original em bom estado de conservação. R$1.600,00
- Rafn, Charles Christian: MÉMOIRE SUR LA DECOUVERTE DE L'AMÉRIQUE AU DIXIÈME SIECLE. Second tirage. Copenhague, J. D. Quist, 1843. Ilustrado com dois mapas no final da obra. Enc. R$ 200,00
- Rau, Virginia e Maria Fernanda Gomes da Silva: OS MANUSCRITOS DO ARQUIVO DA CASA DE CADAVAL RESPEITANTES AO BRASIL  2 volumes. Lisboa, Ordem da Universidade, 1956. Exemplares por abrirem. Brochura em bom estado de conservação. 460,00
- RELATIONS DES QUATRE VOYAGES ENTREPRIS PAR CHRISTOPHE COLOMB POUR LA DÈCOUVERTE DU NOUVEAU-MONDE DE 1592 a 1504. Paris, Chez Treuttel et Würtz, 1828. I - xxxvi - 400 p., II - 489 p., III - 444 p. Com duas gravura representando Cristovão Colombo, uma carta fac-simile e mapas desdobráveis. 3 volumes- encadernados em pleno tecido, com desgaste nas lombadas. R$ 1800,00
- Redondo, Garcia: A CHOUPANA DAS ROSAS. São Paulo, Typ. Carlos Gerke, 1897. Enc. Ilustrado. R$ 200,00
- Renard, Jules: HISTOIRES NATURELLES. Édition illustrée por H. de Toulouse-Lautrec en fac-similé. Paris, Floury, 1949. Tiragem especial de 1.250 exemplares, nº 928. Br. R$ 280,00
- Renard, Jules: NATURAL HISTOIRES. Ils. par Toulouse Lautrec, Bonnard e Wstein. New York, Horizon, 1966. Encadernado com estojo. R$200,00
- Rezende, Severiano Nunes Cardoso de: A VIRGEM MARTYR DE SANTAREM. Rio de Janeiro, Typ. do Brazil Catholico, 1882. 150 pag. Enc em ½ couro mantendo as capas da brochura.R$ 150,00
- Ribeiro, Bernardim: OBRAS. Lisboa, Bibliotheca Portugueza, 1852. 395 pag. Enc.R$ 100,00
- Ribeiro, José Jacintho: CHRONOLOGIA PAULISTA OU RELAÇÃO HISTORICA DOS FACTOS MAIS IMPORTANTES OCCORRIDOS EM SÃO PAULO DESDE A CHEGADA DE MARTIM AFFONSO DE SOUZA À SÃO VICENTE ATÉ 1898. 3 volumes. Ilustrado. São Paulo, s/ed., 1899. Enc. nova em ½ couro. R$ 2.000,00
- Ricardo, Cassiano: MARCHA PARA OESTE. A influencia da “Bandeira”na formação social e política do Brasil. 1ª edição com dedicatória do autor. Rio de Janeiro, José Olympio, 1940. Brochura.  R$150,00
- Rios Filho, Adolfo Morales de los: O RIO DE JANEIRO IMPERIAL. Ilustrado em rotogravura, por abrir. Rio de Janeiro, A Noite, 1946. Enc. mantendo as capas da brochura. R$ 300,00
- Ronda, D. Cherubim: O BACHAREL DE SALAMANCA OU MEMORIAS E AVENTURAS. Paris, Typ. Pillet Fils, 1851. 2 vols. Encadernado em um. Exemplar em bom estado.  R$400,00
- S/autor: ILLUSTRAÇÃO BRASILEIRA. Revista Mensal. Rio de Janeiro, 12 Outubro, 1922. Ano III, n.26. Brochura, em muito bom estado de conservação. Consultar. 
- MÉLANGES DE LITTERATURE ER D'HISTOIRE. Recueillis et Publies par La Société des Bibliophiles François 2 tomos. Paris, Ch.Lahure, 1856. Enc. R$300,00
- S/autor: ILLUSTRAÇÃO BRASILEIRA. Revista Mensal. Rio de Janeiro, 15 Novembro, 1922. Ano III, n.27. Brochura, em muito bom estado de conservação. Consultar 
- S/autor: ILLUSTRAÇÃO BRASILEIRA. Revista Mensal, Rio de Janeiro, 25 Dezembro, 1922. Ano III, n.28. Brochura em muito bom estado de conservação. Consultar 
- S/Autor: LE DIX-NEUVIÈME SIÈCLE. Les Molurs – Les Arts – Les Idées. Paris, Hachette, 1901. Ilustrado. Encadernação de luxo. R$450,00- S/autor: BOLETIM COMEMORATIVO DA EXPOSIÇÃO NACIONAL DE 1908. Rio de Janeiro, Typ. Da Estatistica, 1908. Ilustrado. Enc. desgastada. Consultar.

- S/autor: CHRONICA DO DESCOBRIMENTO E CONQUISTA DE GUINÉ. Escrita por mandado do El Rei D. Affonso V, sob a direcção de Gomes Eannes de Azurara. Precedido de uma introducção, e illustrada com algumas notas pelo Visconde de Santarém. Pariz, J. P. Ailland, 1841. Exemplar bem conservado. Enc. com defeito no espelho. R$ 1.800,00
- S/autor: DEUTSCHE UND DEUTSCHER HONDEL IM RIO DE JANEIRO. Ein hundertjahriguer Kulturbild zur zentenar Feier der Gesellschoff "Germanie". 1821-1921. Rio de Janeiro, Paul Witte, (1921). Ilustrado. Enc. R$ 630,00
- S/autor: DISCRIPÇÃO MIUDAMENTE CIRCUNSTANCIADA DA ANTIGA IGREJA DE S. NICOLAO DE LISBOA, ABATIDA E INCENDIADA EM 1755. Lisboa, Grafis, 1843. Enc. R$ 105,00

- S/autor: GRANDEUR ET DÉCADENCE DE LA COLOMBINE. Paris, Chez Tous, 1885. No mesmo exemplar: LA COLOMBINE ET CLEMENT MAROT. 1886. Tiragem limitada. 2 volumes encadernados em 1. Enc. R$ 150,00
 

 

- S/autor: HISTOIRE DE L'ACADEMIE ROYALE DES INSCRIPTIONS ET BELLES LETTRES. Depuis son establissement jusq'a present. 2 tomos. Ilustrado com gravuras originais, fora do texto. Paris, Royale, 1717. Enc. de época, com algum desgaste. R$ 2.680,00
 
 
 
 
- S/autor: ITINERARIO ITALIANO. Che contiene la descrizione dei viaggi per le strade piu frequentate alle principali città d'Italia, com carte geografiche. Sesta edizione italiana, correta ed aumentada. Firenze, Giuseppe Tofani, 1807. Ilustrado com vários mapas desdobráveis fora do texto. Enc. de época com pequenos desgastes. R$ consultar.

- S/autor: LE TEMPLE DES MUSES. Orné de LX Tableaux. Ou font representes les evenemens les plus remarquables de L'Antiquté Febuleuse. Graves par B. Picart le Romain. Et accompagnés d'explications et de Remarques. Amesterdam, Zacharie Chatelain, 1742. As ilustrações estão aquareladas. Belissima obra. Encadenação de época restaurada. R$Consultar
- S/autor: L'ARTE DELLA GUERRA. La qual contiene le instruzione, e le massime necessarie per ogni uomo di guerra... Com várias tabelas, desdobráveis, fora do texto. 2 volumes encadernados em 1. Venezia, Giuseppe Corona, 1745. Enc. R$ 1.800,00
- S/autor: LA SCIENZA DELLE PERSONE DI CORTE, DI SPADA E DI TOGA, DEL SIGNORE DI CHEVIGNI. 4 tomos. Venezia, Baglioni, 1734. Com o carimbo da Nobreza Italiana no frontispício. Enc. de época em pleno pergaminho. R$ consultar
- S/autor: ORDONNANCE PROVISOIRE SUR L'EXERCICE ET LES MANOEUVRES DE LA CAVALARIE. Rédigée par ordre du Ministre de la Guerre. Paris, Chez Magimel, 1804. Enc. de época. R$ 1.200,00

 
 
- S/autor: RECHERCHES PHILOSOPHIQUES SUR LES AMERICAINS, OU MÉMOIRES INTERESSANTS. 2 tomes. Berlin, George Jacques Decker, 1770. Enc. de época. R$ 1.800,00
 
 
- S/autor: SÃO FRANCISCO O RIO DA UNIDADE. A River for Unity. Brasília, Mercedes-Bens do Brasil, 1978. Encadernado com sobre-capa. R$180,00
- S/autor: REGOLAMENTO DI DISCIPLINA MILITARE PER LE TRUPPE DI FANTARIA IN DATA 15 DE AGOSTO 1840. Torino, Giuseppe Fodratti, 1840. Com ilustrações desdobráveis fora do texto. Enc. de época em ½ couro com pequenos desgastes nos cantos. R$ 800,00
- S/ autor: GALATÉA. Égloga. Rio de Janeiro, Casa Eduardo e Henrique Laemmert, 1844. Com uma gravura aquarelada a mão. Folheto com grampos. Brochura. R$100,00
- S/autor: VOYAGES MODERNES. Faits dans les cinq parties du monde; par les plus intrépides et les plus savans explorateurs de notre époque. Ornés de gravures. Paris, Theiriot, 1836. 2 volumes encadernados em 1. Enc. de época desgastada. R$ consultar.
- S/autor: SPECCHIO MILITARE. Ouvero Giuste Regole Fondamentali, con cui ogni Militare Puo'In Qualunque Occasione Felicemente Dirigersi. Raccolte da un Esperimentato Officale. Ilustrado com gravuras desdobráveis fora do texto. Mantova, Alberto Pazzoni, 1818. Enc. em 1/2 pergaminho.R$1.200,00
- Saba, Agostino: STORIA DEI PAPI. 2 vols. com 16 tavole e 461 figure. Milano, Torinese, 1945. Enc. R$ 200,00
- Saint-Beuve, M.: NOUVELLE GALERIE DE FEMMES CÉLÈBRES. Tirée des causeries du lundi, ds portraits littéraires, etc. Paris, Garnier, 1872. 564 p. Ils. fora do texto, com retratos gravados por MM. Regnault, Massard, Nargeot, Geoffroy et Delannoy, sobre os desenhos de M. G. Staal. Encadernação original da editora com as guardas em corte de ouro. R$ 900,00
- Saint-Martial: AU BRÉSIL. De Rio de Janeiro a Paranaguá. Paris, Ernest Flammarion, s/d. Enc. R$ 200,00
- Salazar, Adolfo: LA ROSA DE LOS VIENTOS EN LA MÚSICA EUROPEA. México. Ediciones de la O.S.M., 1940. 274 p. Exemplar por abrir, encadernação recente, mantendo as capas da brochura. R$ 150,00
- Salgado, Plínio: O POEMA DA FORTALEZA DE SANTA CRUZ. São Paulo, Guanumby, 1951. Edição especial de 1000 exemplares, n. 599. Assinados pelo autor. Ilustrado. Cartonado, com desgastes no lombo na parte superior. R$150,00
- Sand, George: HISTOIRE DE MA VIE. 10 Tomos, encadernados em 5. Paris, Michel Lévy, 1856. Encadernado. R$500,00
- Paulo F. Santos: A ARQUITETURA RELIGIOSA EM OURO PRETO. Rio de Janeiro, Kosmos, 1951. Brochura original em ótimo estado de conservação. R$250,00
- Sçavoir, Palladio, Scamozzi, Serlio, Vignola , D. Barbaro, Cataneo, Alberti, Viola, Bullant, De Lorme: PARALLELE DE L'ARCHITECTURE ANTIQUE ET DE LA MODERNE. Avec un recueil des dix principaux auteurs qui ont ecrit des cinq Ordres. Pranches Originales. Paris, Pierre Emery e Michel Brunet, 1702. Avec privilege du Roy. Encadernação nova. Bela obra com lindas ilustrações. R$Consultar
- Seabrook, W. B.: THE MAGIC ISLAND. Illustrated with drawings by Alexander King, and photographs by the author. New York, Harcourt, 1929. Enc. R$ 100,00
- Segall, Lasar: 50 XILOGRAVURAS DE LASAR SEGALL. Apresentação de Murilo Miranda; prefácio de Geraldo Ferraz; poema de Carlos Drummond de Andrade. Rio de Janeiro, Record, 1966. Completo. Tiragem especial de 1.000 exemplares, nº 307. Com manchas devidas à qualidade do papel. Estojo. R$Consultar
- Sennio (José de Alencar): GUERRA DOS MASCATES. Chronica dos Tempos Coloniaes.  2 volumes encadernados em 1. Rio de Janeiro, B.L. Garnier, 1871. Com pequenos restauros. Aparado nos cortes. Consultar.
- Serpa, A. de: POESIAS. Lisboa, Typ. da Revista Popular, 1851. Com várias anotações, de época, nas margens. Encadernação de época.R$100,00
- Silva, João Manuel Pereira da: PLUTARCO BRASILEIRO. 2 volumes. Rio de Janeiro, Eduardo e Henrique Laemmert, 1847. Encadernação de época. Muito bem conservado. Consultar
- Shao-Chi, Liu: ON THE PARTY. China, Foreign, 1954. Br. R$ 25,00
- Sims, William Sowden e outros: LA VICTOIRE SUR MER. Le rôle de la marine américaine pendant la guerre. Paris, Payot, 1925. Enc. R$ 40,00
- Soares, J. C. de Macedo (prefácio): LIVRO PRIMEIRO DO GOVÊRNO DO BRASIL 1607-1633. Rio de Janeiro, Ministério das Relações Exteriores, 1958. Ilustrado. Br. R$ 190,00
- Southey, Rev. Charles Cuthbert: THE LIFE & CORRESPONDENCE OF THE LATE ROBERT SOUTHEY. London, Longman, Brownn Green & Longmans, 1849,1850. I - 352 p., II - 360 p., III - 352 p., IV - 390 p., V - 368 p., VI - 408 p. 6 volumes com encadernação de época em pleno couro. Todos os volumes apresentam um ex-libris brasonado de Frances Mary Richardson Currer.               Com corte marmorizado. R$ 3.000,00
- Tagore, Abanindranath: SADANGA OU LES SIX CANONS DE LA PEINTURE HINDOUE. Ilustrado. Paris, Bossard, 1922. Br. R$ 30,00
- Taine, H.: VOYAGE AUX PYRÉNÉES. Illustrée par Gustave Doré. Paris, L. Hachette, 1860. Com cortes dourados.  Com belas ilustrações dentro e fora do texto. Encadernação  original da editora. R$380,00
- Taunay, Visconde de: VISÕES DO SERTÃO. Primeira edição. São Paulo, Monteiro Lobato, 1923. Br. R$150,00
- THE HISTORY OF SPAIN AND PORTUGAL. From B.C. 1000 to A.D. 1814. Published under the superintendence of the society for the diffusion of useful knowledge. London, Baldwin and Cradock. 1833 (confirmar essa data). XVI-364 p. Encadernação de época em ½ couro, desgastada. Apresenta o frontispício cortado na margem superior. R$ 380,00
- Torres, Antonio: PASQUINADAS CARIOCAS. Rio de Janeiro, Castilho, 1921. Enc. original da editora. R$ 150,00
- Torres, Antonio: VERDADES INDISCRETAS. Primeira obra do autor em 1ª edição. Rio de Janeiro, Castilho, 1920. Com uma assinatura no frontispício, na margem superior. Encadernado, conservando as capas da brochura. R$250,00
- Ulloa, Antonio de: MÉMOIRES PHILOSOPHIQUES, HISTORIQUES, PHYSIQUES, Concernant Habitans, leurs moeurs, leurs ufages, leur connexion avec les nouvéaux Habitans, leurs religion ancienne & moderne, les produits des trois règnes de la Nature, & en particulier les mines, leur exploitation, leus immense produit ignoré jusqu'ici. Avex des observations & additions sur toutes les matières dont il est parlé dans l'ouvrage. Traduit par M.***. Paris, Chez Buisson, 1787. I - 376 p. - xv p., II - 499 p. - xv p. 2 volumes com encadernação de época ressecada. O segundo volume apresenta mancha de umidade das páginas 15 a 298 na margem lateral direita inferior, sem prejuízo do texto. A obra foi impressa em papel trapo, encontra-se em excelente estado de conservação. R$ 2400,00
- Urdaneta, Oscar Sambrano: EL EPISTOLADO DE ANDRES BELLO. Caracas, La Casa Bello, 1986. Br. R$ 20,00
- L. N. Fagundes Varella: ANCHIETA OU O EVANGELHO NAS SELVAS. Rio de Janeiro, Imperial, 1875. 1ª edição. Encadernação em 1/2 couro. R$800,00
- Vasconcellos, Francisco de Paula Medina: GEORGEIDA. Poema, dedicado ao Illustrissimo Senhor Roberto Page, Cavalheiro a Real Ordem da Torre e Espada. Londres, Stephen Couchman, 1819. ix-6nn-215 pag. Enc.R$ 400,00

- Vellasco, D. Violante Atabalipa Ximenes de Bivar: ALGUMAS TRADUCÇÕES DAS LINGUAS FRANCEZA, ITALIANA E INGLEZA. Rio de Janeiro, Typ. Bernardo Xavier Pinto de Souza, 1859. Com furos de bichos nas primeiras páginas. Enc. de época. R$ 150,00
- Veríssimo, Erico: A VIDA DE JOANA D’ARC. Porto Alegre, Globo, 1935. Ilustrado. Brochura com pequenos desgastes devido a qualidade do papel. R$300,00
- Verissimo, Erico: A VOLTA DO GATO PRETO. Porto Alegre, Globo, 1947. 1ª edição com dedicatória do autor. Exemplar com encadernação nova, conservando as capas da brochura. R$180,00
- Veuillot, Louis: JÉSUS-CHRIST. Avec une etude sur L’Art Chrétien par E. Cartier. Ouvrage contenant 180 gravures e 16 chromolithographies.  Paris, Firmin-Didot, 1877. Encadernação de luxo. Consultar 
- Vidal, E.A.: GUELFOS E GIBELINOS. Tentativa critica sobre a actual Polemica Litteraria. Lisboa, Antonio Maria Pereira, 1866. 16 pag. Enc.R$ 60,00
- Vidieu, L’Abbé: SAINTE GENEVIÈVE. Patronne de Paris et son influence sur les Destinées de la France. Paris, Firmin-Didot, 1884. Exemplar ilustrado com belas gravuras originais, algumas desdobráveis em 4 partes. Encadernação de luxo original  da editora, com dourações nas capas e lombo. Corte dourado. R$700,00
- Vieira, José Geraldo: A RONDA DO DESLUMBRAMENTO. Contos. Rio de Janeiro, Empreza Brasil, 1922. Com dedicatória do autor no frontispício. Encadernado, conservando as capas da brochura. R$200,00
- Ville, Léon: LUTTEURS ET GLADIATEURS. Sem local, Tolra, 1895. Obra com muitas ilustrações. Exemplar encadernado em plena percalux preta, conservando as capas da brochura, com desgastes. R$300,00
- Virgilio Maro, Públio: ENEIDA BRAZILEIRA. Ou tradução poetica da epopéa de Publio Virgilo Maro, por Manuel Odorico Mendes. Paris, Typ. De Rignoux, 1854. Com furos de bichos restaurados nas primeiras e últimas páginas. Enc. Consultar.
-  VIRGILIO BRAZILEIRO. Trad. Manuel Odorico Mendes. Rio de Janeiro, H. Garnier, s/data. 759 pag. Enc em ½ couro com cantos.R$ 300,00
- VIRGILIO BRAZILEIRO. Ou traducção do Poeta Latino por Manuel Odorico Mendes, da Cidade de São Luiz do Maranhão. Paris, W. Remquet, 1858. Enc. R$400,00 
- Virgilio: ENEIDA. Traduzida em verso por João Franco Barreto. 2 tomos enc. em 1. Lisboa, Rollandiana, 1808. 424, 429 pag. Enc. Com pequenos restauros nos frontispício.R$ 700,00
- Voltaire: ROMANCES. Traduzidos em Portuguez Offerecido a sua Pátria por Antonio da Costa Paiva, doutor em Medicina... Porto, Commercial Portuense, 1836. 220 pag. Com manchas. Enc.R$ 300,00
- Virgin, C. A. e C. Skogman: FREGATLEN EUGENIES RESA OMKRING JERDEN. 1851-1853. Ilustrado com gravuras aquareladas à mão e mapas fora do texto. Stockolm, Adolf Bonnier, 1855. Enc. Consultar.
- Xavier de Charlevoix, P. Pierre François: HISTOIRE DU PARAGUAI. Paris, Ganeau, Bauche e D'Houry, 1742. I - 389, II - 476, III - 407, IV - 414, V - 461 e VI - 460. 6 volumes, com encadernação original em bom estado, com mapas desdobráveis.     R$ consultar
- Zurla, D. Plácido: DEI VIAGGI E DELLE SCOPERTE AFRICANE DI ALVISE DA CA DA MOSTO PATRIZIO VENETO.Venezia, Alvisopoli, 1815. 132 pag. Com manchas de fungos, devido à qualidade do papel. Enc. de época, com desgastes. R$ 200,00

 
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Ocultismo Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Gnosticismo

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Ocultismo

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
 
 

Ocultismo (da palavra em latim occultus: "clandestino, escondido, secreto") é "o conhecimento do oculto".1 No uso comum da língua inglesa, oculto refere-se ao "conhecimento do paranormal", em oposição ao "conhecimento do mensurável",2geralmente referido como ciência. O termo é por vezes entendido como conhecimento do que "destina-se apenas a certas pessoas" ou que "deve ser mantido escondido", mas para a maioria dos praticantes ocultistas é simplesmente o estudo de uma realidade espiritual mais profunda que se estende além da razão pura e das ciências físicas.3 Os termos esotéricos e arcano têm significados muito semelhantes, e os três termos são intercambiáveis.4 5

Ele também descreve um número de organizações mágicas ou ordens, os ensinamentos e práticas ministradas por eles, e em grande parte da literatura atual e histórica e a filosofia espiritual relacionada a este assunto.

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Introdução[editar | editar código-fonte]

Ocultismo é um conjunto vasto, um corpo de doutrinas proveniente de uma tradição primordial que se encontraria na origem de todas as religiões e de todas as filosofias, mesmo as que, aparentemente, dele parecem afastar-se ou contradizê-lo.

O homem aqui retratado seria um completo e arquetípico, composto não apenas de corpo, mas também de emoçãorazão e alma (como divide a cabala).

Segundo algumas tradições monoteístas e ocultistas, as religiões do mundo teriam sido inspiradas por uma única fonte sobrenatural. Portanto, ao estudar essa fonte chegar-se-ía à religião original. Outras tradições de orientação panteístaacreditam em milhares de fontes em razão de seus vários deuses. O hinduísmo e o xintoísmo são alguns exemplos.

O objeto dos estudos ocultistas não são os fenômenos sobrenaturais, muitos ocultistas dos mais importantes, como Eliphas Levi e Papus, defendem mesmo a posição de que o sobrenatural não existe, o que existe é uma ordem desconhecida dos fenômenos e nisso se assemelham com o ideal das ciências aceitas como oficiais.


Muitas vezes um ocultista é referenciado como um mago. Alguns acreditam que estes antigos Magos já conheciam a maior parte das descobertas da ciência contemporânea e até além delas, tornando estas descobertas meros achados.

Definição[editar | editar código-fonte]

Nas ciências ocultas, a palavra oculto refere-se a um "conhecimento não revelado" ou "conhecimento secreto", em oposição ao "conhecimento ortodoxo" ou que é associado à ciência convencional. Para as pessoas que seguem aprofundando seus estudos pessoais de filosofia ocultista, o conhecimento oculto é algo comum e compreensivel em seus símbolos, significados e significantes. Este mesmo conhecimento "não revelado" ou "oculto" é assim designado, por estar em desuso ou permanecer nas raízes das culturas.

Originalmente no século XIX era usado por ter sido uma tradição que teria se mantido oculta à perseguição da Igreja, e da sociedade e por isso mesmo não pode ser percebido pela maioria das pessoas.

Mesmo que muitos dos símbolos do ocultismo, estejam sendo utilizados normalmente e façam parte da linguagem verbal ou escrita), permanecem assim, ocultos o seu significado e seu verdadeiro sentido. Desta maneira, tudo aquilo que se chama de "ocultismo" seria uma sabedoria intocada, que poucas pessoas chegam a tomar conhecimento, pois está além da visão objetiva da maioria, ou de seu interesse. O ocultismo sempre foi concebido desde o início, como um saber acessível apenas a pessoas iniciadas (ou seja, para aquelas que passaram por uma "iniciação"; uma inserção num grupo separado do comum e do popular; ou mesmo uma espécie de batismo, onde as pessoas seriam escolhidas, então guiadas e orientadas a iniciar numa nova forma de compreender e pensar o que já se conhece, transcendendo-o).

A percepção do oculto consiste, não em acessar fatos concretos e mensuráveis, mas trabalhar com a mente e o espírito. Refere-se ao treinamento mental, psicológico e espiritual que permite o despertar de faculdades ocultas.

Origens, influências e tradições[editar | editar código-fonte]

O ocultismo teria suas origens em tradições antigas, particularmente o hermetismo no antigo Egito, e envolve aspectos como magiaalquimia, e cabala.

O ocultismo tem relação com o misticismo e o esoterismo e tem influências das religiões e das filosofias orientais (principalmente YogaHinduísmoBudismo, e Taoísmo).

História[editar | editar código-fonte]

As raízes mais antigas conhecidas do ocultismo são os mistérios do antigo Egito, relacionados com o deus Hermes ou Thoth. Essa parte do ocultismo ou doutrina é tratada no Hermetismo.

Na Idade Média, principalmente na Península Ibérica devido a presença de muçulmanos e judeus, floresceu a alquimia, ciência relacionada com a manipulação dos metais, que segundo alguns, seria na verdade uma metáfora para um processomágico de desenvolvimento espiritual. Tanto a alquimia quanto o ocultismo receberam influência da cabala judaica, um movimento místico e esotérico pertencente ao judaísmo.

Alguns destes ocultistas medievais acabaram sendo condenados pela Inquisição, acusados de serem bruxos e terem feito pacto com o diabo. Mas existem trabalhos relacionados à cabala durante toda Idade Média. E de alquimia na Baixa Idade Média.

O ocultismo ressurgiu no século XIX com os trabalhos de Eliphas LeviHelena Petrovna BlavatskyPapus e outros.

A partir do século XX, a Teosofia Brasileira também tem difundido este conhecimento metafísico e iniciático.

História recente e Ocultistas famosos[editar | editar código-fonte]

O ocultismo moderno, cujo ressurgimento deu-se principalmente ao final do século XIX, teve sua parte teórica sistematizada por Helena Petrovna Blavatsky, no que ficou conhecido como Teosofia. Além dela, também são importantes na definição do moderno ocultismo Eliphas Levi,S. L. MacGregor MathersWilliam Wynn WestcottPapusAleister Crowley,Charles Webster LeadbeaterAnnie BesantDion FortuneAlice Bailey, entre outros.

Eliphas Levi divide as preferência de alguns com Papus como o maior ocultista do século XIX, tendo ambos sistematizado boa parte do que hoje conhecemos como ocultismo prático moderno.

Também devemos lembrar a importância de S. L. MacGregor Mathers e da Ordem Hermética do Amanhecer Dourado ("Hermetic Order of the Golden Dawn"), responsáveis em parte pelo ressurgimento da magia ritualística, e que influenciaram fortemente a maioria dos mais conhecidos e importantes magos e ocultistas do século XX.

Já no século XX destaca-se enormemente a figura de Aleister Crowley, que desenvolveu um sistema mágico, conhecido como Thelema, que deu origem e influenciou diversas escolas mágicas, também escreveu uma extensa gama de livros que figuram entre as preferências de ocultistas modernos.

Não podemos esquecer também a contribuição do não tão famoso Franz Bardon com seus poucos, mas valiosos, livros.

No Brasil, um dos principais expoentes dos estudos ocultistas, Henrique José de Souza, nasceu em Salvador, em 1883, e participou de uma série de movimentos, desde a fundação de lojas maçônicas a correntes espiritualistas como Dhâranâ, que mais tarde viria a se chamar Sociedade Brasileira de Eubiose. O Professor Henrique, como é chamado pelos membros de diversas correntes da teosofia brasileira, deixou um legado de centenas de "cartas-revelações", contendo material de cunho profundamente ocultista.

Sociedades e fraternidades[editar | editar código-fonte]

Atualmente, as tradições relacionadas com o ocultismo são mantidas por diversas sociedades e fraternidades secretas ou abertas, cuja admissão ocorre por meio de uma iniciação, que é um ritual de aceitação. Esse ritual tem como fundamento uma suposta nova vida que a pessoa deverá alcançar com a iniciação, ela morre simbolicamente e renasce para a vida que passará a ter.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Ir para cima Crabb, George (1927). English synonyms explained, in alphabetical order, copious illustrations and examples drawn from the best writers. Nova Iorque: Thomas Y. Crowell Co.
  2. Ir para cima Underhill, E. (1974). Mysticism, Meridian, Nova Iorque.
  3. Ir para cima Blavatsky, H. P. (1897). Occultism of the Secret Doctrine. Whitefish, MT: Kessinger Publishing.
  4. Ir para cima Houghton Mifflin Company. (2004). The American Heritage College Thesaurus. Boston: Houghton Mifflin. Page 530.
  5. Ir para cima Wright, C. F. (1895). An outline of the principles of modern theosophy. Boston: New England Theosophical Corp.

Biografias de ocultistas famosos[editar | editar código-fonte]

Leituras sugeridas[editar | editar código-fonte]

  • O Grande Arcano, Eliphas Levi. Edirora Pensamento. São Paulo.
  • História da Magia, Eliphas Levi. Editora Pensamento. São Paulo.
  • Dogma e Ritual da Alta Magia, Eliphas Levi. Editora Pensamento. São Paulo.
  • Aspectos do Ocultismo, Dion Fortune. Editora Pensamento. São Paulo.
  • A Doutrina Secreta, H.P.Blavatsky. Editora Pensamento. São Paulo.
  • Sistemagia, Adriano Camargo Monteiro. Madras Editora. São Paulo.
  • Magia Hermética, Israel Regardie. Madras Editora. São Paulo.
  • O Livro de Thoth, Aleister Crowley. Madras Editora. São Paulo.
  • ABC do Ocultismo, Papus. Editora Martins Fontes. São Paulo.
  • Magia Sexualis, P.B.Randolph. Editora Tahyu. São Paulo.
  • Experiências Práticas de Ocultismo, J.H. Brennan. Editora Ediouro. São Paulo.
  • Ocultismo e Eubiose, Laurentus. Henrique José de Souza. Sociedade Brasileira de Eubiose.
 

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